{"id":3659,"date":"2023-12-26T10:53:55","date_gmt":"2023-12-26T13:53:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=3659"},"modified":"2024-01-20T12:38:51","modified_gmt":"2024-01-20T15:38:51","slug":"artigo-nacionalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-nacionalidade\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Nacionalidade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"655\" height=\"468\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3458\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image.png 655w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-300x214.png 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-400x286.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><figcaption> <br><strong><em>Jos\u00e9 Renato Nalini \u00e9 Membro da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o. Foi Secret\u00e1rio Estadual de Educa\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Nacionalidade \u00e9 um valor insculpido na consci\u00eancia coletiva. Indica a filia\u00e7\u00e3o individual a uma na\u00e7\u00e3o. A ideia de na\u00e7\u00e3o \u00e9 emotiva e perigosa. Ernest Renan a conceituou com rara propriedade: os ossos dos antepassados, a hist\u00f3ria e a tradi\u00e7\u00e3o comuns. A contempla\u00e7\u00e3o dos futuros, daqueles que ainda h\u00e3o de nascer. A vontade de permanecer juntos e de partilhar o mesmo acervo memorial afetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que o planeta encolheu. Corre os mesmos ricos, seja qual for o canto ou latitude. Em nome de nacionalidades, expulsa-se o morador de um espa\u00e7o f\u00edsico, tornando-o n\u00f4made. O drama dos refugiados.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 nacionalidades de ado\u00e7\u00e3o. Aqueles que deixam o torr\u00e3o natal e se estabelecem, com \u00e2nimo definitivo, em outra p\u00e1tria. Merecem acolhida e identidade de tratamento. Principalmente em Rep\u00fablicas que elegeram o princ\u00edpio da dignidade humana como norteador de tudo o que se possa fazer dentro de seu territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil j\u00e1 foi mais generoso para com o estrangeiro. Jos\u00e9 Maria Lisboa, por exemplo, portugu\u00eas de nascimento, prestou servi\u00e7os pol\u00edticos \u00e0 Rep\u00fablica. Participou da primeira Constituinte e da primeira Legislatura. Jamais amealhou um centavo do subs\u00eddio que distribuiu a institui\u00e7\u00f5es de caridade. Na mesma ocasi\u00e3o foram deputados o alem\u00e3o Alberto Kuhlmann e o italiano Miguel Arcanjo Camarano. Foram substitu\u00eddos, na 2\u00aa legislatura, pelos estrangeiros Carlos Jerke, Samuel Malfati e Samuel Saul. Permitia-se, ent\u00e3o, ao peregrino de morada no Brasil, em 15 de novembro de 1889, sem protesto de nacionalidade, o direito de assento no Congresso Paulista. O objetivo era dar maior efici\u00eancia \u00e0 grande naturaliza\u00e7\u00e3o trazida pela Rep\u00fablica. Depois disso, embora a lei fundamental paulista autorizasse a elei\u00e7\u00e3o de estrangeiros naturalizados, houve um s\u00f3 no congresso: o deputado Jos\u00e9 Pereira de Matos, natural de Tr\u00e1s-os-Montes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado originalmente no jornal Jundia\u00ed Agora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Nacionalidade \u00e9 um valor insculpido na consci\u00eancia coletiva. Indica a filia\u00e7\u00e3o individual a uma na\u00e7\u00e3o. A ideia de na\u00e7\u00e3o \u00e9 emotiva e perigosa. Ernest Renan a conceituou com rara propriedade: os ossos dos antepassados, a hist\u00f3ria e a tradi\u00e7\u00e3o comuns. A contempla\u00e7\u00e3o dos futuros, daqueles que ainda h\u00e3o de nascer. A vontade de permanecer juntos e de partilhar o mesmo acervo memorial afetivo. S\u00f3 que o planeta encolheu. Corre os mesmos ricos, seja qual for o canto ou latitude. Em nome de nacionalidades, expulsa-se o morador de um espa\u00e7o f\u00edsico, tornando-o n\u00f4made. O drama dos refugiados. H\u00e1 nacionalidades de ado\u00e7\u00e3o. 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