{"id":3129,"date":"2023-07-17T14:51:27","date_gmt":"2023-07-17T17:51:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=3129"},"modified":"2023-07-18T15:18:35","modified_gmt":"2023-07-18T18:18:35","slug":"cordao-homenageado-em-sua-terra-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/cordao-homenageado-em-sua-terra-natal\/","title":{"rendered":"Cord\u00e3o homenageado em jornal de Avar\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3131\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01.jpg 800w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01-130x130.jpg 130w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01-400x400.jpg 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-01-600x600.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Acad\u00eamico Francisco Cord\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Jornal <em>A Comarca<\/em> do munic\u00edpio de Avar\u00e9 publicou texto de Gesiel J\u00fanior sobre a trajet\u00f3ria do Acad\u00eamico Francisco Cord\u00e3o com o t\u00edtulo &#8220;O avareense que modernizou a Educa\u00e7\u00e3o Profissional no pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segue a \u00edntegra:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ele perdeu o seu primeiro emprego fixo na reforma do ensino estadual de 1971, quando a Filosofia saiu do curr\u00edculo do curso colegial cl\u00e1ssico. Jovem avareense que apenas iniciava sua carreira, o professor Francisco Cord\u00e3o, o Chico, soube, contudo, escrever um cap\u00edtulo singular nos anais da Educa\u00e7\u00e3o Profissional no Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIronicamente, a perda dessa cadeira me for\u00e7ou a ir a campo e me aprofundar na \u00e1rea da Administra\u00e7\u00e3o Escolar\u201d, revela o estudioso que se especializou em Supervis\u00e3o de Ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>A prematura exclus\u00e3o do magist\u00e9rio estadual motivou-o a buscar caminhos alternativos. Prestou concurso para orientador no Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (Sesc), foi aprovado e l\u00e1 ousou e inovou na educa\u00e7\u00e3o social e comunit\u00e1ria em unidades operativas da institui\u00e7\u00e3o. Seu criativo trabalho logo chamou a aten\u00e7\u00e3o e ele recebeu convite para trabalhar no Servi\u00e7o Nacional do Com\u00e9rcio (Senac), onde desdobrou-se e ampliou os leques do ensino profissionalizante em S\u00e3o Paulo. Inclinado a reformar o sistema de ensino para aprimorar a Educa\u00e7\u00e3o Profissional, Cord\u00e3o optou no Senac por investir em pesquisa, planejamento e avalia\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos, processos, conte\u00fados program\u00e1ticos, arranjos did\u00e1ticos e modalidades de programa\u00e7\u00e3o para conquistar bons resultados. E tais resultados vieram da prepara\u00e7\u00e3o de profissionais que tendo \u201caprendido a aprender e a gerar autonomamente um conhecimento atualizado, inovador, criativo e operativo\u201d, explica, conseguiram incorporar as mais recentes contribui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas das diferentes \u00e1reas do saber.<\/p>\n\n\n\n<p>Cord\u00e3o considera uma b\u00ean\u00e7\u00e3o ter trabalhado por mais de trinta anos no Senac, onde reconhece seus ganhos na conviv\u00eancia humana e profissional com conselheiros, dirigentes, t\u00e9cnicos, professores e funcion\u00e1rios, incluindo os mais humildes. \u201cTive sempre liberdade t\u00e9cnica e fiz o melhor seguindo a pr\u00f3pria consci\u00eancia profissional. Acredito, sem falsa mod\u00e9stia, que pude dar minha contribui\u00e7\u00e3o ao Senac e ao desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o Profissional no Brasil\u201d, diz, ciente de ter cooperado para avan\u00e7os no setor. Para o professor, entretanto, cada dia um novo desafio se apresenta aos mundos do trabalho e da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica no pa\u00eds, marcados pela complexidade das cont\u00ednuas mudan\u00e7as no mundo das ci\u00eancias e das tecnologias com reflexos diretos na organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e na ordem social e econ\u00f4mica. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, segundo Cord\u00e3o, o primeiro grande desafio \u00e9 o de vencer o preconceito contra a Educa\u00e7\u00e3o Profissional, ainda considerada por grande parte dos educadores como uma esp\u00e9cie de Educa\u00e7\u00e3o de segunda categoria, associando-a \u00e0 \u201cforma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra\u201d, reproduzindo, assim, o dualismo existente na sociedade brasileira entre as chamadas \u201celites condutoras\u201d e a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora. \u201cA Educa\u00e7\u00e3o para o trabalho ainda n\u00e3o tem sido tradicionalmente colocada na pauta da sociedade brasileira como um bem universal\u201d, lastima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nascido num s\u00edtio, fil\u00f3sofo e pedagogo pretendia ser padre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neto de exilados espanh\u00f3is e filho de Pedro Parra Cord\u00e3o, Francisco Aparecido Cord\u00e3o nasceu em 21 de mar\u00e7o de 1945. Ainda pequenino, Chico perdeu o pai e coube \u00e0 m\u00e3e, dona Maria Leme de Jesus, na zona rural cri\u00e1-lo junto de Jos\u00e9, seu \u00fanico irm\u00e3o. \u201cNasci no p\u00e9 da Serra de Botucatu, no Bairro dos Rochas, pr\u00f3ximo ao prov\u00e1vel tra\u00e7ado da Trilha Peabiru, nas terras antes ocupadas pelos valorosos \u00edndios Caiu\u00e1s. Vem da\u00ed o meu fasc\u00ednio pelas noites de lua cheia e seu clar\u00e3o nas matas e prados\u201d, descreve emocionado. <\/p>\n\n\n\n<p>Pequena, humilde e improvisada numa antiga tulha. Assim era a primeira escola do futuro educador. Quem o alfabetizou nesse paiol e lhe ensinou matem\u00e1tica e ci\u00eancias por tr\u00eas anos foi a professora Cynira Gon\u00e7alves. \u201cNessa modesta academia escolar multisseriada eu comecei a minha longa jornada para aprender a aprender, a fazer, a conviver e a ser\u201d, conta. Ele lembra alegremente que ap\u00f3s as aulas brincava com as galinhas e os cavalos, bem como plantava cebolas, orientado com carinho pelo padrasto Bertolino de Souza Rocha, o Bertinho, neto do major Vitoriano, fundador de Avar\u00e9. <\/p>\n\n\n\n<p>Aos nove anos Chico mudou-se para a cidade e estudou no Grupo Escolar Matilde Vieira. Seu interesse pela leitura mereceu incentivo de Elvira Scarlato, dona da \u00fanica livraria local que, tocada por v\u00ea-lo vendendo bananas empurrando um pesado carrinho de pedreiro, lhe ofereceu bons livros. \u201cEu era caipira do mato. Assim me chamava o monsenhor Celso Ferreira, de quem fui coroinha. Ele me ensinou a l\u00edngua p\u00e1tria e seu exemplo me fez querer ser padre, pois eu ficava fascinado com seus serm\u00f5es, com sua verve liter\u00e1ria e com sua capacidade de improvisa\u00e7\u00e3o da fala\u201d, relata. <\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca o menino conheceu a sua maior benfeitora: a pianista Esther Pires Novaes. Ela lhe custeou os estudos nos semin\u00e1rios de Botucatu e de S\u00e3o Paulo, onde graduou-se em Teologia. Por\u00e9m, desistiu do sacerd\u00f3cio, optou pelo magist\u00e9rio e lecionou Filosofia por breve per\u00edodo numa escola estadual do Bairro Ipiranga, na capital, onde teve frut\u00edferas experi\u00eancias at\u00e9 ser demitido. \u201cPor tanta generosidade dona Esther merece meu aplauso e minha eterna gratid\u00e3o\u201d, declara. <\/p>\n\n\n\n<p>Casado com a professora Maria Salete Malavazi, hoje, aos 76 anos, Cord\u00e3o dirige a Peabiru \u2013 Consultores Associados em Educa\u00e7\u00e3o. Aposentado, alegra-se por ter mais tempo para curtir o filho Daniel Luiz e os netos Renato Luiz e Jorge Daniel. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conselheiro da Educa\u00e7\u00e3o nas tr\u00eas esferas governamentais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por conta de sua erudi\u00e7\u00e3o e da extensa folha de servi\u00e7os \u00e0 causa do ensino, o professor Cord\u00e3o acompanhou, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, mudan\u00e7as positivas a partir da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 com a aprova\u00e7\u00e3o da Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB), em 1996, e do Plano Nacional da Educa\u00e7\u00e3o (PNE), em 2014. Para cooperar, o pedagogo ocupou postos-chaves ao integrar o Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (do qual foi presidente), o Conselho Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo e a C\u00e2mara de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m presidiu o F\u00f3rum Nacional de Conselhos Estaduais de Educa\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos (ABTD) e deu consultoria ao Programa \u201cAprendendo a aprender\u201d, da Secretaria Estadual de Emprego e Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n\n\n\n<p>Cord\u00e3o representou o Brasil no Mercosul Educacional e no Conselho da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Organiza\u00e7\u00f5es de Treinamento e Desenvolvimento (IFTDO). Com tantas qualifica\u00e7\u00f5es tornou-se conferencista e falou em muitos eventos no Brasil e no exterior. <\/p>\n\n\n\n<p>Autor de artigos e ensaios sobre educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional, desenvolvimento de pessoal e diretrizes curriculares nacionais, em parceria com Francisco de Morais, ele escreveu o livro \u201cEduca\u00e7\u00e3o profissional no Brasil\u201d, em cujas p\u00e1ginas tra\u00e7a um panorama hist\u00f3rico do tema da sua predile\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tantos m\u00e9ritos, o educador avareense foi eleito, em 2009, titular da cadeira 28 da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Gratificado, Cord\u00e3o louva seus professores e os colegas com quem conviveu e trabalhou, num processo de m\u00fatuo aprendizado, ao longo de mais de meio s\u00e9culo de paix\u00e3o pelo magist\u00e9rio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"691\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-691x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3130\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-691x1024.jpg 691w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-202x300.jpg 202w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-768x1138.jpg 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-400x593.jpg 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE-405x600.jpg 405w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cord\u00e3o-APE.jpg 1151w\" sizes=\"auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal A Comarca do munic\u00edpio de Avar\u00e9 publicou texto de Gesiel J\u00fanior sobre a trajet\u00f3ria do Acad\u00eamico Francisco Cord\u00e3o com o t\u00edtulo &#8220;O avareense que modernizou a Educa\u00e7\u00e3o Profissional no pa\u00eds&#8221;. 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