{"id":3320,"date":"2023-09-19T01:43:02","date_gmt":"2023-09-19T04:43:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=3320"},"modified":"2023-09-23T02:08:32","modified_gmt":"2023-09-23T05:08:32","slug":"beatriz-leonel-scavazza-toma-posse-na-academia-paulista-de-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/beatriz-leonel-scavazza-toma-posse-na-academia-paulista-de-educacao\/","title":{"rendered":"Beatriz Leonel Scavazza toma posse na Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/APE_Band_117.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3321\"\/><figcaption>Acad\u00eamica Beatriz Scavazza<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao ocupar a Cadeira de n\u00famero 21 na Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, a professora Beatriz Leonel Scavazza homenageou o patrono da cadeira, Professor Fernando Azevedo. Ela sucedeu o Professor Moacyr Expedito Marret Vaz Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia a \u00edntegra do discurso da professora Bia Scavazza:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Prezado Prof. Hubert Alqu\u00e9res, presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, confrades e confreiras presentes. Prezado Roque Theophilo J\u00fanior, presidente do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, em nome de quem cumprimento os demais conselheiros aqui presentes. <\/p>\n\n\n\n<p>Prof. Mauro Aguiar,\nmembro do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, a quem agrade\u00e7o particularmente pela\nacolhida.<\/p>\n\n\n\n<p>Meus car\u00edssimos\namigos e familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria\ndesnecess\u00e1rio, pelo que \u00e9 evidente, mas \u00e9 obrigat\u00f3rio, pelo dever da gratid\u00e3o,\ndizer a voc\u00eas da honra que representa esta minha investidura na Cadeira 21 da\nAcademia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Suceder nela dois\ngrandiosos professores. O<strong> patrono Fernando de Azevedo<\/strong>, nada menos do que\num pilar da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica brasileira: participou da cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da\nEduca\u00e7\u00e3o em 1930, da elabora\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Manifesto dos Pioneiros da Escola\nNova<\/em>, em 1932, da concep\u00e7\u00e3o da primeira Lei de Diretrizes e Bases da\nEduca\u00e7\u00e3o, em 1961, e da promo\u00e7\u00e3o da Reforma Universit\u00e1ria de 1968, al\u00e9m de ter\nelaborado o anteprojeto e o projeto que deram origem \u00e0 Universidade de S\u00e3o\nPaulo. E<strong> suceder tamb\u00e9m o titular anterior, Moacyr Expedito Marret Vaz Guimar\u00e3es<\/strong>,\num semeador de conhecimento e de escolas, entre as quais a Universidade\nEstadual Paulista (UNESP) \u2014 d\u00e1 a exata dimens\u00e3o do pr\u00eamio que mereci e da\nresponsabilidade que ele me imp\u00f5e. <\/p>\n\n\n\n<p>Fico pensando que\nfoi, talvez, por eu ser fonoaudi\u00f3loga de forma\u00e7\u00e3o que voc\u00eas me escolheram para\numa posi\u00e7\u00e3o t\u00e3o elevada\u2026 <\/p>\n\n\n\n<p>Porque sabiam que\nme deixariam muda de espanto e de alegria, e haveriam de querer que eu logo\nrecuperasse a fala, a tempo de estar aqui hoje!<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o fa\u00e7o\nrefer\u00eancia \u00e0 minha fonoaudiologia apenas para n\u00e3o perder a piada. Embora n\u00e3o se\ndeva desperdi\u00e7ar nenhuma chance de humor, nos tempos sisudos que vivemos\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Eu falo da fonoaudiologia\ntamb\u00e9m para dizer o quanto devo a ela, no meu percurso profissional. E para\nrefletir sobre como a origem da \u00e1rea, originalmente na sa\u00fade, p\u00f4de me levar a\numa academia paulista que n\u00e3o \u00e9 a de medicina, e sim a de educa\u00e7\u00e3o.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>Como ela p\u00f4de me\ntrazer at\u00e9 aqui, para me apresentar a voc\u00eas e agradecer, em boa voz, o\nprivil\u00e9gio de conviver com as maiores express\u00f5es educacionais da minha terra,\nno meu tempo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/APE_Band_124-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3323\"\/><figcaption>Hubert Alqu\u00e9res, Ghisleine Trigo da Silveira, Bia Scavazza e Rose Neubauer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas, antes de dizer\nquem procurei ser na educa\u00e7\u00e3o, fa\u00e7o uma refer\u00eancia r\u00e1pida \u00e0 minha origem\nfamiliar. Para dizer que, al\u00e9m de um punhado de bravas mulheres, eu venho n\u00e3o\nde um, mas de dois Atalibas Leonel. <\/p>\n\n\n\n<p>Dois\nempreendedores, combatentes, homens de a\u00e7\u00e3o. O patriarca do meu cl\u00e3 e o meu\npai. <\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Ataliba,\nfazendeiro e pol\u00edtico, inscreveu o nome nesta cidade pelo que fez como l\u00edder do\nPartido Republicano Paulista e depois como general, comandante da Brigada do\nSul, na Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932. <\/p>\n\n\n\n<p>O engenheiro\nAtaliba, neto dele, me deu a vida e o sobrenome. Hoje ele est\u00e1 com 95 anos e me\ntransmitiu a sua enorme paix\u00e3o por viver. Mais do que isso, cravou nos meus\ngenes o seu esp\u00edrito inquieto, criador, produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Porque eu tamb\u00e9m\nsou, e sempre fui, de &#8220;inventar moda&#8221;, incansavelmente, como a minha\nav\u00f3 Celina, minha Dinda, dizia de n\u00f3s dois. <\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o nasci para\nfazer as coisas do mesmo jeito, nem consigo conviver com o t\u00e9dio. A inquieta\u00e7\u00e3o\n\u00e9 o que me move, sempre adiante, sempre atr\u00e1s de um novo desafio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim desde que\niniciei o meu curso universit\u00e1rio, na PUC de S\u00e3o Paulo, no j\u00e1 distante e ainda\nt\u00e3o pr\u00f3ximo ano de 1971. \u00c0 \u00e9poca, o curso n\u00e3o era reconhecido pelo Minist\u00e9rio\nda Educa\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria fonoaudiologia n\u00e3o era uma atividade regulamentada. A\nluta por essa dupla institucionaliza\u00e7\u00e3o me recrutou imediatamente, t\u00e3o logo\ntive ci\u00eancia dela. <\/p>\n\n\n\n<p>Com um grupo de\ncompanheiras \u2014 Angela Sprenger, Cec\u00edlia Bevilacqua, Cl\u00e9lia Bolaffi, Ded\u00e9 Dias\nGomes, Isis Meira, Lila Puppo, Regina Freire \u2014 eu combati em todos os foros e\natuei em todas as frentes para ter um diploma v\u00e1lido e um campo de trabalho\norganizado e seguro. <\/p>\n\n\n\n<p>Foram 10 anos de\nluta. A primeira vit\u00f3ria, o reconhecimento do curso, veio em 1977. A\nregulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o conseguimos em 1981.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no come\u00e7o dessa\nprimeira d\u00e9cada, ainda estudante universit\u00e1ria de fonoaudiologia, eu me iniciei\nna atividade profissional como professora prim\u00e1ria \u2014 como eram chamadas naquela\n\u00e9poca aquelas que faziam o curso Normal. <\/p>\n\n\n\n<p>Fui trabalhar no\nCol\u00e9gio Santa Maria, aqui em S\u00e3o Paulo. Comecei literalmente no &#8220;ch\u00e3o de\nescola&#8221;, sentada com as crian\u00e7as da ent\u00e3o pr\u00e9-escola, hoje educa\u00e7\u00e3o infantil,\ne as do 1<sup>o<\/sup> grau, hoje ensino fundamental, para compreender as\nsuas necessidades e apoi\u00e1-las, na alfabetiza\u00e7\u00e3o e nas primeiras aprendizagens. <\/p>\n\n\n\n<p>Logo depois, eu\nestava em p\u00e9 diante de classes universit\u00e1rias da PUC, como professora do curso\nem que me formei e ajudei a regulamentar. <\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, eu j\u00e1 estava\ngraduada e j\u00e1 atuava como terapeuta cl\u00ednica. Ainda trabalhava no Col\u00e9gio Santa\nMaria e iniciava a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. E foi quando iniciei outra etapa muito\nimportante da minha vida: a maternidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Sou m\u00e3e de tr\u00eas\npimpolhos \u2014 Ricardo, Roberto e Renata. Os tr\u00eas puderam acompanhar a agita\u00e7\u00e3o da\nm\u00e3e, conviver com as minhas \u201cinven\u00e7\u00f5es de moda\u201d, e me apoiar nesta longa e\nlouca trajet\u00f3ria. Muitas e muitas vezes, os tr\u00eas me acompanhavam durante o\ntrabalho na PUC, onde permaneci por 31 anos. <\/p>\n\n\n\n<p>As experi\u00eancias\nparalelas, na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, na Superior e na pr\u00e1tica cl\u00ednica, convergiram para\na minha disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado \u2014 <em>Estudo da produtividade de estruturas coordenadas\nreduzidas em crian\u00e7as do 1\u00ba grau<\/em> \u2014, que eu defendi tamb\u00e9m em 1981.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu j\u00e1 estava bem\natarefada nesse tempo, como voc\u00eas podem ver. Mas foi na segunda d\u00e9cada do meu\npercurso profissional que o ritmo de trabalho e de produ\u00e7\u00e3o acelerou\nvertiginosamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da doc\u00eancia,\nda pesquisa e da maternidade, eu agora iria experimentar uma atividade nem\nsempre compreendida, e raramente apreciada no meio acad\u00eamico, e que seria a\natividade central na minha vida em anos futuros: <strong>a gest\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro desafio\nnesse campo foi a coordena\u00e7\u00e3o do curso de fonoaudiologia da PUC, que assumi em\n1982. <\/p>\n\n\n\n<p>O cargo ampliou o\nmeu envolvimento com a universidade, como fonte da a\u00e7\u00e3o transformadora que eu\ndesejava empreender. E refor\u00e7ou o meu compromisso com a forma\u00e7\u00e3o do fonoaudi\u00f3logo.\nMais especificamente, com o significado da sua pr\u00e1tica social.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de quatro\nanos, eu coordenei uma reforma curricular que ampliou significativamente as\ndisciplinas voltadas \u00e0 pr\u00e1tica. <\/p>\n\n\n\n<p>Coordenei projetos\nde integra\u00e7\u00e3o da universidade com o ensino de 1\u00ba grau, em S\u00e3o Paulo e em\nRoraima, dentro do programa MEC-SESU. <\/p>\n\n\n\n<p>Criamos atividades\npr\u00e1ticas no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da PUC, nas creches e EMEI da\nPrefeitura de S\u00e3o Paulo, e em escolas de 1\u00ba e 2\u00ba graus.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tanta moda eu\ninventei\u201d, que a Reitoria da PUC me convidou a assumir a rec\u00e9m-criada\nCoordena\u00e7\u00e3o Geral de Est\u00e1gios da universidade. <\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso,\nevidentemente, me permitiu um enorme ac\u00famulo de reflex\u00f5es e convergiu, mais uma\nvez, para uma tese acad\u00eamica. Agora, a de doutorado, que defendi em 1987 na\nPUC, com um t\u00edtulo provocativo: <em>Sobre a Amea\u00e7a de Falar.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por que amea\u00e7a? E\npor que provocativo? <\/p>\n\n\n\n<p>Porque eu notava\nque a fonoaudiologia se colocava como uma ci\u00eancia que, por meio de \u201ca\u00e7\u00f5es\npreventivas&#8221;, pretendia colaborar com a escola na diminui\u00e7\u00e3o do fracasso\nescolar. <\/p>\n\n\n\n<p>Como especialista\nem linguagem ou em problemas de linguagem, o fonoaudi\u00f3logo assumia uma postura\nem que o seu saber t\u00e9cnico-cient\u00edfico espec\u00edfico era usado para detectar,\ntratar e, inclusive, prever problemas de linguagem. <\/p>\n\n\n\n<p>E esses problemas\neram apontados como uma das principais causas das dificuldades escolares\nenfrentadas por algumas crian\u00e7as, principalmente as provenientes da classe\ntrabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Apontei a cria\u00e7\u00e3o\nde artif\u00edcios, inclusive lingu\u00edsticos, que justificavam essa a\u00e7\u00e3o controladora\ne que institu\u00edam uma doen\u00e7a imagin\u00e1ria: a doen\u00e7a &#8220;problemas de\nlinguagem&#8221;. A patologia dos &#8220;falantes-alunos-doentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o meu libelo\ncontra a medicaliza\u00e7\u00e3o excessiva da fonoaudiologia, em favor do seu\nentendimento tamb\u00e9m como ci\u00eancia social. E da compreens\u00e3o de aspectos da <\/p>\n\n\n\n<p>fala n\u00e3o\nnecessariamente como dist\u00farbios, mas como caracter\u00edsticas de grupos sociais, a\nserem entendidas e respeitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi pouca\ncara-virada que enfrentei com esse discurso, de colegas que o viram como amea\u00e7a\nao mercado de trabalho para fonoaudi\u00f3logos, que se abria nas redes de ensino e\nescolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Recado dado e\ndoutoramento conclu\u00eddo, o meu foco se voltou ainda mais para as quest\u00f5es\neducacionais, da forma\u00e7\u00e3o do fonoaudi\u00f3logo e no seu papel junto \u00e0s escolas; &nbsp;no meu pr\u00f3prio papel, como gestora de\natividades para a forma\u00e7\u00e3o de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fa\u00e7o aqui uma\nparada, porque n\u00e3o posso deixar de registrar<\/strong>: no exato momento\nem que finalizei essa etapa acad\u00eamica do meu percurso, eu conheci e me\napaixonei pelo Jo\u00e3o \u2014 Jo\u00e3o Roberto Salazar \u2014, meu companheiro por mais de 34\nanos e com quem aprendi a desfrutar um outro lado da vida: a paix\u00e3o pela\nnatureza e pelos pequenos prazeres. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9ramos muito\ndiferentes. Jo\u00e3o calmo e eu agitada. Ele t\u00edmido e eu expansiva. Mas as nossas\ncaracter\u00edsticas se complementavam e permitiram a constru\u00e7\u00e3o de uma linda\nhist\u00f3ria, que me alimenta at\u00e9 hoje. Al\u00e9m de ganhar tr\u00eas filhos posti\u00e7os, eu\nconstru\u00ed com ele uma bonita fam\u00edlia: seis filhos e nove netos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MAS VOLTANDO \u00c0\nMINHA TRAJET\u00d3RIA PROFISSIONAL<\/strong>\u2026 <\/p>\n\n\n\n<p>Passei, ent\u00e3o, a me\ndedicar ao estudo dos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Eu fazia parte do\nCEPE, o Conselho de Ensino e Pesquisa da universidade, e constatamos que a PUC\nse concentrava em oferecer cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <em>stricto-sensu<\/em>, para\nformar pesquisadores e preparar docentes para o terceiro grau. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas o mercado\ndemandava mais os cursos <em>lato-sensu,<\/em> para profissionais que buscavam\natualiza\u00e7\u00e3o, aprofundamento e especializa\u00e7\u00e3o profissional. <\/p>\n\n\n\n<p>Estava claro que os\ncursos <em>stricto-sensu<\/em> eram insatisfat\u00f3rios para os alunos n\u00e3o-docentes, e\nque havia necessidade de criar ou reorientar os programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o,\npara atender a essa nova clientela. <\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que a CAPES\nreconheceu e incentivou a fazer. E foi o que fizemos, revisando normatiza\u00e7\u00f5es\ninternas puristas, que obstru\u00edam o desenvolvimento dos cursos <em>lato-sensu<\/em>.\n<\/p>\n\n\n\n<p>Esse trabalho me\nconduziu ao pr\u00f3ximo desafio, como integrante da PUC de S\u00e3o Paulo. Aqui j\u00e1 estou\nem 1991, no in\u00edcio da terceira d\u00e9cada de minha vida profissional. <\/p>\n\n\n\n<p>Em parceria com a\nminha querida Angela Sprenger \u2014 colega de classe no curso de fonoaudiologia,\ntamb\u00e9m docente na PUC e parceira de toda a vida, que nos deixou no ano passado\n\u2014, eu assumi uma miss\u00e3o muito maior, e ainda mais definidora do meu perfil\nprofissional atual: a miss\u00e3o de reestruturar e expandir a COGEAE, a\nCoordenadoria Geral de Especializa\u00e7\u00e3o, Aperfei\u00e7oamento e Extens\u00e3o da\nuniversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo <em>front<\/em>\nde batalha seria agora a palavrinha que completava a sigla da <strong>COGEAE<\/strong> \u2014 <strong>a\nextens\u00e3o<\/strong>. E iria envolver todas as \u00e1reas da PUC.<\/p>\n\n\n\n<p>A extens\u00e3o \u00e9 sempre\nproposta como uma das fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da universidade, em conjunto com o ensino\ne a pesquisa. Mas naquele momento, como ainda hoje, \u00e9 a menos prestigiada das\ntr\u00eas no mundo acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda \u00e9 o patinho\nfeio, entre dois cisnes exuberantes e vaidosos. Embora tenha crescido e se\nfortalecido muito, nesses mais de 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas na PUC de 1991,\na extens\u00e3o ainda ocupava um espa\u00e7o pequeno de trabalho efetivo e de reflex\u00e3o,\nquando comparada com o ensino e a pesquisa, o que tornava dif\u00edcil elaborar uma\npol\u00edtica para norte\u00e1-la. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas j\u00e1 eram s\u00f3lidos\nna PUC os pressupostos humanistas de que a universidade deve manter uma rela\u00e7\u00e3o\n\u00edntima com a sociedade, e tem o compromisso de atuar para mudan\u00e7as, com\nconcep\u00e7\u00f5es claras de \u00e9tica e justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, levamos \u00e0\nfrente o desafio de implantar uma pol\u00edtica de extens\u00e3o discutida no Conselho de\nEnsino e Pesquisa. E este foi o tema do meu concurso para professora titular da\nPUC.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse momento\ntamb\u00e9m que nos lan\u00e7amos, decididamente, nas atividades de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia,\nmesmo antes da internet ou em paralelo a ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Usamos a tecnologia\ndo BBS (Bulletin Board System) j\u00e1 em 1994, para cursos experimentais remotos\nvoltados aos empres\u00e1rios de pequenas e m\u00e9dias empresas. Quando a internet\nestreou, em 1995, lan\u00e7amos de imediato cursos de ingl\u00eas instrumental, franc\u00eas e\ntexto empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>E usamos ainda a\ntelevis\u00e3o, a nossa TV PUC, para realizar teleconfer\u00eancias e programas\neducativo-culturais, via sat\u00e9lite ou TV a cabo, inclusive interativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00eas devem ter\nassistido a algum dos programas da s\u00e9rie de filosofia Di\u00e1logos Impertinentes,\nque realizamos em parceria com a Folha de S. Paulo, a NET Brasil e o SESC, com\napresenta\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio Sergio Cortella e dire\u00e7\u00e3o de Gabriel Priolli.<\/p>\n\n\n\n<p>De 1991 a 1996, a\nCOGEAE ofereceu cerca de duas mil atividades para um p\u00fablico direto de\naproximadamente 75 mil pessoas e o setor cresceu 150% na oferta de cursos e\nservi\u00e7os. Aumentou em 190% o n\u00famero de pessoas atendidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia que\nacumulamos na extens\u00e3o da PUC, nessa primeira metade dos anos 90, levamos na\nsegunda metade para a Universidade de Mogi das Cruzes, a convite do Prof.\nRoberto Leal Lobo e Silva. <\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1 assumimos,\nAngela e eu, a Diretoria de Extens\u00e3o e Assuntos Comunit\u00e1rios, outra grande\nexperi\u00eancia fora dos muros da PUC SP, e que permitiu dar o grande salto\nseguinte, em 1999, para a Funda\u00e7\u00e3o Carlos Alberto Vanzolini. <\/p>\n\n\n\n<p>Ali, na Vanzolini, eu\ne Angela assumimos a coordena\u00e7\u00e3o executiva de projetos, da \u00e1rea de Gest\u00e3o de\nTecnologias em Educa\u00e7\u00e3o, <strong>a GTE<\/strong>, como \u00e9 chamada, e que foi conduzida de\nforma brilhante e inspiradora pelo Prof. Guilherme Ary Plonski, como\ncoordenador geral da \u00e1rea por longos 22 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi na GTE que eu\npude juntar o que aprendi sobre processos educacionais, na minha forma\u00e7\u00e3o e\nexperi\u00eancias vividas, ao que fui conhecendo dos processos de opera\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o\ntrazidos da Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o \u2014 a \u00e1rea de origem da Vanzolini.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi a &#8220;engenheirar&#8221;\nsolu\u00e7\u00f5es para problemas educacionais, atendendo \u00e0s necessidades de incont\u00e1veis\nparceiros, entre governos e organiza\u00e7\u00f5es do terceiro setor.<em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O PEC-Forma\u00e7\u00e3o\nUniversit\u00e1ria \u2014 curso de licenciatura plena promovido pelo governo de S\u00e3o Paulo\nno in\u00edcio deste s\u00e9culo, para 6.500 professores normalistas efetivos da rede\nestadual, al\u00e9m de 11.200 das redes municipais de SP em parceria com a UNDIME,\nque coordenamos a convite da Rose Neubauer e Hubert Alqu\u00e9res, sob a orienta\u00e7\u00e3o\nda Profa. Guiomar Namo de Mello \u2014 foi o estopim para mais de duas d\u00e9cadas de\ntrabalho, na \u00e1rea de capacita\u00e7\u00e3o com apoio de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nele que\npudemos desenvolver um modelo de forma\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de redes educacionais em\nlarga escala, aplicado com sucesso em v\u00e1rios projetos posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele gerou a Rede do\nSaber, coordenada por 20 anos por uma equipe que eu pude liderar, e h\u00e1 pouco\ntransformada e ampliada, para constituir o CMSP \u2014 o Centro de M\u00eddias da\nEduca\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo \u2014, que enfrentou o enorme desafio de prover ensino remoto\na milh\u00f5es de estudantes paulistas, durante a pandemia do coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso modelo gerou\ntamb\u00e9m o TecREG \u2014 Programa de Tecnologia para Rede de Escolas de Governo de S\u00e3o\nPaulo, uma iniciativa do Dr. Sidney Beraldo. Gerou ainda o programaSa\u00fade\nem Rede<em>, <\/em>em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje na Secretaria de Sa\u00fade do estado de S\u00e3o\nPaulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um privil\u00e9gio\nparticipar de programas t\u00e3o desafiadores e inovadores. Assim como foi apoiar a\nconstru\u00e7\u00e3o de matrizes e propostas curriculares para o nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o n\u00edvel\nmunicipal, como as que implantamos na rede p\u00fablica de Jundia\u00ed, sob a gest\u00e3o do\nmeu hoje companheiro de Academia, o confrade Prof. Francisco Carbonari, passando\npelo estadual, a convite da Profa. Maria Helena Guimar\u00e3es, com o projeto S\u00e3o\nPaulo Faz Escola e depois o Curr\u00edculo Paulista, at\u00e9 o federal, com a Base\nNacional Comum Curricular, a BNCC, e tamb\u00e9m o novo Ensino M\u00e9dio \u2014 todos eles\nsob a coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica da Profa. Ghisleine Trigo Silveira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/APE_Band_01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3322\"\/><figcaption>Hubert Alqu\u00e9res, Guiomar Namo de Melo, Malu Montoro, Rose Neubauer, Ghisleine Trigo da Silveira, Bia Scavazza e Mauro Aguiar<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na GTE-Vanzolini, criamos\nsolu\u00e7\u00f5es de conte\u00fado e integra\u00e7\u00e3o curricular para a empregabilidade de p\u00fablicos\nespec\u00edficos, como a Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos\/EJA, o Via R\u00e1pida Emprego, o Portal\nCate e o programa Minha Chance.<\/p>\n\n\n\n<p>Participamos da\nelabora\u00e7\u00e3o de propostas para a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas como o Plano\nEstrat\u00e9gico de Economia Criativa do governo de S\u00e3o Paulo, em 2016, da amplia\u00e7\u00e3o\nda capacidade de atendimento da Univesp, em 2017, de programas de apoio \u00e0s\nredes de ensino do pa\u00eds como o Educarede, no in\u00edcio do s\u00e9culo, depois o Portal\nEscola Digital e, ainda, na implementa\u00e7\u00e3o do Programa SP SEM PAPEL executado\npela Prodesp em parceria com o Arquivo P\u00fablico de SP sob a dire\u00e7\u00e3o do Fernando\nPadula. Sempre tendo a inova\u00e7\u00e3o como foco central das solu\u00e7\u00f5es propostas.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuamos no\ndesenvolvimento institucional e na capacita\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o de equipes,\nprincipalmente em redes p\u00fablicas de ensino, autarquias e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos \u2014 como\no Detran-SP, a Prodesp, a Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, a\nSubsecretaria de Servi\u00e7os ao Cidad\u00e3o, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Secretaria de\nEduca\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Norte e tamb\u00e9m do Par\u00e1, dentre tantos outros&#8230; sem\nesquecer dos projetos focados em inova\u00e7\u00e3o apoiados por institui\u00e7\u00f5es de fomento\ncomo BID, BIRD, NESTA e outras\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, durante esse\nper\u00edodo produtivo, com o apoio e intensa participa\u00e7\u00e3o da equipe fant\u00e1stica que\nconstitu\u00edmos ao longo desta caminhada, <strong>cujos nomes eu ficaria aqui horas\ncitando<\/strong>, Angela e eu desenvolvemos uma metodologia pr\u00f3pria, para atender \u00e0s\ndemandas que nos chegavam. <\/p>\n\n\n\n<p>Partindo do\ndiagn\u00f3stico de problemas reais apresentados por parceiros e contratantes, criamos\nsolu\u00e7\u00f5es sob medida, utilizando metodologias inovadoras, replic\u00e1veis em outros\ncen\u00e1rios de forma\u00e7\u00e3o de pessoas e capacita\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o. <\/p>\n\n\n\n<p>Solu\u00e7\u00f5es\nestruturadas em rede e apoiadas em m\u00eddias interativas, al\u00e9m de tecnologias no\nestado da arte, como, mais recentemente, a intelig\u00eancia artificial. <strong>Verdadeiro\ntrabalho de produ\u00e7\u00e3o intelectual que tem a autoria de muitos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, quase 24\nanos depois, eu vivo mais um momento de transi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Deixo a coordena\u00e7\u00e3o\nexecutiva da GTE, para iniciar uma nova etapa em minha vida profissional. Para\nencarar e vencer novos desafios.<\/p>\n\n\n\n<p>Assumo a posi\u00e7\u00e3o de\ndiretora-presidente do <strong>Instituto i<\/strong>\u2014 <strong>Instituto de\nDesenvolvimento de Tecnologias e Inova\u00e7\u00f5es em Educa\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o<\/strong> \u2014, para\nseguir no mesmo rumo, mas por outro caminho. <\/p>\n\n\n\n<p>Para seguir\ndesenvolvendo a\u00e7\u00f5es focadas em promover educa\u00e7\u00e3o, cultura e pol\u00edticas p\u00fablicas,\ne atuar na concep\u00e7\u00e3o, implementa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de projetos de alto impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00f5es e projetos\ncomprometidos com o desenvolvimento sustent\u00e1vel, com a melhoria do atendimento\naos cidad\u00e3os e que possam transformar a vida das pessoas. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>E \u00e9 assim que,\ndepois desse longo percurso, eu concluo com uma constata\u00e7\u00e3o.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o podia\nimaginar, quando tudo come\u00e7ou, mas foi na GTE-Vanzolini que adicionei mais uma\npalavra ao meu sobrenome. <\/p>\n\n\n\n<p>Era Leonel de ber\u00e7o\ne j\u00e1 havia adotado o Scavazza, quando me casei pela primeira vez. Mas me tornei\nconhecida tamb\u00e9m como a &#8220;Bia da Vanzolini&#8221;, pelo tanto que eu e o\ntrabalho nos identificamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora volto a ser\napenas eu mesma, com a hist\u00f3ria que carrego e o nome que constru\u00ed: Beatriz\nLeonel Scavazza.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse nome que voc\u00eas\ninscrevem hoje nesta Academia \u2014 para minha responsabilidade, meu orgulho e\nminha gratid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito obrigada.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao ocupar a Cadeira de n\u00famero 21 na Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, a professora Beatriz Leonel Scavazza homenageou o patrono da cadeira, Professor Fernando Azevedo. Ela sucedeu o Professor Moacyr Expedito Marret Vaz Guimar\u00e3es. Leia a \u00edntegra do discurso da professora Bia Scavazza: &#8220;Prezado Prof. Hubert Alqu\u00e9res, presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, confrades e confreiras presentes. Prezado Roque Theophilo J\u00fanior, presidente do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, em nome de quem cumprimento os demais conselheiros aqui presentes. Prof. Mauro Aguiar, membro do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, a quem agrade\u00e7o particularmente pela acolhida. Meus car\u00edssimos amigos e familiares. 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