{"id":154,"date":"2011-04-04T18:17:06","date_gmt":"2011-04-04T21:17:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2011\/04\/04\/discurso-de-psse-da-academica-amelia-americano-domingues-de-castro\/"},"modified":"2011-04-04T18:17:06","modified_gmt":"2011-04-04T21:17:06","slug":"discurso-de-psse-da-academica-amelia-americano-domingues-de-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/discurso-de-psse-da-academica-amelia-americano-domingues-de-castro\/","title":{"rendered":"Discurso de Posse da Acad\u00eamica Am\u00e9lia Americano Domingues de Castro"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Discurso de Posse da Acad\u00eamica Titular<\/span><\/span><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">AM\u00c9LIA AMERICANO DOMINGUES DE CASTRO<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">19\/10\/1976<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Chamaram-me, Senhores Acad\u00eamicos, ao conv\u00edvio desta Casa dedicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. Generosamente atribu\u00edram-me o privil\u00e9gio de participar de suas atividades, radicadas nos valores que o passado nos legou e voltadas para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro que venha a superar as incertezas do presente.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Sensibilizada por esta convoca\u00e7\u00e3o, s\u00f3 pude aceit\u00e1-la, sabendo o pouco m\u00e9rito que para tanto tenho, entendendo dever tal honra aos ideais comuns que nos unem, ao reconhecimento da comunidade de prop\u00f3sitos que temos, e que se confundem com as pr\u00f3prias finalidades desta Ilustre Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A m\u00e3o amiga da Professora Corina de Castilho e Marcondes Cabral abriu-me as portas deste Sodal\u00edcio. Acolheram-me Seus Dignos Membros, entendendo que eu poderia participar de seu destino e, ao faz\u00ea-lo, um la\u00e7o fraternal veio vincular-me a cada um e a todos, feito de sua confian\u00e7a e de minha disposi\u00e7\u00e3o em dela ser digna.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Agrade\u00e7o \u00e0 Acad\u00eamica Corina Cabral a sauda\u00e7\u00e3o com que fui recebida. O abra\u00e7o carinhoso de boas-vindas da amiga de tantos anos e a generosidade de suas palavras s\u00e3o gratos ao meu cora\u00e7\u00e3o. Senhores, ser recebida pela Professora Corina Cabral, por minha amiga Corina, \u00e9 um compromisso com a a\u00e7\u00e3o. Sempre assim a conheci, abnegada e incans\u00e1vel na atividade, cheia de entusiasmo e vibra\u00e7\u00e3o na defesa das causas do ensino. Quando era uma jovem normalista, professora prim\u00e1ria em afastado rinc\u00e3o do Estado, voltou \u00e0 Escola para realizar cursos mais avan\u00e7ados, no Instituto de Educa\u00e7\u00e3o e na Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da Universidade de S\u00e3o Paulo. Sempre em busca do progresso, desenvolveu seus estudos na Europa e nos Estados Unidos, Porque \u00e9 em Educa\u00e7\u00e3o que pensa, e aperfei\u00e7o\u00e1-la \u00e9 sua meta, todo esse potencial \u00e9 posto a servi\u00e7o da Escola P\u00fablica, bastando-nos lembrar, para comprov\u00e1-lo, que Corina Cabral \u00e9 respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do Servi\u00e7o de Educa\u00e7\u00e3o Pr\u00e9-Prim\u00e1ria do Estado, servi\u00e7o pioneiro em que empenhou toda sua dedica\u00e7\u00e3o. Essa obra duradoura comemorou, no ano passado, seu Jubileu de Prata.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Lembro esses fatos, de todos conhecidos, como o s\u00e3o as qualidades de intelig\u00eancia e cora\u00e7\u00e3o de quem honrou-me com sua sauda\u00e7\u00e3o, porque s\u00e3o exemplos da extrema generosidade que caracteriza a Ilustre Acad\u00eamica, e porque foi essa a t\u00f4nica de suas palavras a meu respeito.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Agrade\u00e7o, mais uma vez, a Corina Cabral e aos Senhores Acad\u00eamicos, essa chamada, essa convoca\u00e7\u00e3o, que me confere o privil\u00e9gio de participar de seus ideais. O ideal, disse Ruy Barbosa, n\u00e3o se define: \u201cEnxerga-se por clareiras que d\u00e3o para o infinito\u201d. Essa \u00e9 a chama que anima os educadores de todos os tempos, que os convoca \u00e0 a\u00e7\u00e3o, os conduz \u00e0 reflex\u00e3o e refaz sem cessar os seus esfor\u00e7os. Sem poder defini-lo, nele reconhecemos alguns atributos. Ruy concedeu ao ideal a condi\u00e7\u00e3o de \u201calhear o homem da pr\u00f3pria individualidade\u201d. Essa, senhores, \u00e9 a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o do educador, que, visando servir aos outros, alheia-se de sua individualidade, eleva-se acima de seus pr\u00f3prios interesses e assume os do educando. De tal modo o faz que sua inten\u00e7\u00e3o maior \u00e9 libert\u00e1-lo de sua pr\u00f3pria influ\u00eancia, entregar-lhe nas m\u00e3os seu pr\u00f3prio futuro, juntamente com o da P\u00e1tria e da Humanidade, transmitindo-lhe a chama do Ideal.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Quem inicia seus passos neste Sodal\u00edcio est\u00e1 consciente da responsabilidade que assume diante dos ideais da Institui\u00e7\u00e3o, que, inseridos na continuidade do fluxo vital que integra o passado e o futuro, exigem resolu\u00e7\u00e3o e lucidez diante do presente.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o entende a Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o que seja o passado um fardo de que a humanidade procura livrar-se pelo esquecimento, ou que lhe seja permitido nele procurar apenas lampejos arbitr\u00e1rios que sirvam a interesseiras interpreta\u00e7\u00f5es do presente. Quando o tumulto da atualidade permitiu que se considerasse a Hist\u00f3ria como o lugar em que \u201cos valores apareceram, opuseram-se, combateram e foram destru\u00eddos\u201d, n\u00e3o se permitiu esta Academia entender, como o fez Weber, que o passado \u201c\u00e9 uma estrada que o diabo pavimentou de valores destru\u00eddos\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ao propor \u00e0quele que nesta Casa penetra pela vez primeira a medita\u00e7\u00e3o a respeito dos vultos do passado, um mais long\u00ednquo no tempo \u2013 o patrono da Cadeira preenchida \u2013 outro mais pr\u00f3ximo \u2013 aquele a cuja sentida falta deve imperfeitamente suprir \u2013 ficam repudiadas aquelas afirma\u00e7\u00f5es de um amargo ceticismo. Como objeto dessa medita\u00e7\u00e3o ressaltam os ideais e valores daqueles para os quais o tempo de sua vida foi cria\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o de metas, luta aut\u00eantica pela constru\u00e7\u00e3o do futuro. O passado, para eles, foi um presente que se projetou no futuro, por evolu\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o. Foi vida aut\u00eantica e concreta, realidade viva, \u201c\u00e9lan\u201d e impulso de autossupera\u00e7\u00e3o. Se assim o entendermos, estaremos aptos para nele procurar, ao mesmo tempo, o permanente e o mut\u00e1vel e seremos incapazes de o encarar como um fardo insuport\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, ser\u00e1 o instrumento de nossa lucidez e de nossa liberta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Sempre senti, Senhores, desde os tempos em que fui estudante de Hist\u00f3ria, quer para ela somos atra\u00eddos, sentimentalmente, por nossa pr\u00f3pria conting\u00eancia, nossa fraqueza, pelo ef\u00eamero de nossa vida. Nela procuramos a perman\u00eancia que nos falta e a continuidade sem a qual cada um de n\u00f3s, \u00f3rf\u00e3o e desvalido, perder-se-ia em amarga solid\u00e3o. Precisamos, tamb\u00e9m, racionalmente, do passado, para nos conhecermos a n\u00f3s mesmos e dilatar a exist\u00eancia para al\u00e9m do momento que passa. Nele procuramos aquela tens\u00e3o para o futuro que caracteriza todos os instantes da vida. Passado e futuro s\u00e3o hist\u00f3ricos pelo mesmo t\u00edtulo e procurar o que passou ajuda-nos a enfrentar o futuro que ser\u00e1. O aparente paradoxo da Hist\u00f3ria, que sem nunca repetir-se \u00e9 Mestra da Vida, resolve-se quando nos tornamos conscientes de que (como o disse Gaston Berger) a cultura que prov\u00e9m da Hist\u00f3ria \u201cn\u00e3o \u00e9 a est\u00e9ril evoca\u00e7\u00e3o das coisas mortas, mas a descoberta de um <span style=\"text-decoration: underline;\">\u00e9lan<\/span> criador que se transmite atrav\u00e9s as gera\u00e7\u00f5es e que, ao mesmo tempo, aquece e esclarece\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O impulso criador das grandes figuras do passado constitui sua eternidade e sua perman\u00eancia. O esfor\u00e7o e a luta do homem de todos os tempos, sua contribui\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do futuro, o torna nosso contempor\u00e2neo, se quisermos tamb\u00e9m ser agentes do porvir.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Nessa comunica\u00e7\u00e3o com o passado, em que se exprime toda a nossa intencionalidade de v\u00ea-lo presente e tendido para o futuro, cabe-me o privil\u00e9gio de lembrar e evocar duas grandes figuras. De uma delas separam-nos alguns s\u00e9culos, e de outra, apenas uns poucos anos: o Patrono da cadeira que deverei ocupar, Padre Manoel da N\u00f3brega, e meu ilustre antecessor, Professor Doutor Reynaldo Kuntz Busch.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">*\u00a0\u00a0\u00a0 *\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 *<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O dia de ontem, 18 de outubro de 1976, marcou o transcurso de quatrocentos e seis anos, desde que faleceu o Padre Manoel da N\u00f3brega. Pouco mais de meio s\u00e9culo de intensa vida de pensamento e de a\u00e7\u00e3o. Foi dada ao intelectual que, ap\u00f3s realizar cursos jur\u00eddicos em Salamanca e Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus. Talvez o tenha feito, como o disse Tito L\u00edvio Ferreira, \u201cmachucado pela injusti\u00e7a dos homens\u201d, talvez por uma irrefre\u00e1vel voca\u00e7\u00e3o para participar da constru\u00e7\u00e3o do futuro. O pregador de Portugal, Espanha e Gal\u00edzia, convidado por D. Jo\u00e3o III, veio para o Brasil a fim de exercer a\u00e7\u00e3o de catequese, com Tom\u00e9 de Souza em 1549. Em toda a sua atua\u00e7\u00e3o na terra descoberta, h\u00e1 menos de cinquenta anos, aquele impulso para o futuro manifesta-se. Esse Padre Manoel da N\u00f3brega, \u201cque a tudo provia e por tudo respondia\u201d, como Provincial dos Jesu\u00edtas no Brasil, iniciou a Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As Casas dos Jesu\u00edtas abrigam as primeiras escolas em terras do Brasil, \u00e0 medida que N\u00f3brega percorre a imensa regi\u00e3o e escolhe o lugar em que se v\u00e3o implantar, no litoral de norte a sul, em S\u00e3o Vicente, na Bahia, no Rio de Janeiro, no Nordeste. No sert\u00e3o a que se adentra consegue ver realizado o sonho de fundar, nos campos de Piratininga, o Col\u00e9gio que teve por patrono S\u00e3o Paulo, em 25 de janeiro de 1554.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A tarefa que o incans\u00e1vel jesu\u00edta vai realizando tem a marca do inovador que n\u00e3o recua diante da enormidade dos obst\u00e1culos. A terra, da qual disse Frei Vicente do Salvador: \u201c\u00c9 o Brasil mais abastado de mantimentos que quantas terras h\u00e1 no mundo porque nele se d\u00e3o os mantimentos de todas as outras\u201d, \u00e9 paradoxalmente paup\u00e9rrima, pelos parcos recursos humanos que a valorizassem e pelo clima hostil ao europeu, que nem sempre correspondia \u00e0 descri\u00e7\u00e3o que nosso primeiro historiador fez da capitania de S\u00e3o Vicente, \u201cterra mui sadia, fresca e de boas \u00e1guas\u201d. N\u00f3brega e os jesu\u00edtas que com ele desenvolveram o intenso trabalho de catequese e ensino, vencendo a dist\u00e2ncia cultural que os separava do gentio, conseguem que este se achegue, atra\u00eddo pela m\u00fasica, pelo canto, pela dramatiza\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s do \u201ccurumim\u201d, os costumes do adulto come\u00e7am a mudar. N\u00f3brega viu tamb\u00e9m o transplante, \u00e0 terra inculta, das mat\u00e9rias que constitu\u00edam a vida universit\u00e1ria da \u00e9poca, em Portugal, e assim \u00e9 que Vieira, estudando na Bahia, p\u00f4de espantar a Europa com o seu saber.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O provincial dos Jesu\u00edtas empenha-se por sua obra de cultura, educa\u00e7\u00e3o e espiritualidade junto aos Governadores Gerais da Col\u00f4nia. Participa das lutas contra os franceses, considerados usurpadores pelo colonizador portugu\u00eas. Colabora na forma\u00e7\u00e3o do Brasil. A figura singular do jovem que vem \u00e0 terra estranha e in\u00f3spita e, em nome de Deus e da P\u00e1tria, diligencia em transform\u00e1-la pela f\u00e9 e pela intelig\u00eancia, tem a for\u00e7a de seus ideais. Plantou o futuro, semeou valores que cresceram e desenvolveram-se, dando frutos que continuariam a obra dos tempos her\u00f3icos da educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o se repetir\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es de N\u00f3brega, pois os problemas da educa\u00e7\u00e3o, sem cessar renovados, diversificam suas exig\u00eancias, mas em sua energia inovadora, em seu desejo de realizar os valores de sua f\u00e9, em seu apego \u00e0 P\u00e1tria que se expandia nos tr\u00f3picos, encontramos as constantes pelas quais o reverenciamos e nas quais reencontramos, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, o perfil do educador permanente.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">*\u00a0\u00a0\u00a0 *\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 *<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mais de tr\u00eas s\u00e9culos ap\u00f3s a vinda de N\u00f3brega para o Brasil, um grupo de europeus atravessou o Atl\u00e2ntico a fim de radicar-se no Brasil. Continuavam a ser chamados colonos, aqueles que vinham unir seus esfor\u00e7os aos descendentes dos povos de al\u00e9m-mar que desde o s\u00e9culo XVI iniciaram a forma\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o brasileira. A fam\u00edlia de Carlos Gustavo Busch participou de um desses grupos que, fixando-se em Limeira, no interior do Estado de S\u00e3o Paulo, veio a constituir. Com outros compatriotas, o n\u00facleo inicial da coloniza\u00e7\u00e3o alem\u00e3 na regi\u00e3o. Reynaldo Kuntz Busch, neto de Carlos Augusto Busch, nascido a 17 de novembro de 1898, em Limeira, \u00e9 a not\u00e1vel figura de homem e de educador que devo hoje evocar, como membro que foi deste Sodal\u00edcio e primeiro ocupante da Cadeira n\u00ba 22, a cujo patrono acabo de referir-me.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, em 30 de outubro de 1974, teve o desgosto de perder esse que foi um de seus fundadores e cujos servi\u00e7os prestados, como Acad\u00eamico e primeiro Secret\u00e1rio desta Casa, ser\u00e3o inesquec\u00edveis.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o tive o privil\u00e9gio de conviver com o Professor Reynaldo Kuntz Busch. Verifiquei, entretanto, que pr\u00f3ximos estivemos, n\u00e3o somente por estudos e preocupa\u00e7\u00f5es comuns, mas por termos palmilhado os mesmos corredores, subido as mesmas escadas, no edif\u00edcio da antiga Escola Normal da Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, onde ambos, em certa \u00e9poca, exercemos atividades profissionais. N\u00e3o o conhecendo em vida, procurei faz\u00ea-lo, lendo o que escreveu e o que sobre ele foi dito, o que est\u00e1 no papel e o que est\u00e1 na mem\u00f3ria de seus amigos. \u00c0 medida que tive acesso a esses dados, descobri nessa extraordin\u00e1ria personalidade tantos aspectos que admirei-me que uma s\u00f3 pessoa pudesse t\u00ea-los e tanto realizar em campos diversos. Um pouco mais de reflex\u00e3o e pude ter a certeza de que tal foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 riqueza intelectual e espiritual que foi seu apan\u00e1gio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Chefe de fam\u00edlia exemplar, o Doutor Busch teve a seu lado a estima e o apoio de sua esposa, D. Leontina Silva Busch, hoje e muito justamente, membro Honor\u00e1rio desta Casa, bem como dos filhos que foram o seu mais caro patrim\u00f4nio. Dedicou-se \u00e0 Humanidade, como aos seus, e em todas as atividades que realizou encontra-se a figura do homem bom, que procura auxiliar o seu semelhante, do benfeitor e benem\u00e9rito que o assiste f\u00edsica e espiritualmente, dotado que foi de intensa vida religiosa.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o poderei sen\u00e3o esbo\u00e7ar, nesta oportunidade, os muitos caminhos que o Professor Kuntz Busch desbravou, por iniciativa sua e \u00e1rduo trabalho. Formado pela Escola Normal da Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, exerceu o magist\u00e9rio prim\u00e1rio, al\u00e9m de ter sido docente de mat\u00e9rias pedag\u00f3gicas nas mais conceituadas Escolas Normais do Estado. Volta \u00e0 Escola em que se diplomou, quando esta havia sido transformada em Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo, como docente de v\u00e1rias disciplinas, al\u00e9m da Metodologia do Ensino. \u00c9 por essa raz\u00e3o, Senhores, que alguma vez, qui\u00e7\u00e1, aquelas paredes h\u00e3o de ter visto, \u00e0 dist\u00e2ncia de alguns anos o professor mais antigo e quem vos fala, pois tamb\u00e9m dediquei-me ao ensino da Did\u00e1tica e Metodologia, lecionando naquele mesmo edif\u00edcio, onde ent\u00e3o sediava a Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da Universidade de S\u00e3o Paulo. Como Professor, o nosso homenageado ampliou sua carreira, dedicando-se tamb\u00e9m ao ensino superior, na Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s formar-se em Medicina. Exerceu, ainda, atividades administrativas, seja na dire\u00e7\u00e3o de Escolas Normais, seja na chefia do Departamento M\u00e9dico do Estado, ao qual prestou quarenta e um anos de trabalho ininterrupto.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Juntando a seu diploma de Professor o de M\u00e9dico, no exerc\u00edcio desta humanit\u00e1ria profiss\u00e3o n\u00e3o esquece a outra. Em sua atua\u00e7\u00e3o revela-se a harmonia entre uma e outra voca\u00e7\u00e3o. Exerceu a medicina em cl\u00ednica particular, junto a entidades de classe e na Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo. Interessam-no sobremaneira os problemas de medicina escolar e os de medicina esportiva. Dedicando-se \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o Doutor Kuntz Busch, especialista em Cardiologia, apresenta seus trabalhos em Congressos Internacionais.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mestre, administrador, m\u00e9dico e cientista, n\u00e3o se esgotam ainda as atividades m\u00faltiplas do homem ao qual foram atribu\u00eddos, entre muitos outros, os t\u00edtulos de Servidor Em\u00e9rito do Estado e de M\u00e9dico Em\u00e9rito da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Devemos ainda lembrar o Doutor Kuntz Busch, historiador, s\u00f3cio honor\u00e1rio de significativas Associa\u00e7\u00f5es dedicadas ao estudo da Hist\u00f3ria, \u00e0 qual deixou contribui\u00e7\u00e3o preciosa por suas pesquisas sobre a Hist\u00f3ria de Limeira. Dedicou-se, tamb\u00e9m, \u00e0 Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o, sendo conhecido o seu excelente levantamento do Ensino Normal em S\u00e3o Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00c9 extraordin\u00e1ria a voca\u00e7\u00e3o para a interdisciplinaridade dessa l\u00facida intelig\u00eancia, pois a esse p\u00e1lido resumo das atividades do s\u00f3cio fundador da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o ainda podemos acrescentar que, como jornalista, colaborou amplamente nos jornais de sua cidade natal.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Crist\u00e3o kardecista, participou de atividades religiosas de Grupos Esp\u00edritas do Estado de S\u00e3o Paulo, divulgou suas ideias por escrito e trabalhou sempre em prol dos necessitados. Sua obra de benemer\u00eancia, \u00e0 qual associaram-se sua esposa e outros membros da fam\u00edlia, diz bem de seu desprendimento e altru\u00edsmo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Poder\u00edamos dizer de Reynaldo Kuntz Busch que, como Ruy Barbosa, \u201cestremeceu a P\u00e1tria, viveu no trabalho e n\u00e3o perdeu o ideal\u201d. A P\u00e1tria, para o nosso homenageado, come\u00e7ava em Limeira, sua terra natal e abrangia, no espa\u00e7o e no tempo, a totalidade da na\u00e7\u00e3o brasileira. Seu trabalho, aberto em tantas frentes de luta, contra a doen\u00e7a e a fraqueza, a ignor\u00e2ncia e a pobreza, a aliena\u00e7\u00e3o do homem diante dos valores espirituais, n\u00e3o foi disperso, mas unificado. O ideal que viveu para exemplificar \u00e9 certamente o do homem que realiza intensamente, com o cora\u00e7\u00e3o, o esp\u00edrito e a intelig\u00eancia, a integridade humana.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">*\u00a0\u00a0\u00a0 *\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 *<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Senhores,<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Disse Coombs, dando voz \u00e0 opini\u00e3o corrente entre os observadores, que nossa \u00e9poca enfrenta uma crise mundial de educa\u00e7\u00e3o. Talvez nunca tenhamos tido t\u00e3o aguda consci\u00eancia dos problemas e desafios da educa\u00e7\u00e3o, como em nossos tempos dif\u00edceis. \u00c9 preciso que se renovem os ideais e o impulso que tornam contempor\u00e2nea a distante figura de N\u00f3brega. \u00c9 preciso que o exemplo recente da m\u00faltipla atua\u00e7\u00e3o de Kuntz Busch seja lembrado. Pois dessas for\u00e7as \u00e9 que necessitamos, diante da despropor\u00e7\u00e3o que existe em educa\u00e7\u00e3o, entre as car\u00eancias e os recursos que temos para reduzi-las, entre os obst\u00e1culos e nossas for\u00e7as para transp\u00f4-los, entre tudo o que queremos e o pouco que na realidade podemos efetuar. Esses exemplos ajudam-nos a querer mais firmemente aumentar nossas for\u00e7as e forjar novos recursos para enfrentarmos a crise da educa\u00e7\u00e3o que em nosso pa\u00eds, em nosso Estado, e em cada uma de suas regi\u00f5es, urbanas e rurais, est\u00e1 nos desafiando.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Unir esfor\u00e7os para tanto enche-me de coragem e de esperan\u00e7a, tal a confian\u00e7a que me inspiram, a experi\u00eancia, o saber, o entusiasmo e o idealismo dos Senhores Acad\u00eamicos, pois, Senhores, aqui venho cheia de preocupa\u00e7\u00f5es. Entendo que nossa \u00e9poca enfrenta problemas cruciais que se entrela\u00e7am e interagem, constituindo quest\u00f5es propostas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, tanto em seu aspecto macrosc\u00f3pico de pol\u00edtica educacional, quanto na dimens\u00e3o cotidiana do exerc\u00edcio pr\u00e1tico do ensino ou da orienta\u00e7\u00e3o familiar. A explos\u00e3o demogr\u00e1fica, a acelera\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as culturais e socioecon\u00f4micas, o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia s\u00e3o algumas das provoca\u00e7\u00f5es de nosso tempo. Repercutindo sobre a Educa\u00e7\u00e3o, esses fatos desdobram-se em s\u00e9ries de problemas, cujas alternativas de solu\u00e7\u00e3o mostram, por vezes, apar\u00eancias contradit\u00f3rias. Surgem, assim, dualismos como os que exemplificamos a seguir: devemos atender \u00e0 qualidade ou \u00e0 quantidade? Ao humanismo ou \u00e0 t\u00e9cnica? Precisamos desescolarizar a educa\u00e7\u00e3o ou escolarizar cada vez mais? Ampliar ou reduzir o per\u00edodo de escolariza\u00e7\u00e3o? Tornar a educa\u00e7\u00e3o um processo permanente e cont\u00ednuo ou limitado e iterativo? Desenvolver a interdisciplinaridade ou a especializa\u00e7\u00e3o?<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o continuarei, pois o que desejo ressaltar \u00e9 que as op\u00e7\u00f5es que dever\u00e3o ser feitas, as poss\u00edveis s\u00ednteses ou as decis\u00f5es inovat\u00f3rias n\u00e3o poder\u00e3o surgir sen\u00e3o de uma plena consci\u00eancia dos fins que nos propomos a atingir. Consci\u00eancia que dever\u00e1 ser t\u00e3o clara quanto prospectiva e propulsora, pois dever\u00e1 ser confrontada aos desafios da realidade que enfrentamos.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O problema que temos encontrado nesse terreno \u00e9 que os valores sobre os quais assentam os fundamentos dos objetivos educacionais t\u00eam sido relegados ao esquecimento e n\u00e3o t\u00eam atuado na realidade da a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Ora, quem disp\u00f5e dos fins n\u00e3o se torna, de imediato, senhor dos meios para realiz\u00e1-los, mas ter\u00e1, pelo menos, crit\u00e9rios para encontr\u00e1-los. Mas quem volta as costas aos fins, mesmo que encontre os meios, n\u00e3o saber\u00e1 reconhec\u00ea-los como tais.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Senhores. Em minha perquiri\u00e7\u00e3o em torno da vida e das realiza\u00e7\u00f5es do patrono e do primeiro ocupante da Cadeira n\u00famero 22 desta Academia, encontrei algo em comum entre os dois grandes vultos de educadores, distantes embora no tempo e diversos em sua personalidade. Para um e para outro, a busca da Verdade e o exerc\u00edcio do Bem, finalidade m\u00e1xima de suas vidas, exigiram a converg\u00eancia, iluminaram com clareza norteadora os fins correspondentes, e deram a ambos a energia para realiz\u00e1-los.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Agrade\u00e7o, Senhores Acad\u00eamicos, que a mim tenham dado a oportunidade de compreend\u00ea-lo.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discurso de Posse da Acad\u00eamica Titular\u00a0 AM\u00c9LIA AMERICANO DOMINGUES DE CASTRO \u00a0 19\/10\/1976 \u00a0 Chamaram-me, Senhores Acad\u00eamicos, ao conv\u00edvio desta Casa dedicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. Generosamente atribu\u00edram-me o privil\u00e9gio de participar de suas atividades, radicadas nos valores que o passado nos legou e voltadas para a constru\u00e7\u00e3o de um futuro que venha a superar as incertezas do presente. Sensibilizada por esta convoca\u00e7\u00e3o, s\u00f3 pude aceit\u00e1-la, sabendo o pouco m\u00e9rito que para tanto tenho, entendendo dever tal honra aos ideais comuns que nos unem, ao reconhecimento da comunidade de prop\u00f3sitos que temos, e que se confundem com as pr\u00f3prias finalidades desta Ilustre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-discursos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=154"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/154\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}