{"id":5687,"date":"2025-10-13T08:59:00","date_gmt":"2025-10-13T11:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5687"},"modified":"2025-10-20T09:04:11","modified_gmt":"2025-10-20T12:04:11","slug":"artigo-o-futuro-insiste-em-nascer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-o-futuro-insiste-em-nascer\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; O futuro insiste em nascer"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5203\" style=\"width:256px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-1536x2048.jpeg 1536w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-400x533.jpeg 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-450x600.jpeg 450w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-scaled.jpeg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>por Francisco Carbonari<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cQuando mantemos a escola aberta, mantemos o futuro aberto\u201d. <\/strong>A frase, dita pela primeira-dama da Ucr\u00e2nia, Olena Zelenska, abre o texto da professora D\u00e9bora Garofalo, publicado no site Porvir sob o t\u00edtulo <em>\u201cEduca\u00e7\u00e3o sob sirenes: experi\u00eancias da Ucr\u00e2nia e papel da escola na constru\u00e7\u00e3o da paz\u201d<\/em>. Para D\u00e9bora, a senten\u00e7a resume tudo <em>\u201co que vi, ouvi e vivi em meio a um cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, de resist\u00eancia\u201d<\/em>, durante sua viagem ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora esteve na Ucr\u00e2nia para participar da 5\u00aa C\u00fapula das Primeiras-Damas e Cavalheiros, organizada pelo presidente Volodymyr Zelensky e pela primeira-dama Olena Zelenska, com a participa\u00e7\u00e3o de in\u00fameros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu relato mostra que <em>\u201cem cada esquina, sirenes lembram que o perigo ainda ronda, mas revelam a coragem de um povo que decidiu n\u00e3o abrir m\u00e3o de aprender e ensinar\u201d<\/em>. \u00c9 um testemunho emocionante sobre o papel da escola que, mesmo em meio \u00e0 guerra, se reinventa como alicerce para a reconstru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras de D\u00e9bora, <em>\u201cnas ruas da capital Kiev, os sinais do conflito se misturam com a vida que insiste em continuar<\/em>\u201d, entre pr\u00e9dios destru\u00eddos por bombardeios, barricadas e uma cidade que convive diariamente com o medo.<\/p>\n\n\n\n<p>O encontro teve como tema <em>\u201cEduca\u00e7\u00e3o que molda o mundo\u201d<\/em> e deixou uma constata\u00e7\u00e3o clara: <em>\u201ca guerra n\u00e3o destr\u00f3i apenas pr\u00e9dios ou estradas. Ela amea\u00e7a sonhos, interrompe processos formativos e fragiliza o tecido social\u201d<\/em> \u2014 inclusive quando sirenes interrompem falas e debates, obrigando todos a buscar abrigo.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9bora relata que, em tempos de conflito, compreendeu com ainda mais clareza que a escola \u00e9 muito mais que um espa\u00e7o de ensino: <strong>\u00e9<\/strong> <strong>ref\u00fagio, lugar de pertencimento e territ\u00f3rio simb\u00f3lico de resist\u00eancia cultural<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos epis\u00f3dios mais marcantes foi contado por uma professora de literatura. Depois que sua escola foi destru\u00edda em um bombardeio, ela reuniu os alunos em sua pr\u00f3pria casa para continuar as aulas. O gesto lhe custou caro: foi capturada e torturada. Mas, ap\u00f3s escapar, n\u00e3o desistiu e hoje leciona online para mais de dois mil estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto est\u00e1 repleto de exemplos emblem\u00e1ticos como esse, colhidos nas visitas \u00e0s escolas ucranianas. <em>\u201cCarrego comigo a dor de ver de perto os impactos da guerra na vida de professores, crian\u00e7as e jovens\u201d, escreve D\u00e9bora, \u201cmas tamb\u00e9m a esperan\u00e7a de ter testemunhado a for\u00e7a da educa\u00e7\u00e3o como instrumento de reconstru\u00e7\u00e3o. Cada por\u00e3o convertido em sala de aula, cada can\u00e7\u00e3o entoada em meio ao medo, cada l\u00e2mpada acesa em tempos de apag\u00e3o s\u00e3o sinais de que a escola continua sendo o lugar onde o futuro insiste em nascer.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem quiser ler o relato completo, o texto est\u00e1 dispon\u00edvel no site Porvir: <a href=\"https:\/\/porvir.org\/educacao-na-ucrania\/\">https:\/\/porvir.org\/educacao-na-ucrania\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Francisco Carbonari \u201cQuando mantemos a escola aberta, mantemos o futuro aberto\u201d. A frase, dita pela primeira-dama da Ucr\u00e2nia, Olena Zelenska, abre o texto da professora D\u00e9bora Garofalo, publicado no site Porvir sob o t\u00edtulo \u201cEduca\u00e7\u00e3o sob sirenes: experi\u00eancias da Ucr\u00e2nia e papel da escola na constru\u00e7\u00e3o da paz\u201d. 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