{"id":2106,"date":"2019-01-03T14:59:11","date_gmt":"2019-01-03T16:59:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=2106"},"modified":"2025-01-06T20:24:09","modified_gmt":"2025-01-06T23:24:09","slug":"brasil-tera-base-nacional-comum-curricular-do-ensino-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/brasil-tera-base-nacional-comum-curricular-do-ensino-medio\/","title":{"rendered":"Brasil ter\u00e1 Base Nacional Comum Curricular do Ensino M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<header class=\"interna-conteudo-header\">\n<p class=\"interna-conteudo-title\"><em><strong>FONTE: Jornal O S\u00e3o Paulo, por Daniel Gomes<\/strong><\/em><\/p>\n<address><em><strong>(Texto enviado pelo acad\u00eamico Luiz Gonzaga Bertelli)<\/strong><\/em><\/address>\n<div class=\"interna-conteudo-share-features\"><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"noticia-conteudo-body\">\n<div id=\"texto-interna\" class=\"noticias-conteudo-text-container\">\n<p><em>Com a medida, haver\u00e1 pela primeira vez no Pa\u00eds\u00a0um curr\u00edculo nacional obrigat\u00f3rio<\/em><\/p>\n<table class=\"imagem-legenda-left -full\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.osaopaulo.org.br\/sites\/default\/files\/noticia\/imagens\/pencil-1486278_960_720_0.jpg\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"legenda\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"rtejustify\">Aprovada pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) no dia 4, ap\u00f3s mais de tr\u00eas anos de\u00a0discuss\u00e3o, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino M\u00e9dio depende apenas da homologa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para entrar em vigor.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Com a medida, haver\u00e1 pela primeira vez no Pa\u00eds\u00a0um curr\u00edculo nacional obrigat\u00f3rio, por\u00e9m isso n\u00e3o significa uniformiza\u00e7\u00e3o, pois se prev\u00ea maior flexibilidade para que o agrupamento dos conte\u00fados se adeque \u00e0s realidades regionais e \u00e0s escolhas dos estudantes.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.osaopaulo.org.br\/sites\/default\/files\/sem_titulo_15.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<h2 class=\"rtejustify\"><strong>O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS EM EDUCA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h2>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>\u2018\u00c9 um grande retrocesso\u2019<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Essa \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de Heleno Ara\u00fajo, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o (CNTE) sobre o texto da BNCC do Ensino M\u00e9dio. Ara\u00fajo considera que a Base aumentar\u00e1 ainda mais o n\u00famero de 1,7 milh\u00e3o de jovens, entre 15 e 17 anos, que n\u00e3o cursam o Ensino M\u00e9dio, e afetar\u00e1 a forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 dos estudantes. \u201cO foco dessa Base \u00e9 na a\u00e7\u00e3o privatista, na m\u00e3o de obra barata e imediata para atender \u00e0 demanda do capital. Isso ser\u00e1 p\u00e9ssimo para a forma\u00e7\u00e3o humana dos nossos estudantes\u201d. Ele disse que a entidade ir\u00e1 \u00e0 Justi\u00e7a para impedir que a Base seja homologada e colocada em pr\u00e1tica nos estados.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>\u2018Precisamos de uma base comum porque temos uma na\u00e7\u00e3o continental, com muitas caracter\u00edsticas regionais\u2019<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Esse \u00e9 o entender do professor \u00cdtalo Francisco Curcio, p\u00f3s-doutor em Educa\u00e7\u00e3o e coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Mackenzie. Curcio considera que um dos principais desafios da BNCC do Ensino M\u00e9dio ser\u00e1 \u201ca adequa\u00e7\u00e3o das matrizes curriculares regionalizadas, em especial nas redes estaduais\u201d, notadamente por causa do momento de transi\u00e7\u00e3o dos governos estaduais. \u201cSer\u00e1 que aquilo que se ensina ao estudante na regi\u00e3o Nordeste tem que seguir o mesmo encaminhamento, m\u00e9todo e estrat\u00e9gias do trabalhado em outras regi\u00f5es? Claro que n\u00e3o. A realidade \u00e9 regionalizada, por\u00e9m, precisamos de algo comum, pois a na\u00e7\u00e3o \u00e9 uma s\u00f3\u201d, avaliou \u00e0 reportagem.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O P\u00f3s-Doutor em Educa\u00e7\u00e3o relativiza os argumentos de que com a Base se passar\u00e1 de uma escola \u201cconteudista\u201d para uma escola \u201ctecnicista\u201d. \u201cIsso vai depender de como cada secret\u00e1rio de estado encaminhar\u00e1 a quest\u00e3o. Ser\u00e1 preciso trabalhar com os objetivos atitudinais e comportamentais, com as habilidades, pois o que vemos hoje, infelizmente, na rede p\u00fablica, \u00e9 um conte\u00fado n\u00e3o contextualizado: o estudante aprende algo em Matem\u00e1tica, mas n\u00e3o sabe para que vai usar esse assunto espec\u00edfico em sua vida, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>\u2018Implementar com qualidade e equidade ser\u00e1 o desafio\u2019<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Assim se manifestou o Movimento pela Base Nacional Comum, um grupo n\u00e3o governamental de profissionais da educa\u00e7\u00e3o. Em seu site, o grupo tamb\u00e9m afirma que \u201cna constru\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o dos novos curr\u00edculos, a aten\u00e7\u00e3o se voltar\u00e1, por exemplo, para como organizar a progress\u00e3o das aprendizagens e como equilibrar a parte comum com a flex\u00edvel (os itiner\u00e1rios formativos determinados pela Lei do Novo Ensino M\u00e9dio)\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>\u2018No arranjo curricular, o aluno pode deixar de ver \u00a0conte\u00fados muito importantes\u2019<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O alerta \u00e9 feito pelo professor Antonio Carlos Caruso Ronca, coordenador do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o da PUC-SP. Ronca considera importante que o Pa\u00eds tenha uma BNCC, mas acredita que a vers\u00e3o aprovada para o Ensino M\u00e9dio \u00e9 ruim, \u201cpeca pelo exagero de habilidades e compet\u00eancias, e assim haver\u00e1 uma complica\u00e7\u00e3o no trabalho do professor\u201d. Ele tamb\u00e9m criticou a supervaloriza\u00e7\u00e3o dada \u00e0s disciplinas de Portugu\u00eas e Matem\u00e1tica. \u201cO estudante deve ter o direito de conhecer todo o conte\u00fado historicamente acumulado, de se situar sobre a regi\u00e3o onde est\u00e1, de perceber os problemas da regi\u00e3o e de se formar na qualidade de cidad\u00e3o\u201d, comentou.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>\u2018A organiza\u00e7\u00e3o deixa ser estanque e se torna mais focada no cotidiano\u2019<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Assim avaliou, em entrevista ao portal G1, Eduardo Deschamps, presidente da comiss\u00e3o da BNCC no Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o. \u201cEm vez de estudar especificamente uma disciplina de F\u00edsica ou Qu\u00edmica, eu posso tratar de um problema de Matem\u00e1tica e Meio Ambiente, aplicar os conhecimentos conjugados\u201d, exemplificou.<\/p>\n<address class=\"rtejustify\"><sub>(Com informa\u00e7\u00f5es de G1, MEC, Ag\u00eancia Brasil \u00a0e Movimento pela Base Nacional Comum) (Colaborou: Fernando Geronazzo)<\/sub><\/address>\n<\/div>\n<address>\u00a0<\/address>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONTE: Jornal O S\u00e3o Paulo, por Daniel Gomes (Texto enviado pelo acad\u00eamico Luiz Gonzaga Bertelli) Com a medida, haver\u00e1 pela primeira vez no Pa\u00eds\u00a0um curr\u00edculo nacional obrigat\u00f3rio Aprovada pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) no dia 4, ap\u00f3s mais de tr\u00eas anos de\u00a0discuss\u00e3o, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino M\u00e9dio depende apenas da homologa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para entrar em vigor. 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