{"id":3467,"date":"2023-10-16T09:03:36","date_gmt":"2023-10-16T12:03:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=3467"},"modified":"2024-01-20T12:50:21","modified_gmt":"2024-01-20T15:50:21","slug":"sugestoes-para-a-melhoria-do-ensino-medio-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/sugestoes-para-a-melhoria-do-ensino-medio-brasileiro\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Sugest\u00f5es para a melhoria do ensino m\u00e9dio brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/opiniao\/espaco-aberto\/sugestoes-para-a-melhoria-do-ensino-medio-brasileiro\/\">Publicado, hoje no jornal O Estado de S. Paulo, artigo<\/a> dos Acad\u00eamicos <strong>Francisco A. Cord\u00e3o, Jo\u00e3o C. Palma Filho e Nacim W. Chieco, <\/strong>tamb\u00e9m com autoria do professor <strong>Jos\u00e9 C. Mendes Manzano,<\/strong> com &#8220;algumas sugest\u00f5es e ideias, sob os pressupostos de simplifica\u00e7\u00e3o e efici\u00eancia, sobre curr\u00edculo, forma\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica e bolsa no ensino m\u00e9dio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1017\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-1017x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3468\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-1017x1024.jpeg 1017w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-298x300.jpeg 298w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-768x773.jpeg 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-130x130.jpeg 130w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-400x403.jpeg 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos-596x600.jpeg 596w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/APE-artigo-academicos.jpeg 1290w\" sizes=\"auto, (max-width: 1017px) 100vw, 1017px\" \/><figcaption>Artigo no Estad\u00e3o<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;O ensino m\u00e9dio brasileiro encontra-se em situa\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita e decisiva. Em 2017 foram estabelecidas suas novas regras. A implanta\u00e7\u00e3o esbarrou em obst\u00e1culos e dificuldades: falta de condi\u00e7\u00f5es materiais e tecnol\u00f3gicas, despreparo dos professores e gestores e oferta parcial dos itiner\u00e1rios, al\u00e9m de muita insatisfa\u00e7\u00e3o dos alunos e das fam\u00edlias com a redu\u00e7\u00e3o de conhecimentos requeridos para o ingresso no ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, o MEC determinou consulta aos afetados: alunos, professores, gestores, fam\u00edlias e comunidades. Com os dados obtidos, mudan\u00e7as estariam sendo cogitadas: 80% da carga hor\u00e1ria, ou seja, 2.400 horas, seria reservada para a forma\u00e7\u00e3o comum b\u00e1sica e 20% (600 horas) ficariam para escolha dos estudantes entre dois percursos de aprofundamento \u2013 linguagem e suas tecnologias e ci\u00eancias humanas e sociais aplicadas (Hist\u00f3ria, Geografia, Sociologia e Filosofia) e ci\u00eancias da natureza e Matem\u00e1tica (F\u00edsica, Qu\u00edmica e Biologia) \u2013 ou uma forma\u00e7\u00e3o profissional ou t\u00e9cnica. Simplifica\u00e7\u00e3o sensata e condizente com as demandas e condi\u00e7\u00f5es operacionais das redes e escolas. Trata-se, pois, de reforma da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o para o debate, apresentamos algumas sugest\u00f5es e ideias, sob os pressupostos de simplifica\u00e7\u00e3o e efici\u00eancia, sobre curr\u00edculo, forma\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica e bolsa no ensino m\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece ser adequada a substitui\u00e7\u00e3o dos cinco itiner\u00e1rios pelos dois percursos de aprofundamento mais a forma\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica. Pertinentes, tamb\u00e9m, as 3 mil horas de carga hor\u00e1ria m\u00ednima. Com o aprofundamento, a distribui\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria poderia ser mais simples. Sugerimos que dois ter\u00e7os \u2013 ou seja, 2 mil horas \u2013 sejam destinados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o comum b\u00e1sica, com predom\u00ednio de Portugu\u00eas e Matem\u00e1tica. Nesta fase, o curr\u00edculo poderia ser integralizado com outros dez componentes: l\u00edngua estrangeira moderna, Hist\u00f3ria, Geografia, F\u00edsica, Qu\u00edmica, Biologia, Sociologia, Filosofia, artes e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. A interdisciplinaridade seria promovida pelas escolas e por professores, desde a intera\u00e7\u00e3o em projetos ocasionais at\u00e9 a integra\u00e7\u00e3o curricular de dois ou mais componentes no planejamento, na pr\u00e1tica docente e na avalia\u00e7\u00e3o. Nesse formato, seriam cinco horas di\u00e1rias, 25 semanais e mil anuais. Ainda n\u00e3o seria jornada integral, mas caminharia para tal.<\/p>\n\n\n\n<p>As mil horas de aprofundamento do terceiro ano teriam a seguinte distribui\u00e7\u00e3o: 20% (200 horas) de parte nuclear da forma\u00e7\u00e3o comum b\u00e1sica, com Portugu\u00eas, Matem\u00e1tica, l\u00edngua estrangeira moderna, artes e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mais fundamentos de inform\u00e1tica. As 800 horas restantes continuariam com Portugu\u00eas e Matem\u00e1tica e foco, segundo a escolha de cada aluno, em um dos dois percursos. Para viabilizar o ensino m\u00e9dio noturno, 20% do total, isto \u00e9, 600 horas, poderia ser oferecido a dist\u00e2ncia. Os cursos de ensino m\u00e9dio passariam, gradativamente, a ter carga hor\u00e1ria de 3.600 horas e 1.200 anuais. Os formandos das \u00e1reas de aprofundamento estar\u00e3o preparados para os estudos superiores, para a vida e para o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A oferta da forma\u00e7\u00e3o profissional e t\u00e9cnica no terceiro ano do ensino m\u00e9dio \u00e9 adequada e deve ser expandida. O ensino m\u00e9dio profissionalizante, com seus cursos t\u00e9cnicos previamente escolhidos pelos alunos, estaria integralizado com 2.800, 3 mil ou 3.200 horas, no caso de cursos t\u00e9cnicos, respectivamente, de 800, ou mil, ou 1.200 horas. Na hip\u00f3tese de 3.200 horas, a institui\u00e7\u00e3o de ensino deve buscar condi\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o das 200 horas adicionais. As estrat\u00e9gias de oferta de curso t\u00e9cnico continuariam sendo a integrada, a concomitante e a subsequente ao ensino m\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaria mantida a concep\u00e7\u00e3o presente na reforma de 2017 de que a profissionaliza\u00e7\u00e3o no ensino m\u00e9dio n\u00e3o se restringe aos cursos t\u00e9cnicos. Poderiam ser oferecidos e escolhidos cursos de forma\u00e7\u00e3o inicial ou qualifica\u00e7\u00e3o profissional, inclu\u00edda a aprendizagem profissional, com dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 200 horas. Neste caso, as institui\u00e7\u00f5es de ensino deveriam completar as 3 mil horas com os componentes curriculares da forma\u00e7\u00e3o comum b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal causa do n\u00e3o ingresso e da evas\u00e3o no ensino m\u00e9dio \u00e9 a baixa condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica de vasto contingente de adolescentes na faixa de 15 anos a 17 anos de idade. Muitos jovens abandonam a escola ou nem mesmo nela ingressam por dificuldades financeiras, passando a trabalhar para ajudar no or\u00e7amento familiar. Entendemos que o \u00eaxito de uma nova reforma requer a cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a matr\u00edcula, a perman\u00eancia e a conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio na idade certa.<\/p>\n\n\n\n<p>Propomos a cria\u00e7\u00e3o de bolsa para o ensino m\u00e9dio, para apoio aos jovens considerados economicamente vulner\u00e1veis. Isso, por si s\u00f3, n\u00e3o soluciona todos os problemas. H\u00e1 outros fatores em jogo, destacando-se a forma\u00e7\u00e3o e a valoriza\u00e7\u00e3o do magist\u00e9rio e a amplia\u00e7\u00e3o e melhoria da base f\u00edsica. Sem a bolsa, por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de que tal solu\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a, pois ela constitui requisito m\u00ednimo indispens\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o do almejado ensino m\u00e9dio de excel\u00eancia para todos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>*<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/APE-Cordao-Palma-e-Nacim-e-Manzano-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3297\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p> <br><strong>Francisco A. Cord\u00e3o, Jo\u00e3o C. Palma Filho, Jos\u00e9 C. Mendes Manzano e Nacim W. Chieco:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00c3O, RESPECTIVAMENTE, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE EDUCA\u00c7\u00c3O (APE), EX-PRESIDENTE DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCA\u00c7\u00c3O DE SP E DA C\u00c2MARA DE EDUCA\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA DO CONSELHO NACIONAL DE EDUCA\u00c7\u00c3O; MEMBRO DA APE, EX-SECRET\u00c1RIO ADJUNTO DA SECRETARIA DE EDUCA\u00c7\u00c3O DO ESTADO DE SP; MEMBRO DO F\u00d3RUM DA EDUCA\u00c7\u00c3O PROFISSIONAL DO ESTADO DE SP, EX-AUDITOR EDUCACIONAL DO SENAI DE SP; E MEMBRO DA APE, EX-PRESIDENTE DOS CONSELHOS ESTADUAL E MUNICIPAL DE EDUCA\u00c7\u00c3O DE SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado, hoje no jornal O Estado de S. Paulo, artigo dos Acad\u00eamicos Francisco A. Cord\u00e3o, Jo\u00e3o C. Palma Filho e Nacim W. Chieco, tamb\u00e9m com autoria do professor Jos\u00e9 C. 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