{"id":163,"date":"2011-04-14T21:46:41","date_gmt":"2011-04-15T00:46:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2011\/04\/14\/discurso-de-saudacao-ao-academico-joaquim-pedro-villaca-de-souza-campos\/"},"modified":"2011-04-14T21:46:41","modified_gmt":"2011-04-15T00:46:41","slug":"discurso-de-saudacao-ao-academico-joaquim-pedro-villaca-de-souza-campos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/discurso-de-saudacao-ao-academico-joaquim-pedro-villaca-de-souza-campos\/","title":{"rendered":"Discurso de Sauda\u00e7\u00e3o ao Acad\u00eamico Joaquim Pedro Villa\u00e7a de Souza Campos."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DISCURSO DE SAUDA\u00c7\u00c3O AO ACAD\u00caMICO TITULAR<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">JOAQUIM PEDRO VILLA\u00c7A DE SOUZA CAMPOS<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">PELO ACAD\u00caMICO TITULAR PAULO NATHANAEL PEREIRA DE SOUZA<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\">2\/5\/2001<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Senhor Presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Senhores Acad\u00eamicos<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Minhas Senhoras e Meus Senhores<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Eminente Professor Doutor Joaquim Villa\u00e7a de Souza Campos:<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<ol>\n<li>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o sei se fazia parte de seus planos existenciais vir, um dia, a compor os quadros desta Academia, onde se agrupam colegas seus dedicados \u00e0 a\u00e7\u00e3o educativa e aos estudos da ci\u00eancia e da arte de educar. Dos nossos, em t\u00ea-lo entre n\u00f3s, certamente fazia, eis que dentre os v\u00e1rios deveres, pelos quais pautamos nossa atividade acad\u00eamica, destaca-se o de identificar personalidades, que pelo seu curriculum-vitae tem atestada sua dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 causa da educa\u00e7\u00e3o brasileira. E, como se ver\u00e1, Vossa Excel\u00eancia veste, com exuber\u00e2ncia, o figurino havido como requisito essencial para quem venha a ter acesso a esta congrega\u00e7\u00e3o de experimentados profissionais. Por isso o escolhemos, por isso foi o seu nome sufragado por unanimidade e por isso hoje o recebemos solenemente no c\u00edrculo seleto dos que comp\u00f5em este consist\u00f3rio. Seja bem-vindo e sinta-se em casa.<\/span><\/span><\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Por raz\u00f5es que n\u00e3o vem a pelo aprofundar, nesta oportunidade, a ideia de academia, um tanto amoldada historicamente aos jardins de Plat\u00e3o, pela natureza das suas a\u00e7\u00f5es, e ao Senado romano, pela maturidade de seus integrantes, traz em seus fundamentos dois pressupostos por muitos havidos como essenciais: um, o de que, para nela chegar, h\u00e1 que ser matusal\u00eamico, e outro, o de que, quem dela participa passa a adquirir um brev\u00ea de imortalidade. \u00c9 poss\u00edvel que quem assim entenda possa at\u00e9 mesmo ter raz\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o deve ser levado ao p\u00e9 da letra, pelo menos no caso concreto desta academia, onde, como se sabe, n\u00e3o h\u00e1 idosos, sen\u00e3o experientes, e onde a imortalidade pouco importa, eis que todos pensamos como Bernard Shaw, que na \u201cVolta a Matusal\u00e9m\u201d, exclamou, com a ironia que todos lhe reconhecem: \u201cEu n\u00e3o sou bastante forte para suportar a eternidade!\u201d. Se efetivamente v\u00e1lidos fossem esses dois pr\u00e9-requisitos, nem Vossa Excel\u00eancia, nem qualquer de n\u00f3s, que o precedemos neste cen\u00e1culo de educadores aqui poder\u00edamos ter assento e presen\u00e7a! Somos todos jovens, \u201cratione material\u201d, eis que a educa\u00e7\u00e3o, por seus compromissos com a esperan\u00e7a, revitaliza e rejuvenesce os seus cultores, al\u00e9m de n\u00e3o visarmos a imortalidade, que n\u00e3o sendo atributo humano, n\u00e3o nos deve iludir, nem preocupar, como um bem a ser eventualmente perseguido e conquistado, merc\u00ea de uma carreira profissional bem sucedida. At\u00e9 porque os que, pela condi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, se vangloriam da imortalidade n\u00e3o se d\u00e3o conta de que, ao morrerem, sua fugaz eternidade e fama acabar\u00e3o por serem postas em cheque pelos sobreviventes, cuja mem\u00f3ria costuma ser fraca e pouco justa para com os que deixaram a vida. Assim como o inferno de Anatole France est\u00e1 cheio de gente bem intencionada, os cemit\u00e9rios andam bastante povoados pelos imortais&#8230; A Academia o recebe, professor Joaquim, como a todos n\u00f3s nos recebeu, em sua plena amadurecida juventude e sem necessidade de engan\u00e1-lo com promessas de eternidade.<\/span><\/span><\/div>\n<\/li>\n<li>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O que o traz para n\u00f3s, nesta tarde, \u00e9 o somat\u00f3rio dos seus m\u00e9ritos como intelectual e educador. N\u00e3o s\u00e3o poucos, nem pequenos, e para que me n\u00e3o perca no anunci\u00e1-los todos, pin\u00e7arei ao acaso alguns deles, para que seus confrades nesta casa possam formar ju\u00edzo suficientemente justo do seu valor e das obras em que atuou ao longo da vida. Soci\u00f3logo formado na tradicional e hist\u00f3rica Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo, sede, desde 1933, de um modelo de Centro Universit\u00e1rio aberto e mais moderno do que todos os demais, e p\u00f3s-graduado pela Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da USP, onde fez mestrado e doutorado, desenvolveu estudos de p\u00f3s-doutoramento na Universidade de Duisburg, na Rep\u00fablica Federal da Alemanha. Membro do corpo docente da USP e da PUC, atuou por muitos anos no magist\u00e9rio universit\u00e1rio, dos cursos de Educa\u00e7\u00e3o e Economia, mantidos por esses importantes conglomerados de educa\u00e7\u00e3o superior de S\u00e3o Paulo e do Brasil. Ademais, dedicou-se \u00e0 pesquisa, tendo produzido importantes textos sobre a Am\u00e9rica Latina, sob os ausp\u00edcios da universidade teut\u00f4nica de Munster. Dividindo sua atividade acad\u00eamica entre o Brasil e a Alemanha, nos \u00faltimos vinte anos, adquiriu o respeito de educadores e autoridades de ensino de ambos os pa\u00edses, o que lhe valeria o mandato de Conselheiro junto ao Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, entre os anos de 1980 e 1983. Sua mais destacada a\u00e7\u00e3o, como educador e soci\u00f3logo, teria lugar junto \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estadual do Bem Estar do Menor \u2013 FEBEM -, cuja presid\u00eancia veio a exercer entre os anos de 1993 e 1994. Foi, possivelmente, o mais dif\u00edcil e complexo desafio, com o qual se teve de haver, em sua longa e atuante carreira de homem p\u00fablico. Porque a FEBEM, concebida e organizada como uma ag\u00eancia governamental de atendimento e recupera\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia e da juventude marginalizadas pelas condi\u00e7\u00f5es negativas desta sociedade, pouco afeita \u00e0 pr\u00e1tica da justi\u00e7a e da solidariedade, acabou se convertendo, ela mesma, numa causa de agravo \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o a que visava amparar. E, em vez de funcionar como casa de cust\u00f3dia, educa\u00e7\u00e3o, socializa\u00e7\u00e3o e profissionaliza\u00e7\u00e3o de seus internos desviados da conduta socialmente desej\u00e1vel, acabou por converter-se num \u00f3rg\u00e3o repressivo e policialesco, inspirado menos na escola, e mais nas pris\u00f5es de seguran\u00e7a m\u00e1xima. A tal ponto extremou-se essa equivocada concep\u00e7\u00e3o de atendimento \u00e0 inf\u00e2ncia e \u00e0 juventude fora da lei, que a FEBEM, contr\u00e1rio sendo de seus fins institucionais, converteu-se no mais grave problema de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos de que se tem not\u00edcia atualmente, no Pa\u00eds. Definitivamente, a quest\u00e3o dos menores transviados s\u00f3 se resolver\u00e1 pela a\u00e7\u00e3o de educadores, e n\u00e3o pela de agentes penitenci\u00e1rios e de membros das tropas de choque da Pol\u00edcia Militar. \u00c9 claro que n\u00e3o se pode descartar a presen\u00e7a da seguran\u00e7a p\u00fablica nos projetos de controle da viol\u00eancia, inerente \u00e0 a\u00e7\u00e3o dessas coletividades desviadas da normalidade das rela\u00e7\u00f5es sociais. Mas que seja presen\u00e7a adjetiva, eis que a substantividade da a\u00e7\u00e3o, nesses casos, deve pertencer a projetos educativos de estudo, trabalho e lazer, dosados e adequados a cada grau de necessidade e periculosidade dos que na FEBEM se internam. E isso ficou claramente demonstrado no per\u00edodo em que o professor Joaquim Villa\u00e7a de Souza Campos ocupou a presid\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o. Fui testemunha ocular dos seus esfor\u00e7os para que a humaniza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de ressocializa\u00e7\u00e3o dos menores alcan\u00e7assem \u00eaxito, sem necessidade do uso da viol\u00eancia, como pr\u00e1tica preferencial, da a\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico sobre essas coletividades desamparadas e desassistidas. E esse foi certamente o m\u00e9rito maior do educador, que hoje recebemos entre n\u00f3s. Fazer educa\u00e7\u00e3o \u00e0 luz das regras consagradas da escolaridade formal, j\u00e1 de si, exige dos professores n\u00e3o pequeno esfor\u00e7o, al\u00e9m de uma imensa e indiscut\u00edvel compet\u00eancia profissional. Mas faz\u00ea-la nas condi\u00e7\u00f5es negativas de um sistema, como o que vigora na FEBEM, demanda da parte dos seus agentes a posse de doses excepcionais de idealismo, de humanitarismo e de cren\u00e7a no poder da educa\u00e7\u00e3o, como for\u00e7a modificadora da conduta dos desamparados por Deus e pelos homens. E nisso seria exemplar este nosso novo companheiro das lides acad\u00eamicas. \u00c9 certo que n\u00e3o duraria muito no cargo, eis que sua heterodoxia de m\u00e9todos n\u00e3o demoraria a incomodar os adeptos da pancadaria, como regime pedag\u00f3gico ideal, bem como os que precisam da manuten\u00e7\u00e3o do \u201cstatus quo\u201d do quanto pior, melhor, para alimentar os fluxos de verbas das Caritas europeias, que j\u00e1 se tornaram c\u00f4modos meios de vida para alguns padres de passeata. Mas, o tempo que l\u00e1 permaneceu foi mais do que suficiente para que em sua personalidade se destacasse esse tra\u00e7o de fidalguia a que se referia Vieira em um de seus famosos serm\u00f5es, ao afirmar que \u201cAs a\u00e7\u00f5es generosas, e n\u00e3o os pais ilustres, s\u00e3o as que fazem fidalgos\u201d. Embora perten\u00e7a o professor Joaquim a aqueles \u201ctradicionais troncos paulistas\u201d, a que alude um grande jornal ao noticiar a morte dos quatrocent\u00f5es, na verdade sua fidalguia lhe vem menos do sangue do que das a\u00e7\u00f5es. Seja, pois, um dos nossos, caro recipiend\u00e1rio, e que sua experi\u00eancia venha fortalecer esta Academia, cuja miss\u00e3o prec\u00edpua \u00e9 a de juntar contribui\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o brasileira e \u00e0 cultura nacional, por personalidades de escol, que atuam no sistema de ensino, a fim de ajudar o Brasil a encontrar os caminhos do seu desenvolvimento. S\u00e3o caminhos que visam o tempo todo incluir na sociedade, devidamente preparados para o exerc\u00edcio da cidadania e do trabalho, os milh\u00f5es de jovens, que a cada gera\u00e7\u00e3o, comp\u00f5em o perfil demogr\u00e1fico nacional. Essa \u00e9 a grande responsabilidade de n\u00f3s todos, educadores, porque, ou o Brasil se salva pela educa\u00e7\u00e3o de sua gente, ou nada salvar\u00e1 o Brasil, na sua luta para inserir-se na nova civiliza\u00e7\u00e3o informatizada e global.<\/span><\/span><\/div>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">S\u00e3o Paulo, 02 de maio de 2001<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DISCURSO DE SAUDA\u00c7\u00c3O AO ACAD\u00caMICO TITULAR JOAQUIM PEDRO VILLA\u00c7A DE SOUZA CAMPOS PELO ACAD\u00caMICO TITULAR PAULO NATHANAEL PEREIRA DE SOUZA \u00a0 2\/5\/2001 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Senhor Presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o Senhores Acad\u00eamicos Minhas Senhoras e Meus Senhores Eminente Professor Doutor Joaquim Villa\u00e7a de Souza Campos: \u00a0 N\u00e3o sei se fazia parte de seus planos existenciais vir, um dia, a compor os quadros desta Academia, onde se agrupam colegas seus dedicados \u00e0 a\u00e7\u00e3o educativa e aos estudos da ci\u00eancia e da arte de educar. 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