{"id":5102,"date":"2025-02-07T18:46:00","date_gmt":"2025-02-07T21:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5102"},"modified":"2025-02-09T11:51:57","modified_gmt":"2025-02-09T14:51:57","slug":"artigo-a-escola-nao-pode-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-a-escola-nao-pode-tudo\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; A Escola n\u00e3o pode tudo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"217\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/carbonari-04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5036\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/carbonari-04.jpg 350w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/carbonari-04-300x186.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>por Francisco Carbonari<\/p>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio do ano trouxe uma sucess\u00e3o de not\u00edcias sobre problemas envolvendo as escolas paulistas. Casos de bullying, grupos de WhatsApp agressivos, proibi\u00e7\u00e3o do uso de celulares e a viol\u00eancia de um modo geral foram amplamente divulgados. Embora essas quest\u00f5es n\u00e3o sejam, em ess\u00eancia, de responsabilidade exclusiva da escola, elas acabam impactando diretamente o ambiente escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>No mundo contempor\u00e2neo, as escolas enfrentam desafios que v\u00e3o muito al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es que sempre desempenharam, de ensinar. Tornaram-se institui\u00e7\u00f5es que lidam com problemas sociais, emocionais e familiares que, em muitos casos, n\u00e3o deveriam ser de sua responsabilidade exclusiva e sem que tenham estrutura para lidar com eles. A crise da organiza\u00e7\u00e3o familiar, a fragilidade dos la\u00e7os comunit\u00e1rios e o enfraquecimento de outras institui\u00e7\u00f5es sociais fizeram que a escola se tornasse, o \u00fanico espa\u00e7o de refer\u00eancia e acolhimento para muitas crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum ouvirmos que a solu\u00e7\u00e3o dos problemas do Brasil passa pela educa\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m duvida disso. No entanto, essa afirma\u00e7\u00e3o muitas vezes carrega um equ\u00edvoco: a ideia de que cabe exclusivamente \u00e0 escola essa miss\u00e3o. Com isso, sociedade e fam\u00edlias transferem para a institui\u00e7\u00e3o de ensino responsabilidades que deveriam ser compartilhadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os professores, tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas deste processo. Al\u00e9m de ensinar e formar cidad\u00e3os, s\u00e3o&nbsp; frequentemente chamados a atuar como psic\u00f3logos, assistentes sociais e mediadores de conflitos familiares. O agravamento das desigualdades sociais, o aumento dos problemas emocionais e a desestrutura\u00e7\u00e3o familiar tornam a escola alvo de cobran\u00e7as por resultados que dependem de fatores que est\u00e3o fora do seu controle.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que escola, sozinha, n\u00e3o&nbsp; resolver\u00e1 problemas complexos como a viol\u00eancia, o uso de drogas ou a excessiva exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s telas. Na realidade, ela enfrenta dificuldades at\u00e9 mesmo para cumprir sua fun\u00e7\u00e3o mais b\u00e1sica: ensinar a ler e a escrever com qualidade. Seus limites s\u00e3o evidentes, e esperar que assuma sozinha desafios estruturais de toda a sociedade \u00e9 ing\u00eanuo e injusto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a escola permanece como uma das poucas institui\u00e7\u00f5es que funcionam de maneira organizada e sistem\u00e1tica na forma\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es. No entanto, sem um esfor\u00e7o coletivo para fortalecer a parceria entre escola, fam\u00edlia e comunidade, corremos o risco de sobrecarregar o sistema educacional, sem oferecer solu\u00e7\u00f5es reais.<\/p>\n\n\n\n<p>Se queremos mudan\u00e7as efetivas, \u00e9 preciso entender que a escola n\u00e3o pode tudo. O envolvimento da sociedade \u00e9 indispens\u00e1vel. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, um caminho essencial para um futuro melhor, mas sua constru\u00e7\u00e3o depende de um esfor\u00e7o coletivo, e n\u00e3o da responsabilidade exclusiva da escola.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Francisco Carbonari O in\u00edcio do ano trouxe uma sucess\u00e3o de not\u00edcias sobre problemas envolvendo as escolas paulistas. Casos de bullying, grupos de WhatsApp agressivos, proibi\u00e7\u00e3o do uso de celulares e a viol\u00eancia de um modo geral foram amplamente divulgados. 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