{"id":156,"date":"2011-04-04T18:29:20","date_gmt":"2011-04-04T21:29:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2011\/04\/04\/discurso-de-posse-da-academica-marcia-ligia-guidin\/"},"modified":"2011-04-04T18:29:20","modified_gmt":"2011-04-04T21:29:20","slug":"discurso-de-posse-da-academica-marcia-ligia-guidin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/discurso-de-posse-da-academica-marcia-ligia-guidin\/","title":{"rendered":"Discurso de Posse da Acad\u00eamica M\u00e1rcia L\u00edgia Guidin."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Discurso de Posse da Acad\u00eamica Titular<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">M\u00c1RCIA L\u00cdGIA GUIDIN<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">14\/6\/2010<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">1. Excelent\u00edssimo Professor Doutor Paulo Natanael Pereira de Souza, Dign\u00edssimo presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o e da Academia Crist\u00e3 de Letras.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">2. Excelent\u00edssimo.Professor Doutor Ruy Martins Altenfelder Silva, Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do CIEE, e presidente da Academia Paulista de Letras Jur\u00eddicas e do Centro de Estudo Estrat\u00e9gicos e Avan\u00e7ados da FIESP.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">3. Excelent\u00edssimo. Doutor Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE e da Academia Paulista de Hist\u00f3ria.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">4. Excelent\u00edssimoDesembargador Jos\u00e9 Renato Nalini, Presidente da Academia Paulista de Letras.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">5. Excelent\u00edssimo Doutor Ney Prado, Presidente da Academia Internacional de Direito e Economia.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">6. Professor Doutor Fl\u00e1vio Fava de Morais, da APE e Ex-Reitor da USP<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">7. Professor Doutor Jo\u00e3o Gualberto de Carvalho Menezes, Presidente Honor\u00e1rio da APE<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">8. Doutora Ivone Capuano, presidente da Academia Paulista de Medicina.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Meus amigos, colegas, familiares e alunos<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Senhoras e Senhores<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 com imensa honra que passo a integrar a Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, onde, como formadora de professores, editora e ensa\u00edsta, recebo a grande responsabilidade de tentar responder \u00e0s expectativas dos que me elegeram, com os quais partilho a raz\u00e3o maior da exist\u00eancia desta Academia: promover a melhoria da educa\u00e7\u00e3o nesta cidade e neste estado atrav\u00e9s de livres debates, cursos, manifesta\u00e7\u00f5es e pesquisas. E, sobretudo,, estimular a comunidade para a grande obra da educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Esta Academia, que nasceu em 1970, pelo esfor\u00e7o de Aquiles Archero Jr., consolida, <em>em 40 anos de esfor\u00e7os<\/em>, sua relev\u00e2ncia no rol das institui\u00e7\u00f5es educacionais paulistas que, eu, como paulista e paulistana, louvo e agrade\u00e7o&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 *<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Come\u00e7o esta conversa utilizando duas frases que me valem, cada uma delas, como estimulantes ep\u00edgrafes para o debate educacional. A primeira, do autor ao qual dediquei boa parte de meus estudos, Machado de Assis. E a outra, do presidente desta Academia, Paulo Nathanael Pereira de Souza. A primeira est\u00e1 na voz antipedag\u00f3gica e escarnecedora do personagem Br\u00e1s Cubas; vou ler:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cEm Coimbra, a universidade esperava-me com as suas mat\u00e9rias \u00e1rduas; estudei-as muito mediocremente, e nem por isso perdi o grau de bacharel; deram-me com a solenidade do estilo, ap\u00f3s os anos de lei. Foi assim que a universidade me atestou em pergaminho uma ci\u00eancia que eu estava longe de trazer arraigada no c\u00e9rebro&#8230;\u201d<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A segunda frase, de uma objetividade e contund\u00eancia inequ\u00edvocas, vem retirada de uma das obras de Paulo Nathanael. Vou ler:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cApesar de tantos cursos, tantos diplomas superiores, tantos mestres e doutores circulando pelas escolas, nunca o desempenho dos alunos foi t\u00e3o desastroso e prec\u00e1rio como nestes \u00faltimos anos. Quanto mais escolarizados os mestres, menos aproveitamento t\u00eam os alunos? O que \u00e9 isso?\u201d<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Tais trechos, guardados o s\u00e9culo que os separa, s\u00e3o aspectos extremos de um mesmo mal que corr\u00f3i, h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, a educa\u00e7\u00e3o do in\u00edcio ao fim dos ciclos: \u00e9 a pedagogia do embuste, do fingimento. Um aluno de Coimbra, o Br\u00e1s Cubas, ou um jovem da periferia de S\u00e3o Paulo (ou dos bairros centrais) muitas vezes finge que aprendeu. E tira o diploma. O professor, ref\u00e9m da pr\u00f3pria m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o, ou contaminado por teorias das quais apenas ouviu o nome, finge que ensinou. E, muitas vezes, vai ser o paraninfo da turma.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ocorre, por\u00e9m, que a educa\u00e7\u00e3o \u2013 n\u00e3o a do fingimento \u2013 mas a educa\u00e7\u00e3o plena em todos os n\u00edveis, \u00e9, e sempre ser\u00e1, o ponto de partida para o desenvolvimento aut\u00f4nomo das sociedades. E, independentemente de ideologias, m\u00e9todos de ponta, ensino a dist\u00e2ncia, materiais did\u00e1ticos sofisticados, para se educar bem, precisa-se de bons alunos (o que Br\u00e1s Cubas n\u00e3o foi), mas antes, de \u00f3timos professores (concursados, contratados, visitantes) quaisquer que sejam eles, desde que bem preparados.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">*<br \/><\/span><\/span><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sei o que \u00e9 ter tido \u00f3timos professores. Meus filhos j\u00e1 me ouviram dizer muitas vezes que sou extremamente privilegiada, pois, dos 4 anos de idade (em plena d\u00e9cada de 50) ao doutorado (j\u00e1 nos anos 90), sempre estudei \u00e0s expensas da boa escola p\u00fablica. Meus pais lutaram por uma educa\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia para os filhos e sabiam que ela, na \u00e9poca, estava na escola p\u00fablica, Assim, foi o Estado que pagou para eu aprender, com meus professores, a valorizar a s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00c9 essa conjuntura pessoal que exige de mim retribui\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade na forma\u00e7\u00e3o de outros professores. Na boa escola brasileira que desejo para todos, Br\u00e1s Cubas teria de estudar muito, e seus professores teriam de ensinar, como diz Paulo Nathanael, <em>\u201co elo real entre o saber e o viver\u201d. <\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Fui, na verdade, como outros contempor\u00e2neos de sorte, usufrutu\u00e1ria dos benef\u00edcios te\u00f3ricos e das aplica\u00e7\u00f5es da chamada \u201cEscola Nova\u201d, que, desde as d\u00e9cadas de 1920 e 1930, reivindicava o ensino forte, gratuito e universal para todos, sem nenhuma discrimina\u00e7\u00e3o social, sexual, racial \u2013 ensino esse tido como elemento-chave para a boa remodela\u00e7\u00e3o social, t\u00e3o necess\u00e1ria na \u00e9poca.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Minha resposta para a sociedade aumenta muito a responsabilidade, a partir de agora, ingressando nesta academia, quando analiso o trabalho dos mestres que me antecederam: o do professor Rold\u00e3o Lopes de Barros, patrono da cadeira de n\u00famero 6, que ora ocupo, e o da professora Laura de Souza Chau\u00ed, minha antecessora na mesma cadeira, e grande educadora deste estado. De seus nomes, meu trabalho ser\u00e1 sempre tribut\u00e1rio, e nunca da mesma estatura.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ambos, a seu tempo, uniram talento e for\u00e7as na luta pela educa\u00e7\u00e3o e contra aquela que chamo de <em>pedagogia do fingimento<\/em>. Machado de Assis nos conta que Coimbra deu um diploma imerecido a um aluno (que dele se gabava). Das escolas de Laura e Rold\u00e3o, Br\u00e1s Cubas n\u00e3o sairia bacharel t\u00e3o facilmente, talvez nem <em>passando pela progress\u00e3o continuada. <\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas, para que se registre o m\u00e9rito desses educadores e melhor se avalie a responsabilidade que assumo, pe\u00e7o-lhes licen\u00e7a para dar sobre eles algumas not\u00edcias.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Professor Rold\u00e3o<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Rold\u00e3o Lopes de Barros nasceu em S\u00e3o Paulo em janeiro de 1884 e faleceu em agosto de 1951. Segundo sua dedicada bi\u00f3grafa, a pesquisadora Hebe Boa-Viagem Costa (que aqui nos honra com sua presen\u00e7a), o professor viria a destacar-se em sua vida escolar precocemente. Seus professores o admiravam tanto, no col\u00e9gio onde estudava, e at\u00e9 pensaram em encaminh\u00e1-lo ao sacerd\u00f3cio (<em>vejam que o sacerd\u00f3cio era tido como merit\u00f3rio dos bons<\/em>). Para tristeza do estudante, mas sorte de seus futuros alunos, o jovem teve de interromper os estudos formais para trabalhar. Com esp\u00edrito autodidata, por\u00e9m, estudou v\u00e1rias l\u00ednguas, sobretudo o franc\u00eas, que dominava perfeitamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Era funcion\u00e1rio da Estrada de Ferro Santos-Jundia\u00ed, mas, gra\u00e7as \u00e0 sua cultura geral, p\u00f4de tamb\u00e9m dedicar-se ao jornalismo, e passou a escrever para o jornal <em>A Tribuna de Santos<\/em>, onde morava, e para o Jornal <em>O Correio Paulistano<\/em>, que, como se sabe, foi o primeiro jornal di\u00e1rio da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mesmo trabalhando em Santos, cursou com esfor\u00e7o o Ensino M\u00e9dio na Capital, na \u201cEscola Normal da Pra\u00e7a\u201d, que hoje conhecemos como Escola Estadual Caetano de Campos. Destacado-se novamente aos olhos de seus professores, Rold\u00e3o recebeu um convite para ser docente da cadeira de Pedagogia. Estava l\u00e1 o come\u00e7o da nova profiss\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 1919, ingressou na Faculdade de Direito de S\u00e3o Paulo e casou-se. Do casamento teve v\u00e1rios filhos, mas foi advogado apenas por alguns meses, pois a voca\u00e7\u00e3o era mesmo o magist\u00e9rio, ao qual passou a se dedicar integralmente.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Gra\u00e7as \u00e0 facilidade com l\u00ednguas, correspondia-se com especialistas em educa\u00e7\u00e3o, europeus e norte-americanos. As ideias renovadoras que surgiram desse interc\u00e2mbio viriam a ser discutidas tamb\u00e9m aqui com outros intelectuais brasileiros, os quais desejavam fazer profundas mudan\u00e7as na educa\u00e7\u00e3o vigente: era esse o come\u00e7o das reflex\u00f5es e estudos para a Escola Nova. Rold\u00e3o reunia-se com Fernando de Azevedo, Antonio Sampaio D\u00f3ria, Oscar Freire de Carvalho, Louren\u00e7o Filho e outros apurados pesquisadores.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 1920, foi convidado pelo Presidente do Estado, Washington Luiz, para reorganizar e ampliar a Escola Normal do Br\u00e1s, ou seja, o Instituto de Educa\u00e7\u00e3o PaDoutore Anchieta, que, existente desde 1913, veio a se tornar, gra\u00e7as \u00e0 sua orienta\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas modernas, uma das grandes \u201cEscolas-PaDoutor\u00e3o\u201d da cidade e do estado.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Dessa realidade e excel\u00eancia pedag\u00f3gica pude eu participar vivamente: O Anchieta foi a escola onde estudei dos 4 aos 19 anos ininterruptamente. E minha m\u00e3e, que aqui me ouve, vai se lembrar do esfor\u00e7o para nos colocar a mim e a meu irm\u00e3o nessa escola de primeir\u00edssima qualidade, para a qual havia, infelizmente, sorteios disputad\u00edssimos de ingresso.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Foi a interven\u00e7\u00e3o certeira de Rold\u00e3o que criou a possibilidade de muitas gera\u00e7\u00f5es terem uma educa\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e rigorosa. No Instituto de Educa\u00e7\u00e3o PaDoutore Anchieta n\u00e3o se fingia que estudava.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A esse mestre devo, portanto, muito mais do que a condi\u00e7\u00e3o de patrono da cadeira que ocuparei; devo grande influ\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o verdadeira e robusta que tive.<\/span><\/span><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Rold\u00e3o Lopes de Barros lecionava na Caetano de Campos e treinou um grupo de intelectuais a intensificar a luta, especialmente, pela forma\u00e7\u00e3o do professor de crian\u00e7as, nas escolas normais. A escola tinha por objetivo, al\u00e9m do aperfei\u00e7oamento de professores, tamb\u00e9m a prepara\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para inspetores, delegados e diretores de ensino; ou seja, para a cadeia pedag\u00f3gica inteira.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 1932, veio \u00e0 luz, como se sabe, o c\u00e9lebre manifesto da Escola Nova, elaborado por Fernando de Azevedo, Nesse documento estavam as bases filos\u00f3ficas e doutrin\u00e1rias que j\u00e1 vinham orientando a reestrutura\u00e7\u00e3o educacional no estado. Entre os signat\u00e1rios desse documento, estava Rold\u00e3o Lopes de Barros.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O Instituto de Forma\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a acabou, na d\u00e9cada de 40, incorporando-se \u00e0 USP, e veio a se transformar na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o que hoje conhecemos. Rold\u00e3o foi o primeiro Titular da Cadeira de Hist\u00f3ria e Filosofia da Educa\u00e7\u00e3o \u2013 cargo que ocupou at\u00e9 aposentar-se. E nessa faculdade eu tamb\u00e9m tive o privil\u00e9gio de estudar. Ap\u00f3s o bacharelado, foi a Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP que me licenciou para o magist\u00e9rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O que me faz tribut\u00e1ria da for\u00e7a intelectual de Rold\u00e3o Lopes de Barros n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, apenas uma curiosidade biogr\u00e1fica, mas sim o rigor e a luta pela qualidade do ensino respons\u00e1vel.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0Rold\u00e3o, como Laura Chaui, de quem falo adiante, lutava pela educa\u00e7\u00e3o completa e, sobretudo, pela educa\u00e7\u00e3o de professores: seu lema era tamb\u00e9m ensinar a ensinar, tarefa essa que me impus como professora nos cursos de Letras e Comunica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">E o que liga o patrono Rold\u00e3o \u00e0 professora Laura de Souza Chau\u00ed \u00e9, como disse, \u00a0muito mais do que a cadeira n\u00famero 6. O que os liga \u00e9 a for\u00e7a na luta pelo ensino p\u00fablico de qualidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Laura Chau\u00ed<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para falar sobre Laura Chau\u00ed, recorro \u00e0 voz de sua pr\u00f3pria filha, Marilena. Ao me oferecer informa\u00e7\u00f5es pessoais sobre Laura, Marilena deixou por um momento de ser a exigente professora e fil\u00f3sofa para ser outra vez a filha de sua querida m\u00e3e.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Laura de Souza Chau\u00ed nasceu em 9 de julho de 1914, no Engenho de A\u00e7\u00facar Souza Mattos, pertencente \u00e0 fam\u00edlia, em Montes Claros, na Bahia. Aos 5 anos, veio para o interior de S\u00e3o Paulo, tendo ido a fam\u00edlia morar em Pindorama, no interior do Estado, onde o av\u00f4 adquirira um s\u00edtio, e seu pai, como Juiz de Paz, recebera o Cart\u00f3rio de Paz da regi\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como sua m\u00e3e morreu muito cedo, foi criada pelos av\u00f3s. Dos 7 aos 10 anos, frequentou o Grupo Escolar de Pindorama e depois ingressou no Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Bar\u00e3o do Rio Branco, em Catanduva, onde cursou o gin\u00e1sio, sempre como primeira aluna da classe. Em seguida, cursou a Escola Normal, e aos 17 anos, em 1931, formava-se professora prim\u00e1ria no mesmo Instituto de Educa\u00e7\u00e3o em Catanduva.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como primeira aluna da turma durante o gin\u00e1sio e a escola Normal, recebeu um pr\u00eamio: o lugar como professora no que se chamava na \u00e9poca de \u201cescola isolada mista\u201d. Tratava-se de uma escola prim\u00e1ria na Fazenda Santa Olga, no munic\u00edpio de Pindorama.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As \u201cescolas isoladas mistas\u201d possu\u00edam uma \u00fanica professora, que lecionava para os quatro anos do curso prim\u00e1rio. Laura deu aulas para todas as s\u00e9ries, alfabetizou crian\u00e7as e as preparou para o exame de admiss\u00e3o ao gin\u00e1sio. Por esses m\u00e9ritos, recebeu, em 1936, sua primeira cadeira numa escola p\u00fablica estadual, o Grupo Escolar de Pindorama.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Em 1940, casou-se com o jornalista Alberto Chau\u00ed e se mudou para a capital, onde nasceu a filha Marilena, em 1941. A seguir a fam\u00edlia mudou-se para Catanduva, onde, em 1942, nasceu o outro filho, Alberto Francisco. Voltando todos a Pindorama, Laura passou a lecionar no Grupo Escolar da cidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Sempre preocupada com rumos e not\u00edcias sobre a educa\u00e7\u00e3o, assinava a conhecida <em>Revista da Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, importante ve\u00edculo informativo da \u00e9poca, para quest\u00f5es de ensino. \u00a0Em Pindorama, foi dirigente do Orfe\u00e3o Escolar, encarregada das festas c\u00edvicas, \u00a0e organizou uma biblioteca voltada para obras de fic\u00e7\u00e3o e poesia \u2013 que foi a primeira biblioteca de Pindorama.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 1952, Laura foi aprovada com louvor no concurso para Diretora de Escola. Sua primeira diretoria foi na pequena cidade de Para\u00edso. Depois foi para um grupo Escolar no vilarejo de PeDoutoran\u00f3polis, pr\u00f3ximo de Votuporanga e Fernand\u00f3polis.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Conta-nos sua filha que a cidade possu\u00eda tr\u00eas ruas de terra, a Prefeitura e o Grupo Escolar. Este n\u00e3o tinha \u00e1gua encanada nem eletricidade, e n\u00e3o possu\u00eda o que, na \u00e9poca, se chamava Caixa Escolar \u2013 ou seja, meios de atendimento dos alunos mais pobres, que j\u00e1 ent\u00e3o poderiam receber do governo o material escolar. Em um ano, Laura conseguiu verbas para instalar \u00e1gua encanada, eletricidade, a Caixa Escolar e uma pequena biblioteca.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 1956, veio para S\u00e3o Paulo com a fam\u00edlia e foi ser diretora do Grupo Escolar de Vila Jacu\u00ed, em S\u00e3o Miguel Paulista. Laura sa\u00eda de casa, todos os dias, \u00e0s 5 horas da manh\u00e3, tomava um \u00f4nibus que a deixava, duas horas depois, numa encosta de terra por onde subia a p\u00e9 para chegar ao Grupo Escolar. \u00a0A escola funcionava em barrac\u00f5es com telhas de lata. Inconformada com a precariedade e insalubridade, Laura conseguiu doa\u00e7\u00f5es e reconstruiu o Grupo Escolar.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mas o feito mais importante foi conseguir a inclus\u00e3o educacional dos filhos dessa vila oper\u00e1ria muito pobre que tinham defici\u00eancia mental. Adepta ferrenha dos princ\u00edpios da Escola Nova, \u00a0conseguiu com a Delegacia de Ensino que fosse institu\u00edda uma classe especial para essas crian\u00e7as, com uma professora especializada, que os alfabetizou com grande sucesso. Estamos falando da d\u00e9cada de 1950!<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Era inten\u00e7\u00e3o de Laura, antes da aposentadoria, prestar concurso para Delegada de Ensino, concluindo a carreira. Mas, ent\u00e3o, optou pela carreira da filha, que, j\u00e1 professora da USP, tinha ido estudar na Fran\u00e7a. Sua filha Marilena Chau\u00ed nos conta de pr\u00f3pria voz:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cFoi ent\u00e3o que minha carreira atrapalhou a dela. Eu tinha duas crian\u00e7as pequenas, fui para a Fran\u00e7a com as crian\u00e7as, mas n\u00e3o era poss\u00edvel seguir cursos, ir a bibliotecas e iniciar a reda\u00e7\u00e3o de minha tese tendo que cuidar dos filhos pequenos. Minha m\u00e3e, ent\u00e3o, decidiu aposentar-se e cuidar de meus filhos. Foi \u00e0 Fran\u00e7a e trouxe as crian\u00e7as de volta para o Brasil, e cuidou delas durante quase dois anos. <\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cSem minha m\u00e3e, eu n\u00e3o teria feito o doutorado, n\u00e3o teria feito minhas outras teses, n\u00e3o teria uma carreira. Ela n\u00e3o concluiu a dela para que eu pudesse ter a minha&#8230; Meu irm\u00e3o e eu sabemos que n\u00e3o ter\u00edamos sido nada nem feito coisa alguma se n\u00e3o fosse pela dedica\u00e7\u00e3o absoluta de minha m\u00e3e. Exigente com nossos estudos e nossos costumes, severa quando necess\u00e1rio, desprendida, companheira fiel de todas as horas, guia e conselheira, generosa, inteligente, vivaz, cultivada: eis Laura Chau\u00ed, \u00a0minha m\u00e3e.\u201d<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Aos 90 anos, um de seus atos finais pelo valor da educa\u00e7\u00e3o foi tomar um avi\u00e3o a Paris, para assistir \u00e0 entrega do t\u00edtulo de doutora <em>honoris causa<\/em> \u00e0 filha Marilena. Na plateia, como m\u00e3e e professora, como nos contou a m\u00eddia, chorou de alegria.\u00a0\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como Rold\u00e3o, Laura foi ferrenha defensora da Escola Normal, e sempre julgou que a queda da qualidade do ensino fundamental decorria do fim das normalistas, que recebiam forma\u00e7\u00e3o esmerada em v\u00e1rias \u00e1reas do saber.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Assim, para ensinar, precisa-se aprender bem, pensam meus antecessores nesta casa. Inspirados ambos na igualdade entre os homens e no direito de todos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, lutaram por um sistema de ensino p\u00fablico, livre e aberto, principal meio efetivo de combate \u00e0s desigualdades.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O que eles fizeram, fizeram-no por n\u00f3s todos neste breve s\u00e9culo XX, neste estado e nesta cidade,<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Continuemos pois <em>a ensinar professores a ensinar.<\/em> No <em>pouco<\/em> em que j\u00e1 intervim pela educa\u00e7\u00e3o, e no que ainda posso intervir, est\u00e3o meus agradecimentos aos pensadores atuantes deste pa\u00eds, dentre eles, Rold\u00e3o Lopes de Barros, Laura de Souza Chau\u00ed e todos os confrades desta academia que ora me acolhe.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">MUITO OBRIGADA.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">M\u00e1rcia L\u00edgia Dias di Roberto Guidin<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Discurso de Posse da Acad\u00eamica Titular M\u00c1RCIA L\u00cdGIA GUIDIN 14\/6\/2010 \u00a0 1. Excelent\u00edssimo Professor Doutor Paulo Natanael Pereira de Souza, Dign\u00edssimo presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o e da Academia Crist\u00e3 de Letras. 2. Excelent\u00edssimo.Professor Doutor Ruy Martins Altenfelder Silva, Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do CIEE, e presidente da Academia Paulista de Letras Jur\u00eddicas e do Centro de Estudo Estrat\u00e9gicos e Avan\u00e7ados da FIESP. 3. Excelent\u00edssimo. Doutor Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE e da Academia Paulista de Hist\u00f3ria. 4. Excelent\u00edssimoDesembargador Jos\u00e9 Renato Nalini, Presidente da Academia Paulista de Letras. 5. 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