{"id":278,"date":"2015-08-28T18:27:30","date_gmt":"2015-08-28T21:27:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2015\/08\/28\/ensaiar-defesa-de-tese-ajuda-a-vencer-bancas-de-pos-graduacaoveja-dicas-site-uol-25-agosto-2015\/"},"modified":"2015-08-28T18:27:30","modified_gmt":"2015-08-28T21:27:30","slug":"ensaiar-defesa-de-tese-ajuda-a-vencer-bancas-de-pos-graduacaoveja-dicas-site-uol-25-agosto-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/ensaiar-defesa-de-tese-ajuda-a-vencer-bancas-de-pos-graduacaoveja-dicas-site-uol-25-agosto-2015\/","title":{"rendered":"Ensaiar defesa de tese ajuda a vencer bancas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o;veja dicas &#8211; site UOL &#8211; 25 agosto 2015"},"content":{"rendered":"<p>Artigo site UOL &#8211; 25\/08\/2015<\/p>\n<p>Apresentar um trabalho acad\u00eamico \u00e9 quase sempre momento de muita ansiedade e at\u00e9 de sofrimento. Ao se aproximar o momento de enfrentar a banca examinadora os nervos do candidato afloram e a sua capacidade intelectual e f\u00edsica, que deveria ser uma poderosa arma, arrefece.<\/p>\n<p>Tenho assistido a v\u00e1rias defesas de disserta\u00e7\u00e3o de mestrado e teses de doutorado. Na maioria dos casos, s\u00e3o alunos que treinei para aprimorar suas apresenta\u00e7\u00f5es diante das bancas. S\u00e3o tr\u00eas julgadores no caso do mestrado e cinco no do doutorado. Al\u00e9m do orientador, comp\u00f5em a mesa professores da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o e convidados externos. Quase todos com larga experi\u00eancia em fazer essas avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes de passar pela avalia\u00e7\u00e3o final, o mestrando ou o doutorando se submete a uma qualifica\u00e7\u00e3o. \u00a0Dependendo da institui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do projeto completo, podem ser obrigados a apresentar apenas um ou dois cap\u00edtulos, para mostrar como o trabalho ser\u00e1 desenvolvido, ou todos eles, de maneira abrangente. Nesse momento a banca far\u00e1 todas as cr\u00edticas, observa\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es. Em alguns casos, o projeto chega a sofrer tantas modifica\u00e7\u00f5es, que quase se transforma em um novo trabalho.<\/p>\n<p>Sem problema. Esse \u00e9 o momento para acertar todos os rumos e afastar os enganos e deslizes. Se o aluno fez uma disserta\u00e7\u00e3o muito aberta, ser\u00e1 orientado a delimitar o tema e se dedicar a algum ponto mais espec\u00edfico da mat\u00e9ria. Se fechou demais, receber\u00e1 a sugest\u00e3o para empreender pesquisas mais gerais. Se passou ao largo de alguma bibliografia atual relevante, ser\u00e1 instigado a rever as fontes bibliogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>Cabe ao orientador, que acompanha o trabalho de pesquisa desde o princ\u00edpio, evitar os exageros da banca de qualifica\u00e7\u00e3o e impor limites para que meses e at\u00e9 anos de dedica\u00e7\u00e3o n\u00e3o sejam perdidos por sugest\u00f5es descabidas. Aceitar o que for realmente \u00fatil para melhorar o resultado final da disserta\u00e7\u00e3o ou da tese, e argumentar de forma consistente para preservar o que j\u00e1 estiver dentro dos objetivos da pesquisa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Exig\u00eancia e rigor aumentaram<\/p>\n<p>At\u00e9 a\u00ed tudo certo. Tenho observado, entretanto, na defesa final uma exig\u00eancia e um rigor que n\u00e3o se observavam h\u00e1 alguns anos. Sempre foi comum dizer que houve falha aqui ou ali. Que determinado t\u00f3pico poderia ser mais bem desenvolvido. Ou que alguma parte recebeu aten\u00e7\u00e3o demasiada. Embora n\u00e3o muito comum, at\u00e9 reprova\u00e7\u00f5es de trabalhos ocorriam. Um procedimento natural, inerente \u00e0s fun\u00e7\u00f5es de uma banca examinadora.\u00a0<\/p>\n<p>Se havia uma ou outra inadequa\u00e7\u00e3o das normas, faziam sugest\u00f5es gerais, sem se deterem muito nessas especifica\u00e7\u00f5es. O avaliado dizia que faria os acertos necess\u00e1rios e as considera\u00e7\u00f5es seguiam com certa tranquilidade. Vez ou outra aparecia um examinador mais empertigado, que subia nas tamancas e abria a sacola de maldades em cima do surpreso e assustado examinado. Casos raros.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, a vida dos mestrandos, doutorandos ou concluintes de cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o tem sido particularmente mais dif\u00edcil. Muitos avaliadores fazem cr\u00edticas t\u00e3o contundentes que d\u00e3o a impress\u00e3o de que ir\u00e3o reprovar o trabalho. Alguns reprovam mesmo. Na maioria dos casos, entretanto, fazem as cr\u00edticas, falam com veem\u00eancia, mas terminam por aprovar.<\/p>\n<p>Avaliam assim n\u00e3o s\u00f3 a qualidade do trabalho, mas tamb\u00e9m a seguran\u00e7a e a convic\u00e7\u00e3o de quem realizou a pesquisa. H\u00e1 exageros aqui e ali, at\u00e9 por vaidade de alguns acad\u00eamicos, mas na maioria dos casos a seriedade e o rigor da an\u00e1lise prevalecem. Quem se apresentar diante da banca com trabalho inconsistente, provavelmente, ter\u00e1 problema.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Pe\u00e7a para amigos lerem e criticarem<\/p>\n<p>Assim, mestrandos e doutorandos sabendo que enfrentar\u00e3o o rigor dos avaliadores precisam estar preparados para discorrer sobre suas pesquisas e defender com seguran\u00e7a seus pontos de vista. Com esse preparo, ter\u00e3o mais condi\u00e7\u00f5es de n\u00e3o levar as cr\u00edticas da banca para o campo pessoal, e poder\u00e3o dar respostas com serenidade, sem confrontos desnecess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Precisar\u00e3o cuidar da corre\u00e7\u00e3o do trabalho e da forma como defender\u00e3o oralmente suas posi\u00e7\u00f5es. Quanto mais pessoas puderem ler, melhor. \u00c0s vezes ficamos t\u00e3o viciados na leitura do trabalho que at\u00e9 erros gritantes podem escapar. \u00c9 preciso saber que um deslize, uma informa\u00e7\u00e3o sem fundamento poder\u00e3o desmoronar o esfor\u00e7o de meses e at\u00e9 de anos de dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fa\u00e7a ensaios antes da apresenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Por isso, convoque colegas e professores mais pr\u00f3ximos para ouvir seus ensaios. Deixe que critiquem \u00e0 vontade, sem ficar chateado com as observa\u00e7\u00f5es. Ser\u00e1 melhor ouvir as cr\u00edticas durante o ensaio a se surpreender com elas diante da banca avaliadora. Ou\u00e7a tudo com aten\u00e7\u00e3o e acate o que julgar relevante.<\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que possa parecer, nos primeiros ensaios d\u00e1 a impress\u00e3o, \u00e0s vezes, de que n\u00e3o conseguir\u00e1 falar sobre o trabalho. Depois descobre que escrever \u00e9 uma coisa, e que falar \u00e9 outra. Para escrever, usou determinados termos, determinada pontua\u00e7\u00e3o, determinado ritmo. Para falar, entretanto, uma palavra diferente pode mudar a sequ\u00eancia do pensamento.<\/p>\n<p>Por isso, quanto mais treinar, quanto mais verbalizar, quanto mais quest\u00f5es souber responder, mais preparado estar\u00e1 para falar e defender seu trabalho. Boa sorte. Que seja aprovado e comemore muito. \u00c9 uma grande conquista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo site UOL &#8211; 25\/08\/2015 Apresentar um trabalho acad\u00eamico \u00e9 quase sempre momento de muita ansiedade e at\u00e9 de sofrimento. Ao se aproximar o momento de enfrentar a banca examinadora os nervos do candidato afloram e a sua capacidade intelectual e f\u00edsica, que deveria ser uma poderosa arma, arrefece. Tenho assistido a v\u00e1rias defesas de disserta\u00e7\u00e3o de mestrado e teses de doutorado. Na maioria dos casos, s\u00e3o alunos que treinei para aprimorar suas apresenta\u00e7\u00f5es diante das bancas. S\u00e3o tr\u00eas julgadores no caso do mestrado e cinco no do doutorado. 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