{"id":5951,"date":"2026-01-20T12:53:03","date_gmt":"2026-01-20T15:53:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5951"},"modified":"2026-01-25T12:54:37","modified_gmt":"2026-01-25T15:54:37","slug":"educacao-em-2026-entre-velhos-desafios-e-novas-urgencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/educacao-em-2026-entre-velhos-desafios-e-novas-urgencias\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o em 2026: Entre Velhos Desafios e Novas Urg\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5203\" style=\"width:242px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-1536x2048.jpeg 1536w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-400x533.jpeg 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-450x600.jpeg 450w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/IMG_9369-scaled.jpeg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Francisco Carbonari<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Encerramos 2025 e iniciamos 2026 em um momento em que avaliar avan\u00e7os, reconhecer limites e projetar o futuro da educa\u00e7\u00e3o brasileira se torna indispens\u00e1vel. Entre iniciativas bem-intencionadas e progressos pontuais, o ano passado exp\u00f4s com nitidez antigas fragilidades e novas press\u00f5es sobre o sistema educacional. Embora tenhamos avan\u00e7ado em debates sobre acesso, inclus\u00e3o e diversidade, faltaram encaminhamentos efetivos para resolver problemas estruturais que h\u00e1 d\u00e9cadas nos acompanham.<\/p>\n\n\n\n<p>Tornou-se ainda mais evidente a urg\u00eancia de enfrentar desigualdades persistentes, repensar a forma\u00e7\u00e3o docente, adaptar o sistema \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e retomar, com seriedade, o compromisso com a qualidade da aprendizagem. Em 2025, indicadores essenciais voltaram a preocupar: metas fundamentais ficaram estagnadas ou amea\u00e7adas, e os resultados de aprendizagem sofreram retrocessos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o sintetiza bem essa trajet\u00f3ria irregular. Das 20 metas estabelecidas para a d\u00e9cada \u2013 2014\u20132024 \u2013 , apenas duas foram efetivamente cumpridas. Seguimos enfrentando queda nos \u00edndices de alfabetiza\u00e7\u00e3o, evas\u00e3o persistente no ensino m\u00e9dio, infraestrutura insuficiente e desigualdades regionais profundas que comprometem o direito de milh\u00f5es de crian\u00e7as a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande entrave continua sendo a aus\u00eancia de uma pol\u00edtica educacional de Estado \u2014 cont\u00ednua, articulada e estruturada \u2014 capaz de superar o ciclo de a\u00e7\u00f5es pontuais que, embora necess\u00e1rias, n\u00e3o atacam as ra\u00edzes do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>O que esperar, ent\u00e3o, de 2026? \u00c9 prov\u00e1vel que a agenda permane\u00e7a fragmentada, com o debate p\u00fablico concentrado em temas urgentes, mas recorrentes: educa\u00e7\u00e3o inclusiva, diversidade racial, combate \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o, perman\u00eancia estudantil.. Em ano eleitoral, programas de incentivo social ganhar\u00e3o espa\u00e7o, mas dificilmente vir\u00e3o acompanhados da profundidade necess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, h\u00e1 uma pauta que deve ganhar for\u00e7a: o impacto da Intelig\u00eancia Artificial. Da gest\u00e3o escolar \u00e0s pr\u00e1ticas de sala de aula, o pa\u00eds ser\u00e1 impelido a discutir marcos regulat\u00f3rios, \u00e9tica e privacidade de dados, al\u00e9m do potencial da IA para apoiar processos de ensino e aprendizagem. Ao mesmo tempo, crescer\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o com riscos e desigualdades tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>2026 come\u00e7a com velhas quest\u00f5es ainda em aberto e novos desafios se impondo. Se quisermos, enfim, romper o ciclo de estagna\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 necess\u00e1rio transformar inten\u00e7\u00f5es em pol\u00edticas duradouras, capazes de unir equidade, inova\u00e7\u00e3o e qualidade. O futuro da educa\u00e7\u00e3o brasileira depende menos de an\u00fancios e mais de decis\u00f5es efetivas \u2014 corajosas, consistentes e comprometidas com as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco Carbonari Encerramos 2025 e iniciamos 2026 em um momento em que avaliar avan\u00e7os, reconhecer limites e projetar o futuro da educa\u00e7\u00e3o brasileira se torna indispens\u00e1vel. Entre iniciativas bem-intencionadas e progressos pontuais, o ano passado exp\u00f4s com nitidez antigas fragilidades e novas press\u00f5es sobre o sistema educacional. Embora tenhamos avan\u00e7ado em debates sobre acesso, inclus\u00e3o e diversidade, faltaram encaminhamentos efetivos para resolver problemas estruturais que h\u00e1 d\u00e9cadas nos acompanham. 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