{"id":257,"date":"2014-12-10T17:50:58","date_gmt":"2014-12-10T19:50:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2014\/12\/10\/sustentabilidade-economica-e-educacional-do-brasil\/"},"modified":"2014-12-10T17:50:58","modified_gmt":"2014-12-10T19:50:58","slug":"sustentabilidade-economica-e-educacional-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/sustentabilidade-economica-e-educacional-do-brasil\/","title":{"rendered":"Sustentabilidade Econ\u00f4mica e Educacional do Brasil."},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial','sans-serif';\">I \u2013 No Brasil, tanto a Economia, como a Educa\u00e7\u00e3o continuam a andar aos trancos e barrancos, sem embargo de, na \u00faltima campanha presidencial, haverem elas sido prioridades nos discursos dos candidatos. A economia, porque os respons\u00e1veis por sua condu\u00e7\u00e3o, compromissados com doutrinas estatizantes, odeiam o capitalismo e a livre iniciativa e, com isso impedem as for\u00e7as produtivas de se soltarem das amarras de uma a\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria que, em vez de olhar pelo para-brisa, enquanto se guia o carro, prefere as imagens do espelho retrovisor! Fala-se muito em desenvolvimento e age-se, na pr\u00e1tica, contra ele, quando, nos contratos, por exemplo, das P.P.Ps se impede a lucratividade flex\u00edvel do investimento privado nas obras e na gest\u00e3o dos projetos de infraestrutura do pa\u00eds. Enquanto que no mundo todo, (at\u00e9 na China que \u00e9 um pa\u00eds comunista), se estimulam as realiza\u00e7\u00f5es empresariais da iniciativa privada, o governo do Brasil insiste em demonizar o lucro, nessa irreal e rom\u00e2ntica mania de achar que o lucro, em vez de possibilitar ganhos que, por meio de impostos e outros mecanismos de distributivismo social, acabariam beneficiando a coletividade, apenas enchem as burras dos empreendedores. Pratica-se, aqui, na pol\u00edtica econ\u00f4mica em vigor, a anedota segundo a qual, apenas um dos soldados do desfile mant\u00e9m o passo certo, enquanto que os demais, aos milhares, seguem os tambores com o passo errado! Pela vis\u00e3o dos \u201cpolicy makers\u201d brasileiros, o resto do mundo est\u00e1 errado nas suas pr\u00e1ticas econ\u00f4micas e s\u00f3 o Brasil consegue acertar o passo, com essa teimosia maluca em querer superar a crise econ\u00f4mica por via apenas do consumo: um consumo, ali\u00e1s, a ser sustentado, n\u00e3o se sabe como, por um consumidor sem renda e um sistema econ\u00f4mico quase sem produ\u00e7\u00e3o&#8230; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial','sans-serif';\">II \u2013 Tamb\u00e9m na educa\u00e7\u00e3o, adota o Brasil o mesmo estilo eivado de equ\u00edvocos, o que faz das futuras gera\u00e7\u00f5es um capital humano incapaz de pensar e de tomar decis\u00f5es sobre o destino da na\u00e7\u00e3o. As avalia\u00e7\u00f5es internas e externas (a UNESCO e o PISA, por exemplo) t\u00eam mostrado \u00e0 saciedade, a incapacidade das escolas brasileiras de formarem seus alunos nos conhecimentos m\u00ednimos exigidos pela modernidade cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica, a qual colocou o conhecimento como o valor primeiro da educa\u00e7\u00e3o dos jovens. O saber est\u00e1 a\u00ed, cada vez maior e mais complexo, a desafiar alunos e professores a conquist\u00e1-lo, domin\u00e1-lo e us\u00e1-lo como instrumento indispens\u00e1vel de compreens\u00e3o do mundo atual e de suas tend\u00eancias futuras. E o que se v\u00ea por aqui \u00e9 uma escolaridade esquisita, que em vez de medir as insufici\u00eancias da aprendizagem e corrigi-las, adota essa excresc\u00eancia das promo\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas, que se fundamenta n\u00e3o na sabedoria, sen\u00e3o que na ignor\u00e2ncia, e leva os alunos do analfabetismo puro ao funcional, na conclus\u00e3o do curso. Basta atentar para os resultados da aquisi\u00e7\u00e3o de saberes pelos alunos brasileiros de 15 anos de idade, que estudam no ensino m\u00e9dio e que se apresentam na prova do PISA, a cada dois anos, e n\u00e3o conseguem demonstrar qualquer avan\u00e7o em Leitura e Escrita, Matem\u00e1tica, Ci\u00eancias (as tr\u00eas alavancas do processo cultural b\u00e1sico dos seres humanos). Nossa classifica\u00e7\u00e3o fica no \u00faltimo ter\u00e7o entre os 65 pa\u00edses, que participam desse certame: n\u00e3o sobe na escala, nem mesmo por um milagre (como se o sucesso pudesse fazer-se por milagre, e n\u00e3o, por um esfor\u00e7o herc\u00faleo a ser definido numa pol\u00edtica educacional dotada de qualidade e pertin\u00eancia). Da\u00ed tamb\u00e9m se explica a eterna m\u00e1 coloca\u00e7\u00e3o do Brasil no IDH mundial (medida do grau de civiliza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de um pa\u00eds)! Somos a s\u00e9tima economia do planeta? Somos, mas sem grande proveito para uma popula\u00e7\u00e3o pouco educada e dotada de prec\u00e1ria participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, na vida pol\u00edtica, econ\u00f4mica, e cultural do pa\u00eds. E quando, por aqui se fala em aumentar as oportunidades de educa\u00e7\u00e3o, o que se faz, com frequ\u00eancia, \u00e9 multiplicar vagas e cursos no ensino superior, que costuma ser a terceira prioridade de um sistema de educa\u00e7\u00e3o (1\u00aa, ensino b\u00e1sico; 2\u00aa, ensino t\u00e9cnico; 3\u00aa ensino superior). Nos governos mais recentes, h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es ufanistas dos dirigentes nesse sentido. S\u00f3 que a expans\u00e3o do 3\u00ba grau (superior) se faz desacompanhada de medidas indispens\u00e1veis, tais como pr\u00e9dios e equipamentos e, principalmente, professores capacitados e bem pagos, al\u00e9m de alunos bem formados na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, educa\u00e7\u00e3o essa com a qual ningu\u00e9m parece muito preocupado nos governos mais recentes \u00faltimos que tivemos. Tudo isso pode ter efeitos enganosos nas estat\u00edsticas de publicidade, mas para o futuro da na\u00e7\u00e3o n\u00e3o acrescenta muita cousa. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial','sans-serif';\">Sempre que crescem as cobran\u00e7as populares por melhor qualidade em educa\u00e7\u00e3o, aparecem s\u00e1bios de gabinete a reclamarem por uma nova reforma de ensino. Ora, no Brasil a cada dec\u00eanio, em m\u00e9dia, se fala em reforma, e quando ela sai tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Porque n\u00e3o \u00e9 de reforma que se precisa e, sim, da tomada de medidas mais simples, por\u00e9m, eficazes, na organiza\u00e7\u00e3o e no funcionamento das escolas, com prioridade para as de ensino b\u00e1sico (fundamentais, mediar e t\u00e9cnicas, neste caso n\u00e3o as PRONATECS, que treinam de prefer\u00eancia oficiais de of\u00edcios diversos, mas t\u00e9cnicos mesmo na inteireza da express\u00e3o, com muito conhecimento human\u00edstico e profissional). Medidas que retirem dos curr\u00edculos saberes superados e ran\u00e7osos, e se incluam disciplinas mais modernas; que tamb\u00e9m se mude o enfoque do ensino aprendizagem desse excesso de teorias, como soi, acontecer, para um equil\u00edbrio maior entre teoria e pr\u00e1tica; e que, no aspecto did\u00e1tico se arquive de vez o \u201cmagister dixit\u201d (at\u00e9 porque na velocidade com que o saber se multiplica e modifica, hoje, nenhum professor, ainda que fosse um Arist\u00f3teles, seria capaz de atualizar-se atualmente no dia-a-dia) e se implemente com \u00eanfase na aprendizagem do aluno, a autodidaxia das pesquisas bibliogr\u00e1ficas, intern\u00e9ticas e televisivas, sob a orienta\u00e7\u00e3o constante de professores reciclados o tempo todo para isso; e por falar em professor, que se modifique radicalmente a estrutura e o funcionamento dos cursos de licenciatura, formando docentes menos eruditos e mais cultos, isto \u00e9, menos especializados nas teorias pedag\u00f3gicas da hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o, e mais funcionais no uso da avan\u00e7ada tecnologia das comunica\u00e7\u00f5es, voltada para os recursos da computa\u00e7\u00e3o e da imag\u00e9tica, como base de uma nova did\u00e1tica. Ser\u00e3o medidas como essas, que restaurar\u00e3o o respeito pela escola e resgatar\u00e3o o prest\u00edgio do processo ensino-aprendisagem do aluno do s\u00e9culo XXI, o qual quando adentra hoje a sala de aula, passa a sentir-se algu\u00e9m dos s\u00e9culos XIX e XX! E que n\u00e3o mais se cogite tanto de uma in\u00fatil e dispens\u00e1vel reforma educacional.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12.0pt; line-height: 150%; font-family: 'Arial','sans-serif';\">Governo novo, cabe\u00e7a nova e pol\u00edticas mais objetivas e aplicadas, seja na Economia, seja na Educa\u00e7\u00e3o. Estamos de acordo?\u00a0<\/span><span style=\"font-family: 'Arial','sans-serif';\"><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I \u2013 No Brasil, tanto a Economia, como a Educa\u00e7\u00e3o continuam a andar aos trancos e barrancos, sem embargo de, na \u00faltima campanha presidencial, haverem elas sido prioridades nos discursos dos candidatos. 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