{"id":5112,"date":"2025-02-10T08:41:00","date_gmt":"2025-02-10T11:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5112"},"modified":"2025-04-29T10:53:00","modified_gmt":"2025-04-29T13:53:00","slug":"tres-mestras-e-o-legado-da-forca-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/tres-mestras-e-o-legado-da-forca-feminina\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Tr\u00eas mestras e o legado da for\u00e7a feminina"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"769\" height=\"433\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5113\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-1.png 769w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-1-300x169.png 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/image-1-400x225.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 769px) 100vw, 769px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marina Colasanti<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>por Hubert Alqu\u00e9res<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/hubert-alqueres-80a18252\/\"><\/a>Nos \u00faltimos dias, o Brasil despediu-se de tr\u00eas mulheres admir\u00e1veis: <strong>L\u00e9a da Cruz Fagundes<\/strong>, <strong>Mar\u00edlia de Andrade<\/strong> e <strong>Marina Colasanti<\/strong>. Cada uma, em suas respectivas \u00e1reas, deixou marcas profundas na educa\u00e7\u00e3o, na arte e na literatura.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ember550\">Suas trajet\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o apenas um testemunho de realiza\u00e7\u00f5es individuais, mas um reflexo da garra das mulheres brasileiras, que enfrentam as adversidades de uma sociedade desigual para construir um legado de resist\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.licdn.com\/dms\/image\/v2\/D4D12AQEW4z-1m6hoBA\/article-inline_image-shrink_1000_1488\/article-inline_image-shrink_1000_1488\/0\/1738201774853?e=1744848000&amp;v=beta&amp;t=Ad-W3wXL45Y9KQcHYFwNFfpX2xKq1T9d_lD9e1noC04\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">L\u00e9a da Cruz Fagundes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"ember553\">A professora <strong>L\u00e9a da Cruz Fagundes<\/strong>, em\u00e9rita da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dedicou mais de seis d\u00e9cadas ao ensino e \u00e0 pesquisa. Com forma\u00e7\u00e3o em Pedagogia e Psicologia, destacou-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores e \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o dos processos de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Nos \u00faltimos 40 anos, seu foco esteve na integra\u00e7\u00e3o das tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o, especialmente no desenvolvimento de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas inovadoras para a forma\u00e7\u00e3o de docentes e estudantes da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Sua atua\u00e7\u00e3o no Laborat\u00f3rio de Estudos Cognitivos (LEC) da UFRGS foi crucial para avan\u00e7os significativos no uso de ferramentas digitais no ensino, sempre com o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento e promover a inova\u00e7\u00e3o educacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.licdn.com\/dms\/image\/v2\/D4D12AQGNmkP29aYFOA\/article-inline_image-shrink_1500_2232\/article-inline_image-shrink_1500_2232\/0\/1738201813871?e=1744848000&amp;v=beta&amp;t=3pHLYOzEB0NtQMayGtvSZi1hB5n-O8D1TGPNNjhFRTk\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mar\u00edlia de Andrade<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"ember556\">J\u00e1 <strong>Mar\u00edlia de Andrade<\/strong>, filha do modernista Oswald de Andrade, destacou-se n\u00e3o s\u00f3 no campo art\u00edstico, mas tamb\u00e9m como defensora das causas feministas e das quest\u00f5es de g\u00eanero. Seus trabalhos acad\u00eamicos, publicados nos <em>Cadernos de Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas<\/em>, demonstram como os estere\u00f3tipos culturais limitam o desenvolvimento das crian\u00e7as, especialmente no que diz respeito aos comportamentos considerados \u201capropriados\u201d para cada sexo. A partir desses estudos, realizou, com Eliane Bandeira, tr\u00eas filmes premiados sobre o impacto desses estere\u00f3tipos. Mar\u00edlia tamb\u00e9m liderou projetos culturais importantes, como document\u00e1rios sobre artes\u00e3s em comunidades pobres do Nordeste, onde evidenciou seu compromisso com a promo\u00e7\u00e3o da igualdade e a valoriza\u00e7\u00e3o do papel da mulher na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ember557\">No campo da dan\u00e7a, Mar\u00edlia foi uma figura central. Formada em Psicologia, dedicou-se desde cedo a essa \u00e1rea, atuando como int\u00e9rprete, core\u00f3grafa e pesquisadora. Em 1981, ingressou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde foi fundamental na cria\u00e7\u00e3o do Departamento de Artes Corporais e do curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Dan\u00e7a. Seus espet\u00e1culos, como <em>Impress\u00f5es Brasileiras<\/em>, homenagearam personalidades da nossa cultura e buscaram resgatar uma linguagem nacional para a dan\u00e7a, refletindo sua vis\u00e3o de que a arte pode ser um ve\u00edculo de cr\u00edtica social e celebra\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes culturais brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ember558\">A escritora, tradutora e jornalista, <strong>Marina Colasanti<\/strong>, construiu uma carreira liter\u00e1ria que atravessa g\u00eaneros e gera\u00e7\u00f5es. Autora de contos, poesias e literatura infantil, recebeu pr\u00eamios como o Jabuti, consolidando-se como uma das principais figuras da literatura contempor\u00e2nea no Brasil. Sua escrita, marcada pela sensibilidade e profundidade, explora temas como o amor, a solid\u00e3o e os dilemas da condi\u00e7\u00e3o humana, sempre com uma linguagem l\u00edrica e envolvente. Marina tamb\u00e9m foi uma voz proeminente no feminismo brasileiro, utilizando sua literatura para questionar estere\u00f3tipos e promover a emancipa\u00e7\u00e3o feminina. Suas obras n\u00e3o apenas abordam a opress\u00e3o e a busca por autonomia, mas inspiram gera\u00e7\u00f5es de mulheres a reconhecerem seu valor e lutarem pelos seus direitos.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ember559\">A vida dessas tr\u00eas mulheres simboliza a for\u00e7a de tantas outras que, apesar das barreiras impostas pela desigualdade de g\u00eanero e pela falta de oportunidades, conseguem se destacar em diferentes \u00e1reas do conhecimento e da cultura. O exemplo de L\u00e9a, que transformou a escola por meio da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica; de Mar\u00edlia, que aliou arte e ativismo em prol da igualdade de g\u00eanero; e de Marina, que usou a literatura como meio de emancipa\u00e7\u00e3o e questionamento, nos ensina que as barreiras podem ser superadas com resili\u00eancia, determina\u00e7\u00e3o e compromisso.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ember560\">Elas s\u00e3o prova de que \u00e9 poss\u00edvel transformar realidades e s\u00e3o inspira\u00e7\u00e3o para todos que buscam um Brasil mais inclusivo e rico em express\u00f5es culturais.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ember561\">Ao celebrarmos suas vidas, reconhecemos a import\u00e2ncia de suas contribui\u00e7\u00f5es e reafirmamos nosso compromisso em continuar o seu legado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Hubert Alqu\u00e9res Nos \u00faltimos dias, o Brasil despediu-se de tr\u00eas mulheres admir\u00e1veis: L\u00e9a da Cruz Fagundes, Mar\u00edlia de Andrade e Marina Colasanti. 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