{"id":219,"date":"2012-06-25T17:19:13","date_gmt":"2012-06-25T20:19:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2012\/06\/25\/alunos-de-escola-publica-lancam-satelite-em-orbita\/"},"modified":"2025-01-06T20:37:10","modified_gmt":"2025-01-06T23:37:10","slug":"alunos-de-escola-publica-lancam-satelite-em-orbita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/alunos-de-escola-publica-lancam-satelite-em-orbita\/","title":{"rendered":"Alunos de escola p\u00fablica lan\u00e7am sat\u00e9lite em \u00f3rbita."},"content":{"rendered":"<p>Alunos de escola p\u00fablica lan\u00e7am sat\u00e9lite em \u00f3rbita<br \/>18\/06\/12 \/\/ Escola \/\/ S\u00e3o Paulo <br \/>por Patr\u00edcia Gomes<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o s\u00e3o doutores do MIT, n\u00e3o trabalham para a Nasa, nem fazem p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o em um programa milion\u00e1rio de alguma das ag\u00eancias espaciais espalhadas pelo mundo. A turma, que h\u00e1 quase dois anos estuda t\u00e9cnicas para construir uma pe\u00e7a aeroespacial e maneja tecnologia espec\u00edfica para lan\u00e7ar um sat\u00e9lite em \u00f3rbita, o Tancredo I, \u00e9 formada por meninos e meninas de 12 anos da Escola Municipal Presidente Tancredo Neves em Ubatuba, S\u00e3o Paulo. Sim, 12 anos. Est\u00e3o no oitavo ano do ensino fundamental e v\u00eam, principalmente, da comunidade de baixa renda vizinha \u00e0 escola.<br \/>Sem que soubessem, por\u00e9m, um mundo de oportunidades iria se abrir a partir de fevereiro de 2010, quando uma notinha publicada em uma revista de ci\u00eancias caiu nas m\u00e3os do professor de matem\u00e1tica Candido de Moura. O texto falava que uma empresa na Calif\u00f3rnia estava vendendo kits que permitiam a constru\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites de pequenas dimens\u00f5es e que, depois de pronta, a pe\u00e7a poderia ser lan\u00e7ada no espa\u00e7o.<br \/>cr\u00e9dito Pablo Kaulins \/ Fotolia.com <br \/>\u00a0<br \/>Moura resolveu tentar comprar o kit para construir o sat\u00e9lite com os alunos. \u201cEu gosto dessa parte pr\u00e1tica. N\u00e3o queria fazer esses exerc\u00edcios de sala de aula que v\u00eam prontos, com n\u00famero preparado para a resposta n\u00e3o dar valor quebrado\u201d, afirma o professor. Ele telefonou para a empresa, disse que queria comprar. A recep\u00e7\u00e3o foi calorosa, mas veio com um aviso. \u201cEles ficaram empolgados com a perspectiva de ter meninos de 10 anos construindo o sat\u00e9lite, mas avisaram que precisar\u00edamos de ajuda t\u00e9cnica para colocar o projeto em pr\u00e1tica\u201d.<br \/>Moura tinha ent\u00e3o tr\u00eas problemas para resolver: reunir gente que tivesse vontade de tocar o projeto, conseguir financiamento de US$ 8.000 para comprar o kit e, por fim, ter a ajuda de quem entendia do assunto para o desenvolvimento do conhecimento espec\u00edfico. O primeiro, diz o professor, foi o mais f\u00e1cil, afinal n\u00e3o era dif\u00edcil juntar pessoas interessadas em construir um sat\u00e9lite. O segundo, que era verba, tamb\u00e9m se resolveu com o contato com patrocinadores. Para vencer o terceiro desafio, bateu \u00e0 porta do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), foi recebido com entusiasmo e fechou a parceria.<br \/>cr\u00e9dito Divulga\u00e7\u00e3o <br \/>\u00a0 <br \/>Desse ponto at\u00e9 o in\u00edcio do trabalho com os alunos, foram meses lidando com o ir e vir de papeis para firmar conv\u00eanios e trazer o que os EUA chamavam de \u201ctecnologia sens\u00edvel\u201d para a Am\u00e9rica Latina. Enquanto resolvia a parte burocr\u00e1tica, Moura come\u00e7ou a sensibilizar os alunos com filmes sobre miss\u00f5es aeroespaciais bem e mal sucedidas, para despertar na turma o interesse pelo assunto. Com todo o projeto devidamente autorizado e regulamentado, revelou o plano para os meninos, que aceitaram o desafio. Come\u00e7aram, ent\u00e3o, os treinamentos para transformar o kit em um sat\u00e9lite. \u201c\u00c9 preciso ajustar o projeto, soldar os componentes que v\u00eam no kit, comprar algumas pe\u00e7as no mercado\u201d, afirma o professor.<br \/>\u201cQuando voc\u00ea coloca um sat\u00e9lite em \u00f3rbita aos 12 anos, voc\u00ea lida com muito mais tranquilidade com os problemas da vida\u201d<br \/>Os meninos foram apresentados \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de cada componente, aos conceitos de eletr\u00f4nica, de eletricidade est\u00e1tica e aprenderam a soldar segundo as especifica\u00e7\u00f5es da Nasa \u2013 no espa\u00e7o, a varia\u00e7\u00e3o de temperatura e a radia\u00e7\u00e3o s\u00e3o fatores que exigem cuidados a mais no processo. Com a constru\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite em andamento, nove dos alunos participantes foram aos EUA, no m\u00eas passado, conhecer a empresa fornecedora do kit e a Nasa.<br \/>\u201cO projeto mudou a vida deles. A gente tem aluno querendo ser engenheiro eletr\u00f4nico, astronauta\u201d, afirma o professor. Al\u00e9m do aprendizado espec\u00edfico, incomum para a faixa et\u00e1ria, Moura acredita que construir um sat\u00e9lite e lan\u00e7ar em \u00f3rbita tem ajudado em outras dimens\u00f5es da vida, tornando-os mais autoconfiantes, comunicativos e interessados nos estudos de uma maneira geral. \u201cQuando voc\u00ea coloca um sat\u00e9lite em \u00f3rbita aos 12 anos, voc\u00ea lida com muito mais tranquilidade com os problemas da vida\u201d, brinca o professor, que planeja escrever com os meninos um artigo cient\u00edfico sobre o impacto que o projeto tem tido na vida deles.<br \/>O sat\u00e9lite deve ser lan\u00e7ado no ano que vem e est\u00e1 sendo projetado para conseguir enviar uma mensagem capt\u00e1vel por qualquer radioamador do planeta. Segundo Moura, essa \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o simples que foi escolhida propositalmente para n\u00e3o criar muitas dificuldades. Mas no segundo sat\u00e9lite que a escola quer lan\u00e7ar, com a pr\u00f3xima turma de sexto ano do fundamental, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que os alunos menores fa\u00e7am a parte operacional de montagem e os maiores e mais experientes, com idade entre 13 ou 15 anos, desenvolvam uma fun\u00e7\u00e3o mais complexa para o sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>Do link:\u00a0\u00a0\u00a0 <a href=\"http:\/\/porvir.org\/porfazer\/alunos-de-escola-publica-lancam-satelite-em-orbita\/20120618\">http:\/\/porvir.org\/porfazer\/alunos-de-escola-publica-lancam-satelite-em-orbita\/20120618<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alunos de escola p\u00fablica lan\u00e7am sat\u00e9lite em \u00f3rbita18\/06\/12 \/\/ Escola \/\/ S\u00e3o Paulo por Patr\u00edcia Gomes Eles n\u00e3o s\u00e3o doutores do MIT, n\u00e3o trabalham para a Nasa, nem fazem p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o em um programa milion\u00e1rio de alguma das ag\u00eancias espaciais espalhadas pelo mundo. A turma, que h\u00e1 quase dois anos estuda t\u00e9cnicas para construir uma pe\u00e7a aeroespacial e maneja tecnologia espec\u00edfica para lan\u00e7ar um sat\u00e9lite em \u00f3rbita, o Tancredo I, \u00e9 formada por meninos e meninas de 12 anos da Escola Municipal Presidente Tancredo Neves em Ubatuba, S\u00e3o Paulo. Sim, 12 anos. 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