{"id":5874,"date":"2025-12-19T12:03:00","date_gmt":"2025-12-19T15:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5874"},"modified":"2025-12-18T12:06:32","modified_gmt":"2025-12-18T15:06:32","slug":"artigo-a-transformacao-da-infancia-vista-de-uma-loja-de-brinquedos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-a-transformacao-da-infancia-vista-de-uma-loja-de-brinquedos\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; A transforma\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia vista de uma loja de brinquedos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"361\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5875\" style=\"width:487px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3.png 605w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3-300x179.png 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-3-400x239.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Francisco Carbonari<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com a proximidade do Natal, &nbsp;fui a uma loja de brinquedos, ap\u00f3s um longo per\u00edodo sem frequentar esse tipo de estabelecimento. Estava curioso para saber o que se vendia. Minha inten\u00e7\u00e3o era compreender as preferencias atuais das crian\u00e7as pois a minha refer\u00eancia eram os meus tr\u00eas filhos, que sempre foram entusiastas de jogos de tabuleiro. Na verdade, queria ideias para presentear meus&nbsp; netos. Era&nbsp; preciso saber &nbsp;com o que as crian\u00e7as brincam hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Notei que o n\u00famero de lojas&nbsp; que somente vendem brinquedos, n\u00e3o \u00e9 muito grande. Escolhi uma e, antes de entrar, imaginei encontrar prateleiras repletas de brinquedos eletr\u00f4nicos. Perguntava-me se ainda haveria produtos das marcas tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sabia que a crian\u00e7a de hoje n\u00e3o \u00e9 mais como aquela de 20, 30 anos atr\u00e1s. Os tablets, os games e os celulares deviam estar disputando com as bonecas e os carrinhos a prefer\u00eancia da molecada.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da loja, percorri os corredores e conversei com os vendedores, todos muito jovens. O gerente, proporcionou-me uma conversa agrad\u00e1vel e esclarecedora.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas conversas dentro da loja, ficou claro que o universo dos brinquedos mudou profundamente. A ind\u00fastria nacional encolheu: muitos fabricantes brasileiros fecharam as portas diante da forte presen\u00e7a de grandes marcas internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m mudou o p\u00fablico consumidor. Se antes os brinquedos acompanhavam as crian\u00e7as at\u00e9 os 12 ou 13 anos, hoje o interesse costuma desaparecer por volta dos 7 ou 8, encurtando a inf\u00e2ncia l\u00fadica. Em contrapartida, cresceu de forma expressiva a oferta de brinquedos para beb\u00eas e crian\u00e7as bem pequenas, faixa que ganhou destaque nas prateleiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro tra\u00e7o marcante \u00e9 a exig\u00eancia de interatividade: bonecas que n\u00e3o choram, carrinhos sem movimento pr\u00f3prio ou personagens r\u00edgidos j\u00e1 n\u00e3o seduzem os pequenos. Enquanto isso, cl\u00e1ssicos como Autorama, Ferrorama e Forte Apache migraram para o territ\u00f3rio dos colecionadores \u2014 e, al\u00e9m disso, muitos se tornaram incompat\u00edveis com os espa\u00e7os reduzidos dos apartamentos atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Os jogos de tabuleiro ainda sobreviveram, mas transformados: o tradicional Banco Imobili\u00e1rio agora opera sem papel-moeda, com cart\u00f5es e transa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas. J\u00e1 o quebra-cabe\u00e7a, ainda presente, tornou-se mais atraente para adultos do que para crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, um novo movimento surgiu: jovens que trocaram cedo os brinquedos pelos games e telas agora voltam \u00e0s lojas, buscando itens colecion\u00e1veis ligados a universos como Star Wars e Harry Potter.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma surpresa positiva foi descobrir que o LEGO, embora muito caro, continua sendo um dos brinquedos mais vendidos globalmente, incluindo o Brasil. Essa constata\u00e7\u00e3o trouxe-me esperan\u00e7a sobre o futuro do brincar e da criatividade nas novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo tem salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________  <\/p>\n\n\n\n<p>Francisco Carbonari \u00e9 membro da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, foi secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o do municipio de Jundia\u00ed e secret\u00e1rio Executivo da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco Carbonari Com a proximidade do Natal, &nbsp;fui a uma loja de brinquedos, ap\u00f3s um longo per\u00edodo sem frequentar esse tipo de estabelecimento. Estava curioso para saber o que se vendia. Minha inten\u00e7\u00e3o era compreender as preferencias atuais das crian\u00e7as pois a minha refer\u00eancia eram os meus tr\u00eas filhos, que sempre foram entusiastas de jogos de tabuleiro. Na verdade, queria ideias para presentear meus&nbsp; netos. 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