{"id":5681,"date":"2025-10-20T08:51:16","date_gmt":"2025-10-20T11:51:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5681"},"modified":"2025-10-20T08:53:44","modified_gmt":"2025-10-20T11:53:44","slug":"artigo-progressao-continuada-urgente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-progressao-continuada-urgente\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Progress\u00e3o continuada: urgente"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5210\" style=\"width:266px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-1536x2048.jpeg 1536w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-400x533.jpeg 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-450x600.jpeg 450w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9298-scaled.jpeg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>por Nacim Walter Chieco <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>&#8220;Cedo ou tarde, a raz\u00e3o h\u00e1 de vencer&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em> <\/em><em>Voltaire<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A progress\u00e3o continuada sempre foi motivo de controv\u00e9rsia e discuss\u00e3o. Foi prevista na Lei 9.394 de 1996 conhecida como LDB (Lei de diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional). Agora, reaparece n\u00e3o por raz\u00f5es desejadas, ou seja, pelos avan\u00e7os, \u00eaxitos e consolida\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, ressurge sob a infeliz amea\u00e7a de condena\u00e7\u00e3o e descontinuidade. Acaba de ser aprovado na Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Federal o Projeto de Lei (PL) 5.136\/\/2019 que revoga os dispositivos da LDB sobre organiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em ciclos (arts. 23, <em>caput <\/em>e &nbsp;32, \u00a7 1\u00b0) e sobre progress\u00e3o continuada (art. 32, \u00a7 2\u00b0). Ainda n\u00e3o \u00e9 aprova\u00e7\u00e3o final nem san\u00e7\u00e3o presidencial. O PL continua em tramita\u00e7\u00e3o, mas sinaliza desfecho fatal.<\/p>\n\n\n\n<p>A esse respeito, ressalto o recente artigo \u201cO eterno debate da reprova\u00e7\u00e3o escolar: o retrocesso volta \u00e0 discuss\u00e3o\u201d em que o acad\u00eamico Francisco Carbonari manifesta perplexidade diante do equivocado e mal\u00e9fico PL. Tal posicionamento ganha for\u00e7a e significado dada a larga experi\u00eancia do educador Carbonari na administra\u00e7\u00e3o de redes p\u00fablicas de ensino. Ele conhece perfeitamente os males da irracional \u201cpedagogia da repet\u00eancia\u201d, descrita e caracterizada, em 1991, pelo pesquisador S\u00e9rgio da Costa Ribeiro. Sabe, tamb\u00e9m, que a progress\u00e3o continuada adequadamente implantada possibilita a gradativa supera\u00e7\u00e3o desse problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Cogitei v\u00e1rios outros t\u00edtulos para esta nota. Abordo-os, brevemente, a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Progress\u00e3o continuada: antecedentes<\/em>. A educa\u00e7\u00e3o escolar sempre foi seletiva e excludente desde os prim\u00f3rdios da forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do Brasil. Ou seja, acesso para poucos e, dada a pr\u00e1tica de reprova\u00e7\u00e3o entre s\u00e9ries e de obst\u00e1culos entre etapas, abandonos no percurso escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de trinta do s\u00e9culo passado, um conjunto de educadores vision\u00e1rios e idealistas come\u00e7a a propor mudan\u00e7as nesse quadro. Na d\u00e9cada seguinte, a classe empresarial, principalmente a ind\u00fastria por ocasi\u00e3o da Segunda Grande Guerra, clama por trabalhadores educados e qualificados. Renomados economistas nacionais e estrangeiros demonstram que o desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel requer educa\u00e7\u00e3o de boa qualidade. &nbsp;Nesse cen\u00e1rio, governantes e classe pol\u00edtica come\u00e7am a se movimentar no sentido de democratiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. A partir da d\u00e9cada de sessenta, tem in\u00edcio um processo de amplia\u00e7\u00e3o das redes p\u00fablicas de ensino b\u00e1sico, alcan\u00e7ando praticamente o pleno atendimento no final do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cpedagogia da repet\u00eancia\u201d, como Ribeiro a qualificou, continuava firme e forte, adotada pelo professorado e aceita como algo natural pelas fam\u00edlias e comunidades. Prevalecia, portanto, o car\u00e1ter seletivo, competitivo e excludente no processo escolar. Dentre in\u00fameras outras, relembro duas pr\u00e1ticas usuais e tidas como normais. Os \u201cquadros de honra\u201d dos melhores alunos constitu\u00edam evid\u00eancia do car\u00e1ter competitivo reinante nas escolas. Professor bom era o que mais reprovava. Tive uma professora de matem\u00e1tica que se vangloriava de reprovar, pelo menos, 50% de cada classe. Professora essa altamente respeitada e prestigiada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse quadro, a defasagem idade\/s\u00e9rie era escandalosa. Tornou-se recorrente, nos estudos e pesquisas educacionais, a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica de distribui\u00e7\u00e3o do alunado por meio de uma pir\u00e2mide com largu\u00edssima base nas s\u00e9ries iniciais e acentuado estreitamento at\u00e9 a conclus\u00e3o no topo. Essa situa\u00e7\u00e3o constitu\u00eda o terror dos planejadores e administradores das redes p\u00fablicas de ensino. Sabiam que cada reprova\u00e7\u00e3o representava preciosa perda humana e dinheiro jogado fora. O Brasil persistia na contram\u00e3o das experi\u00eancias e evid\u00eancias internacionais de pa\u00edses avan\u00e7ados que h\u00e1 muito adotavam a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica como um ciclo \u00fanico sem reten\u00e7\u00e3o. Para amenizar o problema nacional, algumas redes p\u00fablicas passaram a adotar ciclos parciais.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Progress\u00e3o continuada: normas e fatos. <\/em>Diante das tend\u00eancias e das demandas, o legislador constituinte de 1988 estabelece que \u201co acesso ao ensino obrigat\u00f3rio e gratuito \u00e9 direito p\u00fablico subjetivo\u201d (CF, art. 208, \u00a7 1\u00b0). Direito da crian\u00e7a e dever do Estado. A LDB de&nbsp; 1996 fixa a obrigatoriedade e gratuidade do ensino fundamental de oito anos. Com mudan\u00e7as legais posteriores, hoje essa condi\u00e7\u00e3o se aplica na pr\u00e9- escola, de quatro a cinco anos de idade, no ensino fundamental de nove anos e no ensino m\u00e9dio de tr\u00eas anos. Ou seja, a dura\u00e7\u00e3o total da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica passa a ser de quatorze anos, idealmente dos quatro aos dezessete anos de idade (art. 4\u00b0, inciso I, al\u00edneas a, b, c<em>)<\/em>. Tendo em vista a grave distor\u00e7\u00e3o da elevad\u00edssima reten\u00e7\u00e3o, a LDB avan\u00e7a e preconiza a possibilidade de organiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em ciclos e de ado\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o continuada.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolve-se, ent\u00e3o, um processo de mudan\u00e7a radical nas redes p\u00fablicas de ensino. Ampliam-se os ciclos associados \u00e0 estrat\u00e9gia de progress\u00e3o continuada. A progress\u00e3o requeria condi\u00e7\u00f5es adequadas de funcionamento, tais como: prepara\u00e7\u00e3o das equipes escolares e divulga\u00e7\u00e3o e esclarecimento \u00e0s fam\u00edlias e comunidades. A fase operacional da progress\u00e3o continuada pressupunha avalia\u00e7\u00f5es continuadas e recupera\u00e7\u00f5es continuadas ao longo do processo educativo, preferencialmente em paralelo &nbsp;ao desenvolvimento de cada conte\u00fado ou compet\u00eancia curricular. As recupera\u00e7\u00f5es, quando necess\u00e1rias, n\u00e3o deveriam se acumular nem exigir padr\u00f5es r\u00edgidos de desempenho. Afinal, n\u00e3o cabe \u00e0 escola eliminar a loteria gen\u00e9tica dos dons individuais naturais, inclu\u00edda a intelig\u00eancia humana, nem a bagagem obtida no ambiente familiar e social. Cabe sim \u00e0 escola criar condi\u00e7\u00f5es e oportunidades para a realiza\u00e7\u00e3o equitativa do potencial de cada aluno.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Progress\u00e3o continuada: mudan\u00e7a cultural, resist\u00eancia e comunica\u00e7\u00e3o. <\/em>Tais mudan\u00e7as n\u00e3o transcorreram sem obst\u00e1culos e sobressaltos. O principal \u00f3bice talvez tenha sido o padr\u00e3o cultural j\u00e1 mencionado de sele\u00e7\u00e3o e competi\u00e7\u00e3o, consequentemente de exclus\u00e3o e desigualdade. A progress\u00e3o continuada passou a ser equivocadamente interpretada como uma simples facilita\u00e7\u00e3o ou promo\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, em detrimento da aprendizagem. Seria ingenuidade acreditar que de uma hora para outra todas as fam\u00edlias e comunidades acolheriam a progress\u00e3o continuada associada a novos padr\u00f5es culturais no ambiente escolar, tais como democratiza\u00e7\u00e3o, solidariedade, coopera\u00e7\u00e3o, inclus\u00e3o e equidade. Podemos supor que parcela da sociedade j\u00e1 se encontrava predisposta a tal mudan\u00e7a. Mas havia e ainda h\u00e1 necessidade de permanente atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os operacionais e das pr\u00f3prias escolas na dissemina\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o de todos sobre a nova estrat\u00e9gia de progress\u00e3o escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida, as estrat\u00e9gias de ciclos e de progress\u00e3o continuada precisam ser continuamente avaliadas, ajustadas e aprimoradas. Jamais revogadas e descontinuadas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Progress\u00e3o continuada: pr\u00e1tica e resultados<\/em>. Minha expectativa seria justamente um rigoroso e imparcial levantamento das pr\u00e1ticas e resultados dessa estrat\u00e9gia educacional, cuja implanta\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em 1988 na rede p\u00fablica estadual de S\u00e3o Paulo e, gradativamente, nos demais estados e munic\u00edpios. S\u00e3o in\u00fameras as perguntas. Qual foi o ganho referente \u00e0 defasagem idade\/s\u00e9rie? E a evas\u00e3o? E a perman\u00eancia e conclus\u00e3o? E a aceita\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, das comunidades, dos professores, dos diretores e dos pr\u00f3prios alunos? E a aprendizagem? E a parte financeira? E as dificuldades e falhas? E os ajustes e aprimoramentos? E as perspectivas futuras?<\/p>\n\n\n\n<p><em>Progress\u00e3o continuada: alvo de oportunismo pol\u00edtico. <\/em>O apego ao padr\u00e3o cultural anterior deu margem a oportunismos pol\u00edticos. Alguns candidatos a cargos legislativos e executivos passaram a empunhar bandeiras de combate \u00e0 progress\u00e3o continuada, caracterizada erroneamente como promo\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica sem compromisso com a aprendizagem. Felizmente, nem todos alcan\u00e7aram \u00eaxito nessa campanha. Agora, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o se torna mais grave com a aprova\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o terminativa, do citado PL.<\/p>\n\n\n\n<p>Torna-se urgente a mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade educacional em torno dessa quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um par\u00eanteses: as institui\u00e7\u00f5es e redes de ensino privadas, em geral, n\u00e3o foram profundamente afetadas pela \u201cpedagogia da repet\u00eancia\u201d. Mas esse \u00e9 tema para outra an\u00e1lise e discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dada a grave amea\u00e7a de retrocesso e de estragos incalcul\u00e1veis, al\u00e9m de articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas institucionais e individuais, deixo um apelo para que \u00f3rg\u00e3os e entidades comprometidos com a nossa educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica se manifestem, urgente e publicamente, contra a aprova\u00e7\u00e3o do referido PL que prop\u00f5e a revoga\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es legais sobre ciclos e progress\u00e3o continuada.<\/p>\n\n\n\n<p>SP, outubro de 2025<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________  <\/p>\n\n\n\n<p>Nacim Walter Chieco &#8211; Membro da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o e ex-Presidente dos Conselhos Estadual e Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Nacim Walter Chieco &#8220;Cedo ou tarde, a raz\u00e3o h\u00e1 de vencer&#8221; Voltaire A progress\u00e3o continuada sempre foi motivo de controv\u00e9rsia e discuss\u00e3o. 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