{"id":297,"date":"2016-02-29T18:58:06","date_gmt":"2016-02-29T21:58:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/2016\/02\/29\/revista-veja-paginas-amarelas-qjogamos-o-nivel-la-embaixoq-20-fev-2016\/"},"modified":"2016-02-29T18:58:06","modified_gmt":"2016-02-29T21:58:06","slug":"revista-veja-paginas-amarelas-qjogamos-o-nivel-la-embaixoq-20-fev-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/revista-veja-paginas-amarelas-qjogamos-o-nivel-la-embaixoq-20-fev-2016\/","title":{"rendered":"Revista Veja &#8211; P\u00e1ginas Amarelas &#8211; &#8220;Jogamos o n\u00edvel l\u00e1 embaixo&#8221; &#8211; 20 fev 2016"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div class=\"gmail_signature\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div class=\"gmail_default\" style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: 9pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333; line-height: 15pt;\">20\/02\/2016 | Base Nacional Comum | Revista Veja | Entrevista | BR<\/span><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin: 7.5pt 0cm; line-height: 30pt;\"><strong><span style=\"font-size: 18.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">&#8220;Jogamos o n\u00edvel l\u00e1 embaixo&#8221;<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0pt; line-height: 15pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">ENTREVISTA I PAULA LOUZANO<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">A especialista em pol\u00edtica educacional diz que a proposta de curr\u00edculo nacional feita pelo governo n\u00e3o estabelece objetivos claros para o aprendizado e vai formar alunos menos preparados que os de outros pa\u00edses<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">RITA LOIOLA<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">A PROPOSTA da\u00a0<\/span><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: navy;\">Base Nacional Comum<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">\u00a0Curricular (BNC) ocupa os dias de Paula Louzano, uma das maiores autoridades brasileiras no\u00a0<\/span><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: navy;\">estudo<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">\u00a0de pol\u00edticas curriculares, desde que foi apresentada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, em setembro do ano passado. Segundo Paula, doutora em pol\u00edtica educacional pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e atualmente pesquisadora visitante da Universidade Stanford, o documento apresenta problemas estruturais graves, al\u00e9m de expectativas baixas em rela\u00e7\u00e3o ao jovem que pretende formar. Ap\u00f3s ela acompanhar por uma d\u00e9cada o desenvolvimento de bases curriculares em pa\u00edses como Austr\u00e1lia, Finl\u00e2ndia, Estados Unidos, Portugal, Chile, Cuba e Canad\u00e1, suas pesquisas revelaram que um curr\u00edculo nacional leva tempo para ser criado e tem como fundamento a progress\u00e3o de conceitos-chave das disciplinas. Mas o governo &#8220;inovou&#8221;, e p\u00f4s sobre a mesa uma proposta inadequada. &#8220;Jogamos o n\u00edvel l\u00e1 embaixo&#8221;, diz Paula.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">\u00c9 boa a proposta de curr\u00edculo \u00fanico que o governo disponibilizou para consulta p\u00fablica? <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">N\u00e3o, ela tem problemas graves. As disciplinas n\u00e3o conversam entre si e, mais importante, as habilidades que devem ser desenvolvidas em cada uma delas n\u00e3o se organizam em uma progress\u00e3o clara. N\u00e3o est\u00e1 expl\u00edcito que aluno esse curr\u00edculo deve formar no fim do ensino m\u00e9dio. E esse \u00e9 o objetivo primordial de qualquer curr\u00edculo, em qualquer parte do mundo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Na ter\u00e7a-feira, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o publicou uma revis\u00e3o da proposta, ampliando, por exemplo, a parte de hist\u00f3ria mundial e incluindo pontos de gram\u00e1tica. O avan\u00e7o foi significativo? <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">S\u00e3o mudan\u00e7as relevantes. Mas n\u00e3o teremos um curr\u00edculo de padr\u00e3o internacional se n\u00e3o houver uma mudan\u00e7a estrutural.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">A falha, ent\u00e3o, est\u00e1 na raiz da proposta?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> Para o ensino de qualquer disciplina, \u00e9 preciso que esteja claro quais s\u00e3o seus objetivos. Essas ideias centrais ou conceitos-chave se encadeiam numa progress\u00e3o, ano a ano, ciclo a ciclo. O curr\u00edculo detalha como isso \u00e9 feito. Professores, diretores, pais e alunos precisam enxergar essa evolu\u00e7\u00e3o com clareza, para compreender como se dar\u00e1 o aprendizado. No documento do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, essa progress\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 presente e n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00f5es claras do que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer no fim de cada ano escolar. Em certos pontos, o documento \u00e9 t\u00e3o confuso que um leigo n\u00e3o \u00e9 capaz de decifr\u00e1-lo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Como outros pa\u00edses desenham seus curr\u00edculos?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> Apegando-se ao conceito de progress\u00e3o no ensino. Pa\u00edses como Canad\u00e1, Finl\u00e2ndia ou Austr\u00e1lia, bons exemplos nessa \u00e1rea, detalham o que ensinar e d\u00e3o autonomia na escolha dos modos de transmitir os saberes.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Por que a progress\u00e3o \u00e9 t\u00e3o relevante para o aprendizado?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> Se o professor e o aluno n\u00e3o sabem quais s\u00e3o seus objetivos no fim do percurso acad\u00eamico, e como cada &#8220;degrau&#8221; da escada do conhecimento colabora para que cheguem a esses objetivos, eles se perdem em meio aos conte\u00fados. Por exemplo, \u00e9 importante na matem\u00e1tica a compreens\u00e3o das fra\u00e7\u00f5es. No in\u00edcio, o aprendizado \u00e9 concreto. O estudante come\u00e7a aprendendo que um inteiro pode ser dividido em partes como metade, um ter\u00e7o, um quarto. Depois, aprende que isso pode ser representado por fra\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas. Em seguida, deduz porcentagens, at\u00e9 chegar aos c\u00e1lculos de juros, por exemplo. Se as etapas s\u00e3o cumpridas, os alunos atingem os n\u00edveis mais abstratos de conhecimento. Se perdemos alguma das etapas do cont\u00ednuo, o aprendizado para. Na proposta brasileira, essa progress\u00e3o \u00e9 ausente em l\u00edngua portuguesa e n\u00e3o est\u00e1 expl\u00edcita em matem\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Sua \u00eanfase \u00e9 nas disciplinas de portugu\u00eas e matem\u00e1tica. Por qu\u00ea?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> Quando decidem desenhar um curr\u00edculo nacional, os pa\u00edses come\u00e7am por essas duas \u00e1reas e levam anos discutindo isso. A Austr\u00e1lia, que come\u00e7ou a elaborar seu curr\u00edculo em abril de 2008 , iniciou as discuss\u00f5es pelos conte\u00fados de l\u00edngua e matem\u00e1tica. As demais disciplinas ainda est\u00e3o em fase de desenvolvimento e implementa\u00e7\u00e3o. No Brasil, entregamos um esbo\u00e7o de todas as disciplinas ao mesmo tempo, o que tira o foco da discuss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">A proposta de curr\u00edculo foi posta em consulta p\u00fablica e deve ser encaminhada at\u00e9 o melo do ano ao Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um bom processo de constru\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo nacional?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> A consulta p\u00fablica tem valor, porque torna o processo democr\u00e1tico e aberto. O curr\u00edculo reflete nosso projeto de na\u00e7\u00e3o. Mas a consulta n\u00e3o substitui o conhecimento que se acumulou no mundo a respeito do tema. At\u00e9 mesmo pa\u00edses com excelentes sistemas de educa\u00e7\u00e3o olharam para as experi\u00eancias internacionais ao elaborar seu curr\u00edculo nacional. O principal problema com o atual processo de discuss\u00e3o \u00e9 que ele deveria ter sido dividido em etapas. Primeiro, debate-se um documento com o perfil do aluno que queremos formar, os objetivos gerais do curr\u00edculo e sua estrutura. Depois, entra-se no detalhe de cada disciplina de maneira progressiva, come\u00e7ando por disciplinas centrais como l\u00edngua portuguesa e matem\u00e1tica. E o mesmo deve ocorrer com a implementa\u00e7\u00e3o. Ela deve ser gradual, paulatina.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Quanto tempo devemos investir na conclus\u00e3o do curr\u00edculo?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> Um curr\u00edculo nacional n\u00e3o se faz do dia para a noite. O processo \u00e9 longo porque requer um esfor\u00e7o t\u00e9cnico e tamb\u00e9m um esfor\u00e7o pol\u00edtico. \u00c9 mais importante alongar o processo e ter um documento s\u00f3lido e de padr\u00e3o internacional do que correr agora e enfrentar o arrependimento no futuro. Al\u00e9m disso, s\u00e3o necess\u00e1rios no m\u00ednimo dois anos para que as redes de ensino, as escolas e os professores se apropriem desse material.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">O curr\u00edculo proposto \u00e9 adequado em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> Em l\u00edngua portuguesa, os eixos e subeixos de aprendizado n\u00e3o deixam expl\u00edcitos os objetivos da disciplina. No geral, os curr\u00edculos de l\u00edngua nativa adotados em outros pa\u00edses organizam-se em quatro linhas: leitura, escrita, gram\u00e1tica e oralidade. No Canad\u00e1, por exemplo, os eixos s\u00e3o comunica\u00e7\u00e3o oral, leitura e escrita. A l\u00f3gica precisa ser assim, simples. No projeto brasileiro, os eixos aparecem, mas a divis\u00e3o dos objetivos de aprendizagem segue outra l\u00f3gica, sob o guarda-chuva das &#8220;pr\u00e1ticas e campos de atua\u00e7\u00e3o&#8221;. Acontece que um curr\u00edculo n\u00e3o \u00e9 um trabalho acad\u00eamico, mas um documento escrito para qualquer pessoa entender.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) traz o Brasil entre os dez pa\u00edses com pior rendimento escolar em leitura. O projeto pode nos tirar dessa situa\u00e7\u00e3o? <\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Os problemas gerais do projeto se repetem nesse particular. No caso da leitura, deve-se deixar bem claro qual \u00e9 a complexidade do texto que o aluno deve ler em cada ano. N\u00e3o basta dizer que ele deve localizar uma informa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 expl\u00edcita ou impl\u00edcita.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Se o curr\u00edculo for adotado como est\u00e1, o Brasil vai formar bons alunos?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> A expectativa \u00e9 muito baixa em rela\u00e7\u00e3o ao que se espera nos pa\u00edses desenvolvidos. Em compara\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, o que nossos alunos devem estar aptos a fazer no 9o ano, em manejo da l\u00edngua nativa, um americano j\u00e1 faz no 5\u00ba ano. Em matem\u00e1tica, no fim do 1\u00ba ano, um aluno franc\u00eas deve saber contar at\u00e9 100, um canadense ou um americano, at\u00e9 120. O curr\u00edculo prop\u00f5e que se ensine a contar at\u00e9 30 no 1\u00ba ano e at\u00e9 100 no 2\u00ba ano. Jogamos o n\u00edvel l\u00e1 embaixo.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">O projeto ajudaria a equiparar as escolas p\u00fablicas \u00e0s privadas?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> A maior parte das crian\u00e7as de escolas particulares aprende a centena na pr\u00e9-escola. Ou seja, o curr\u00edculo nacional vai aumentar a desigualdade. As escolhas que os pa\u00edses fazem na educa\u00e7\u00e3o t\u00eam impacto no seu futuro. Aonde queremos chegar com esse curr\u00edculo de ambi\u00e7\u00f5es t\u00e3o modestas? Um curr\u00edculo poder\u00e1 ser um excelente instrumento de justi\u00e7a social se der a todos os jovens ferramentas semelhantes para enfrentar a vida ao sa\u00edrem da escola. Se fizer o contr\u00e1rio, criar\u00e1 desigualdades dif\u00edceis de superar.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">Um ponto pol\u00eamico \u00f3 a &#8220;contextualiza\u00e7\u00e3o&#8221;, a ideia de que o ensino deve levar em conta as circunst\u00e2ncias do aluno. Isso funciona?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> A contextualiza\u00e7\u00e3o do ensino \u00e9 importante e necess\u00e1ria. Mas a proposta determina que 60% do conte\u00fado seja ditado pelo curr\u00edculo nacional e 40% seja contextualizado de acordo com a regi\u00e3o do aluno. N\u00e3o sei como essa ideia ser\u00e1 posta em pr\u00e1tica em disciplinas como matem\u00e1tica. \u00c9 um enigma a maneira como os professores obedecer\u00e3o a essas propor\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 7.5pt; line-height: 15pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">A proposta de curr\u00edculo conversa bem com o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dlo (Enem), do jeito que ele \u00f3 aplicado hoje em dia?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\"> \u00c9 injusto medir todos os alunos por um exame universal como o\u00a0<\/span><strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: navy;\">Enem<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">\u00a0se o curr\u00edculo n\u00e3o garante que eles v\u00e3o seguir um caminho comum, que os levar\u00e1 a dominar cada um dos conceitos cobrados no teste.<\/span><\/p>\n<div class=\"gmail_default\" style=\"font-size: small;\"><strong style=\"line-height: 15pt;\"><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333;\">\u00c9 preciso perseverar no prop\u00f3sito de criar um curr\u00edculo \u00fanico?<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Helvetica,sans-serif; color: #333333; line-height: 15pt;\"> Todos os pa\u00edses com bons \u00edndices de educa\u00e7\u00e3o t\u00eam um curr\u00edculo nacional. O curr\u00edculo \u00e9 tamb\u00e9m uma ferramenta para dar a todos os jovens um ponto de partida semelhante em termos de conhecimento, para garantir a igualdade de oportunidades no pa\u00eds. Portanto, se chegarmos a um curr\u00edculo calcado nas melhores pr\u00e1ticas e na melhor experi\u00eancia, estaremos diante de um avan\u00e7o extraordin\u00e1rio.<\/span>\u200b<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>20\/02\/2016 | Base Nacional Comum | Revista Veja | Entrevista | BR &#8220;Jogamos o n\u00edvel l\u00e1 embaixo&#8221; ENTREVISTA I PAULA LOUZANO \u00a0 A especialista em pol\u00edtica educacional diz que a proposta de curr\u00edculo nacional feita pelo governo n\u00e3o estabelece objetivos claros para o aprendizado e vai formar alunos menos preparados que os de outros pa\u00edses RITA LOIOLA A PROPOSTA da\u00a0Base Nacional Comum\u00a0Curricular (BNC) ocupa os dias de Paula Louzano, uma das maiores autoridades brasileiras no\u00a0estudo\u00a0de pol\u00edticas curriculares, desde que foi apresentada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, em setembro do ano passado. 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