{"id":4725,"date":"2024-09-02T11:00:00","date_gmt":"2024-09-02T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=4725"},"modified":"2024-09-03T11:00:54","modified_gmt":"2024-09-03T14:00:54","slug":"artigo-a-urgencia-e-semear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-a-urgencia-e-semear\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; A urg\u00eancia \u00e9 semear"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/APE-Nalini-03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3974\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>por Jos\u00e9 Renato Nalini<\/p>\n\n\n\n<p>Elei\u00e7\u00f5es est\u00e3o chegando. As promessas eleitorais precisam contemplar o assunto mais s\u00e9rio de que a humanidade pode se ocupar: as emerg\u00eancias clim\u00e1ticas.<br><br>2023 foi o ano mais quente da Hist\u00f3ria. S\u00f3 que 2024 est\u00e1 batendo todos os recordes. E o que faz com que a temperatura da Terra aumente de maneira assustadora? Uma s\u00e9rie de causas. A emiss\u00e3o excessiva de gases causadores do efeito estufa, mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, \u00e0 base de petr\u00f3leo. A energia estacion\u00e1ria, pois quanto mais necessitamos de energia el\u00e9trica, mais o mundo se aquece. Por fim, mas n\u00e3o menos importante, a exagerada produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduo s\u00f3lido. Aquilo que antigamente cham\u00e1vamos \u201clixo\u201d agora \u00e9 assim chamado, e com raz\u00e3o, porque quase tudo \u2013 ou praticamente tudo \u2013 o que se descarta possui algum valor.<br><br>Quando a civiliza\u00e7\u00e3o atinge um n\u00edvel superior ao nosso, a log\u00edstica reversa funciona. Ou seja: quem fabrica algo que tem um ciclo de utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigado a acompanhar esse ciclo e, ao seu final, dar destina\u00e7\u00e3o correta ao que sobrar. \u00c9 o que acontece no Primeiro Mundo. Rico n\u00e3o perde dinheiro. Ao contr\u00e1rio: sabe faz\u00ea-lo crescer. Aqui, n\u00e3o. \u00c9 o Poder P\u00fablico que, com o dinheiro do contribuinte, gasta quantia extraordin\u00e1ria para varri\u00e7\u00e3o e coleta de res\u00edduo s\u00f3lido.<br><br>Mas algo que \u00e9 poss\u00edvel fazer para reduzir a temperatura e evitar mortes, j\u00e1 que o calor mata mais do que o frio, \u00e9 devolver \u00e0 natureza as \u00e1rvores que dela foram subtra\u00eddas por insensatez, insensibilidade, ignor\u00e2ncia ou insanidade.<br><br>Temos aqui a nossa preciosa Serra do Japi, mas \u00e9 f\u00e1cil enxergar de longe que h\u00e1 espa\u00e7os que foram degradados. A vegeta\u00e7\u00e3o que ali estava precisa ser recomposta. Para isso, a Prefeitura deve servir-se de metodologia praticada em v\u00e1rios lugares. Na \u00e1rea devastada de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e, mais recentemente, no Rio Grande do Sul, flagelado com as intensas chuvas de maio.<br><br>Uma opera\u00e7\u00e3o a\u00e9rea lan\u00e7ou ali mais de cinco milh\u00f5es de sementes para recuperar a vegeta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas atingidas. Dois helic\u00f3pteros do Ex\u00e9rcito e um da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal sobrevoaram a regi\u00e3o e distribu\u00edram sementes em pequenas buchas de papel germinativo, mat\u00e9ria biodegrad\u00e1vel, para facilitar a absor\u00e7\u00e3o e a germina\u00e7\u00e3o.<br><br>A Ambimar, empresa ambiental, tamb\u00e9m faz esse arremesso a\u00e9reo, servindo-se de drones. C\u00e1psulas de medicamento que n\u00e3o seguem o padr\u00e3o s\u00e3o destinadas a abrigar sementes e fertilizantes. Esp\u00e9cies nativas s\u00e3o pr\u00f3prias para repovoar \u00e1reas em que as grandes \u00e1rvores desapareceram.<br>A \u00e1rvore faz com que haja redu\u00e7\u00e3o de cinco a dez graus na temperatura. Faz com que a \u00e1gua desaparecida reapare\u00e7a. Ocasiona chuva. Equilibra o microclima. \u00c1rvore \u00e9 tudo o que \u00e9 bom.<br><br>Esse \u00e9 um programa que deveria constar do projeto de gest\u00e3o de quem se disp\u00f5e a assumir a Prefeitura de uma cidade que tem o privil\u00e9gio de contar com a Serra do Japi, \u00faltimo remanescente da Mata Atl\u00e2ntica na regi\u00e3o. E mostrar preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o daquilo que n\u00e3o foi obra humana, mas oferta gratuita da natureza, que cabe \u00e0s gera\u00e7\u00f5es atuais manterem o quanto poss\u00edvel intacta, para que as gera\u00e7\u00f5es do amanh\u00e3 tamb\u00e9m usufruam dela.<br><br>Pode ser que nem toda a cidadania considere essa quest\u00e3o a mais s\u00e9ria, a mais grave, a mais importante. Mas \u00e9, sem d\u00favida, a mais urgente. A Terra est\u00e1 doente. N\u00e3o cuidar dela \u00e9 chamar cat\u00e1strofes que j\u00e1 ocorrem no restante do globo e que, seguramente, podem acontecer aqui tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jos\u00e9 Renato Nalini \u00e9 Reitor, docente de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e Secret\u00e1rio-Executivo das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de S\u00e3o Paulo (jose-nalini@uol.com.br)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Jos\u00e9 Renato Nalini Elei\u00e7\u00f5es est\u00e3o chegando. 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