{"id":216,"date":"2012-05-07T18:47:45","date_gmt":"2012-05-07T21:47:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2012\/05\/07\/seminario-qa-qualidade-do-ensino-brasileiro-e-os-desafios-para-atingir-a-excelenciaq\/"},"modified":"2012-05-07T18:47:45","modified_gmt":"2012-05-07T21:47:45","slug":"seminario-qa-qualidade-do-ensino-brasileiro-e-os-desafios-para-atingir-a-excelenciaq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/seminario-qa-qualidade-do-ensino-brasileiro-e-os-desafios-para-atingir-a-excelenciaq\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio: &#8220;A Qualidade do Ensino Brasileiro e os Desafios para Atingir a Excel\u00eancia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Not\u00edcias sobre o<\/p>\n<p>\u00a0<strong>SEMIN\u00c1RIO \u201cA QUALIDADE DO ENSINO BRASILEIRO E OS DESAFIOS PARA ATINGIR A EXCEL\u00caNCIA\u201d<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>O evento foi organizado e patrocinado pelo CIEE por seu presidente executivo, Dr. Luiz Gonzaga Bertelli. Ocorreu no dia 23 de abril de 2012 e seguiu a seguinte programa\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/li>\n<li>\u00c0s 9 horas, abertura solene, com Hino Nacional Brasileiro como Madrigal Sempre En Canto, sob a reg\u00eancia da maestrina Regina Kinjo.<\/li>\n<li><\/li>\n<li>\u00a0A <strong>seguir, houve pronunciamento do Dr. Rui Martins Altenfelder Silva, presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do CIEE e presidente da Academia Paulista de Letras Jur\u00eddicas.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><em>O presidente refletiu sobre o n\u00f3 da educa\u00e7\u00e3o e falou sobre uma nova educa\u00e7\u00e3o que deve estar diante de n\u00f3s, por\u00e9m argumentou que n\u00e3o encontramos ainda uma f\u00f3rmula para \u201co n\u00f3\u201d que, desde dom Jo\u00e3o VI, ocorre na educa\u00e7\u00e3o brasileira. Em 1808, dom\u00a0 Jo\u00e3o VI tomou decis\u00e3o equivocada, pois, em vez do curso b\u00e1sico, criou faculdades de direito; ou seja, formou doutores e depois, muito depois, pensou em alfabetizar. O presidente lembrou em seu pronunciamento que o Brasil tem 4 milh\u00f5es de pessoas analfabetas puras, o que significa quase 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. E o n\u00famero de analfabetos funcionais \u00e9 assustadoramente, muito maior. As m\u00e9dias do ENEM s\u00e3o, lamentavelmente, inferiores a 4,0. O que falta, encerra o presidente, \u00e9 a vida p\u00fablica e privada oferecer efetiva prioridade \u00e0 estrat\u00e9gia de implementa\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade. E, sobretudo, faltam\u00a0 investimento e forma\u00e7\u00e3o de professores<\/em>.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Em seguida, houve o pronunciamento do Prof. Dr. Paulo Nathanael Pereira de Souza, presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o \u2013 APE \u2013 e presidente em\u00e9rito do CIEE. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Em seu discurso, o educador falou da dificuldade para se falar da excel\u00eancia na aprendizagem. O que seria excel\u00eancia? Prefere focalizar o Ensino M\u00e9dio, que \u00e9 um grau muito problem\u00e1tico do sistema nacional de educa\u00e7\u00e3o. No Ensino Fundamental, h\u00e1 vagas, isso \u00e9 realidade (em 1964, havia apenas 50% de vagas para a totalidade das crian\u00e7as). <\/em><\/p>\n<p><em>Segundo o educador, alfabetizar \u00e9 mais do que ler, escrever e contar. H\u00e1 dificuldades que s\u00e3o insuper\u00e1veis, porque alfabetizar bem \u00e9 dar uma vis\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o da realidade que cerca a crian\u00e7a, da filosofia ao mundo digital. Mas, se ainda hoje as crian\u00e7as ainda n\u00e3o sabem ler, como poder\u00e3o interpretar? <\/em><\/p>\n<p><em>No Ensino Superior, sabe-se que h\u00e1 mais vagas do que alunos. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 comandada por duas leis: a LDB e a lei dos \u201ccomboios\u201d, que quer dizer que a unidade mais lenta \u00e9 que comanda o trabalho de mestres. Faltam ao Ensino Superior\u00a0 qualidade e pertin\u00eancia. Devemos olhar outros pa\u00edses n\u00e3o para copi\u00e1-los, mas para compreender que os processos t\u00eam de ser de todos. <\/em><\/p>\n<p><em>Quanto, finalmente, ao <strong>Ensino M\u00e9dio,<\/strong> este deve ser mais diversificado e ser uma torre de sabedoria em que cada qual busca um saber espec\u00edfico. Isso n\u00e3o ocorre, pois a reprova\u00e7\u00e3o e o esvaziamento mostram o grande desinteresse do aluno. Ou seja, precisa-se de teoria, mas a pr\u00e1tica \u00e9 fundamental. Os cursos de educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, tratam de grandes temas e de certos autores, quando devem voltar-se para a forma\u00e7\u00e3o objetiva do professor. <\/em><\/p>\n<p><em>Paulo Nathanael se pergunta, afinal, se interessa aos donos do poder educar, e conclui afirmando que o grande culpado da m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o, em todos os n\u00edveis, \u00e9 a ignor\u00e2ncia que a escola n\u00e3o \u00e9 capaz de reduzir.<\/em><\/p>\n<ul>\n<li><strong>A seguir, falou o Professor Dr. Jo\u00e3o Grandino Rodas, atual reitor da Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013 USP. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>O professor . Grandino iniciou sua fala lembrando que a USP tem 89 mil alunos e que \u00e9 do bolso dos paulistas que saem os\u00a0 40 milh\u00f5es de reais todos os meses para manter a universidade.\u00a0 Afirmou que devemos pensar mais nas faculdades desconsideradas, que s\u00e3o exatamente as de Licenciatura. \u00c9 importante ver que nada se faz para o ensino brasileiro<\/em>.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>A seguir, falou a Prof\u00aa Maria Helena Bresser, que ofereceu um depoimento sobre o sucesso de sua escola, a M\u00f3bile, sediada em Moema, na cidade de S\u00e3o Paulo. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Segundo a diretora executiva,\u00a0 educar exige planejamento, pesquisa, metas claras e ousadia. O aluno precisa, numa escola s\u00e9ria, aprender a \u201cler\u201d, e \u00e9 isso que faz a M\u00f3bile. O planejamento cria para o aluno desafios, solicita\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia e, desses desafios, o vestibular somente \u00e9 um deles. O aluno deve ser inquieto e ativo politicamente, por\u00e9m uma das caracter\u00edsticas mais importantes da escola s\u00e9ria \u00e9 ter professores qualificados e muito bem selecionados. Al\u00e9m disso, muito bem pagos. A escola exige a exist\u00eancia de boas condi\u00e7\u00f5es de aula, ambiente limpo e silencioso, e as fam\u00edlias t\u00eam que acreditar que o saber \u00e9 fundamental. A educa\u00e7\u00e3o de qualidade exige avalia\u00e7\u00e3o constante e, para isso, seria muito interessante se a Fuvest ou o ENEM oferecessem \u00e0s escolas os dados das avalia\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<ul>\n<li><strong>A seguir, pronuncia-se o Professor Carlos Augusto de Maio, diretor da Escola T\u00e9cnica Estadual de S\u00e3o Paulo \u2013 ETESP. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Segundo o Professor Carlos de Maio, h\u00e1 202 ETECs e 52 FATECs no Centro de Ensino. O que \u00e9 importante para as ETECs \u00e9 o comprometimento da comunidade, manter um aluno aut\u00f4nomo e com esp\u00edrito cr\u00edtico, haver uma gest\u00e3o democr\u00e1tica e participativa. A pedagogia das ETECs busca integra\u00e7\u00e3o dos saberes, ou seja, a fun\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e a pr\u00e1tica. Deve oferecer uma forma\u00e7\u00e3o geral e para o trabalho, e preocupar-se com a educa\u00e7\u00e3o em um mundo cheio de mudan\u00e7as. As v\u00e1rias unidade escolares fazem an\u00e1lises dos indicadores das unidades escolares (ENEM) e orienta os observadores escolares.\u00a0 Do ponto de vista pr\u00e1tico, representantes de classes e pais comprometidos oferecem grande sucesso. Ou seja, uma boa escola que d\u00ea boa educa\u00e7\u00e3o precisa da reten\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, da percep\u00e7\u00e3o do significado, da articula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e da mobiliza\u00e7\u00e3o do conhecimento. <\/em><\/p>\n<ul>\n<li><strong>A seguir, pronunciou-se o Professor Mauro Sales Aguiar, diretor geral do Col\u00e9gio Bandeirantes, <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>O diretor lembrou que lembrou que a escola, hoje com 68 anos, iniciou suas atividades com o nome de Liceu Panamericano. Seu fundador, Antonio Carvalho Aguiar, sempre teve um norte para preparar alunos para medicina, engenharia e advocacia. Esse norte era, e \u00e9 ainda hoje, a meritocracia. A meritocracia \u00e9 a vontade de ser melhor, pois esse \u00e9 o mundo em que vivemos. <\/em><\/p>\n<p><em>A escola, portanto, investe em conhecimento e autonomia e busca no aluno o m\u00e9rito acad\u00eamico. Investe tamb\u00e9m na capacita\u00e7\u00e3o de professores e na gest\u00e3o da consci\u00eancia e n\u00e3o da obedi\u00eancia dos alunos. A escola vive de tradi\u00e7\u00e3o, pioneirismo e inova\u00e7\u00e3o. \u00c9 especializada em adolescentes e o uso da tecnologia \u00e9 de dom\u00ednio natural para todos. O professor do Col\u00e9gio Bandeirantes precisa ter orgulho de ser docente. <\/em><\/p>\n<ul>\n<li><strong>A seguir, ocorreu o pronunciamento do Prof. Dr. Francisco Achcar, coordenador pedag\u00f3gico geral do Col\u00e9gio Objetivo. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Segundo o Professor Francisco Achcar, os pontos positivos que seus colegas levantaram s\u00e3o os mesmos que o Objetivo prop\u00f5e ao corpo docente e ao corpo discente. O que ocorre \u00e9 que o Ensino M\u00e9dio vive um momento delicado, h\u00e1 uma crise sens\u00edvel a mudan\u00e7as de padr\u00f5es culturais e n\u00f3s, v\u00edtimas do MEC, ainda somos guiados por curr\u00edculos do s\u00e9culo XIX (Iluminismo), que, no s\u00e9culo XX, j\u00e1 n\u00e3o funcionaram. O curriculum do Ensino M\u00e9dio \u00e9 enciclop\u00e9dico. <\/em><\/p>\n<p><em>Queremos menos conte\u00fados para ultrapassar a barreira do desinteresse. O Ensino M\u00e9dio \u00e9 massacrado pela Fuvest, ou seja, o vestibular \u00e9 inteligente, mas o programa \u00e9 burro; e, na verdade, nunca houve vontade de mudar. Com curr\u00edculos inadequados, encontramos a raiz dos desinteresses de professores e alunos.<\/em><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Finalmente, encerra a solenidade o Acad\u00eamico professor Arnaldo Niskier, Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do CIEE\/RJ e membro da Academia Brasileira de Letras. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Segundo o Prof. Niskier, na mesa predominou a vis\u00e3o da excel\u00eancia educacional da escola privada, mas seria bom lembrar que o ensino p\u00fablico, seja Fundamental ou M\u00e9dio, n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o incapacitado como parece. O ensino p\u00fablico tem grandes professores, o que h\u00e1 \u00e9 uma dicotomia entre o ensino p\u00fabico e o privado. O ideal seria, aproveitando a presen\u00e7a do reitor da USP, tirarmos deste encontro a\u00a0 ideia a USP\u00a0 liderar uma reforma para a capacita\u00e7\u00e3o do professor para qual faltam recursos. Pois os\u00a0 cursos s\u00e3o fr\u00e1geis e os professores malformados. <\/em><\/p>\n<ul>\n<li><strong>O evento encerrou-se com a entrega do livro <em>Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira: de Jos\u00e9 de Anchieta aos Dias de Hoje: 1500-2010<\/em>, de autoria de Arnaldo Niskier a todos os presente.\u00a0 <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Not\u00edcias sobre o \u00a0SEMIN\u00c1RIO \u201cA QUALIDADE DO ENSINO BRASILEIRO E OS DESAFIOS PARA ATINGIR A EXCEL\u00caNCIA\u201d O evento foi organizado e patrocinado pelo CIEE por seu presidente executivo, Dr. Luiz Gonzaga Bertelli. 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