{"id":5391,"date":"2025-06-02T12:34:00","date_gmt":"2025-06-02T15:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5391"},"modified":"2025-06-03T12:36:49","modified_gmt":"2025-06-03T15:36:49","slug":"artigo-a-tragedia-do-analfabetismo-funcional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-a-tragedia-do-analfabetismo-funcional\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; A trag\u00e9dia do analfabetismo funcional"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"361\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5392\" style=\"width:473px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-3.png 605w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-3-300x179.png 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/image-3-400x239.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>por Francisco Carbonari<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pensamos em analfabetismo, a primeira ideia que nos vem \u00e9 a das pessoas que n\u00e3o sabem ler, escrever e contar. Geralmente as pessoas mais velhas que n\u00e3o tiveram a oportunidade de frequentar escolas. No entanto, existe um outro analfabetismo, t\u00e3o dram\u00e1tico, que \u00e9 o analfabetismo funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados divulgados em maio pelo Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), coordenado pela ONG A\u00e7\u00e3o Educativa, revelam uma realidade inquietante: 29% da popula\u00e7\u00e3o brasileira entre 15 e 64 anos \u00e9 formada por analfabetos funcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas consideradas analfabetas funcionais &nbsp;t\u00eam dificuldades para realizar tarefas cotidianas b\u00e1sicas que envolvem leitura, escrita e c\u00e1lculos elementares, mesmo sabendo &#8220;ler e escrever&#8221;. Veja alguns exemplos concretos, apresentados pela pesquisa, de atividades do dia a dia que esse grupo geralmente n\u00e3o consegue realizar de forma aut\u00f4noma: ler uma bula de rem\u00e9dio para identificar a dosagem correta; interpretar um aviso em um local p\u00fablico (como &#8220;proibido estacionar das 18h \u00e0s 6h&#8221;); seguir instru\u00e7\u00f5es escritas em uma embalagem, como modo de preparo de um alimento ou instru\u00e7\u00f5es de uso de um produto de limpeza; preencher um formul\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea de matem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 muito diferente. As dificuldades se apresentam em como calcular o troco ao fazer uma compra simples em dinheiro; comparar pre\u00e7os em uma promo\u00e7\u00e3o, entendendo o que realmente est\u00e1 mais barato; fazer a leitura de contas, como \u00e1gua e luz, compreendendo a data de vencimento; entender um extrato banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dificuldade se apresenta tamb\u00e9m em a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, como participar de uma reuni\u00e3o de condom\u00ednio ou de uma reuni\u00e3o de pais na escola, entendendo o que est\u00e1 sendo discutido.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses exemplos mostram que o analfabetismo funcional vai muito al\u00e9m de n\u00e3o saber ler ou escrever palavras \u2014 trata-se da incapacidade de usar a leitura, a escrita e o racioc\u00ednio matem\u00e1tico de forma eficaz na vida real.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa destaca tamb\u00e9m que 27% dos trabalhadores brasileiros s\u00e3o analfabetos funcionais. Mesmo entre aqueles com ensino superior completo, 12% se encontram nesse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m revela disparidades entre diferentes grupos da popula\u00e7\u00e3o. Entre os brancos, 28% s\u00e3o analfabetos funcionais, enquanto entre a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 de 30%. Entre amarelos e ind\u00edgenas, sobe para 47%.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado relevante \u00e9 que o Brasil n\u00e3o avan\u00e7ou na redu\u00e7\u00e3o do analfabetismo funcional nos \u00faltimos anos. O \u00edndice apurado na pesquisa em 2018, permaneceu inalterado em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A supera\u00e7\u00e3o do analfabetismo funcional \u00e9 essencial para garantir o pleno exerc\u00edcio da cidadania, pois impede milh\u00f5es de brasileiros de terem autonomia em suas escolhas e at\u00e9 acessarem seus direitos b\u00e1sicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Francisco Carbonari Quando pensamos em analfabetismo, a primeira ideia que nos vem \u00e9 a das pessoas que n\u00e3o sabem ler, escrever e contar. Geralmente as pessoas mais velhas que n\u00e3o tiveram a oportunidade de frequentar escolas. No entanto, existe um outro analfabetismo, t\u00e3o dram\u00e1tico, que \u00e9 o analfabetismo funcional. Os dados divulgados em maio pelo Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), coordenado pela ONG A\u00e7\u00e3o Educativa, revelam uma realidade inquietante: 29% da popula\u00e7\u00e3o brasileira entre 15 e 64 anos \u00e9 formada por analfabetos funcionais. 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