{"id":5954,"date":"2026-01-26T10:48:21","date_gmt":"2026-01-26T13:48:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5954"},"modified":"2026-01-26T10:48:22","modified_gmt":"2026-01-26T13:48:22","slug":"artigo-o-destino-profissional-deixou-de-vir-de-berco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-o-destino-profissional-deixou-de-vir-de-berco\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; O destino profissional deixou de vir de ber\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5955\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-7.png 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-7-225x300.png 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Por Reinaldo Polito<\/p>\n\n\n\n<p>Houve \u00e9poca, e n\u00e3o faz tanto tempo assim, em que as profiss\u00f5es eram exercidas at\u00e9 com relativa facilidade. A classe m\u00e9dia praticamente n\u00e3o existia. Havia os que podiam e os que n\u00e3o podiam. Quem podia frequentava boas escolas p\u00fablicas e se preparava para exercer uma das poucas carreiras universit\u00e1rias dispon\u00edveis: Medicina, Direito ou Engenharia. Talvez mais uma ou outra sem o mesmo destaque.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem n\u00e3o podia se virava como era poss\u00edvel. Se tivesse um pouco mais de preparo e boa dose de sorte, era aprovado no concurso do Banco do Brasil ou frequentava um curso de contabilidade e se tornava guarda-livros. Para as mulheres, as op\u00e7\u00f5es eram ainda mais limitadas. Podiam ser enfermeiras ou secret\u00e1rias. Ou seja, a voca\u00e7\u00e3o profissional se restringia ao que o mercado de trabalho oferecia com as suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A profiss\u00e3o era herdada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era comum tamb\u00e9m os filhos seguirem a profiss\u00e3o do pai. O filho do advogado quase sempre herdava o escrit\u00f3rio do pai e continuava exercendo a atividade paterna. O mesmo ocorria com os m\u00e9dicos e tamb\u00e9m, em n\u00famero menor, com os engenheiros. N\u00e3o era raro o filho de alfaiate exercer o of\u00edcio da fam\u00edlia, assim como o sapateiro. A vida n\u00e3o tinha muitos sobressaltos, as pessoas nasciam j\u00e1 com um destino mais ou menos planejado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tempos mudaram. Com o aparecimento das escolas noturnas, muitos puderam trabalhar durante o dia e estudar \u00e0 noite. Dessa forma, n\u00e3o foram poucos aqueles que encontraram caminhos diferentes daqueles idealizados pelos familiares. A chance de encontrar sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o, a atividade que lhes permitisse realizar-se, aumentou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Formados sem voca\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o significa, entretanto, que a multiplicidade de atividades tenha garantido efetivamente a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho profissional. Hoje, muitas faculdades despejam formandos que n\u00e3o t\u00eam ideia do que foram fazer nos bancos escolares. Por serem despreparados, frustram-se e se obrigam a se contentar com trabalhos menores, sem nenhuma gratifica\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que acontecia em tempos idos, as escolas p\u00fablicas n\u00e3o s\u00e3o mais aquelas que preparam bem para que o aluno tenha aspira\u00e7\u00f5es a entrar em uma boa faculdade. Normalmente, essas vagas s\u00e3o destinadas a quem frequenta boas institui\u00e7\u00f5es particulares. S\u00e3o essas escolas que capacitam os alunos para os bons cursos superiores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A dificuldade para escolher uma profiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a enorme quantidade de profiss\u00f5es que apareceram nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o jovem tem dificuldade para escolher o que deve fazer. Sem contar que, com a intelig\u00eancia artificial, muitas profiss\u00f5es consideradas importantes hoje desaparecer\u00e3o em pouco tempo. Talvez a maioria delas.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e1 para imaginar a preocupa\u00e7\u00e3o dos pais em ter de orientar os filhos sobre a profiss\u00e3o que devem abra\u00e7ar. Ser\u00e1 que as atividades ligadas \u00e0 tecnologia? Parece que sim, essa seria uma boa op\u00e7\u00e3o. Mas quem garante que tamb\u00e9m essas n\u00e3o ser\u00e3o substitu\u00eddas pelas m\u00e1quinas?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que nunca sai de moda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Confesso que teria dificuldade em escolher hoje uma profiss\u00e3o. A de professor de orat\u00f3ria, por exemplo, ser\u00e1 que continuar\u00e1 a existir? Nada impede que um bom aplicativo consiga dar aulas de boa qualidade para ensinar a falar em p\u00fablico. A de escritor de livros ou de colunista em \u00f3rg\u00e3os da grande imprensa? Essa mais ainda dever\u00e1 desaparecer em breve. Em muitos casos, j\u00e1 n\u00e3o existe mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a minha experi\u00eancia, tendo experimentado infind\u00e1veis transforma\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho, dou uma sugest\u00e3o com boa dose de certeza de que pode ser \u00fatil. Independentemente da carreira que venha a abra\u00e7ar, aprenda o m\u00e1ximo poss\u00edvel sobre Matem\u00e1tica, Portugu\u00eas, Ci\u00eancias e pelo menos duas l\u00ednguas estrangeiras. Pode ter certeza de que esse conhecimento ser\u00e1 importante sempre, fa\u00e7a o que vier a fazer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trabalhar com prazer<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o os meios para que desenvolva a profiss\u00e3o que desejar. Lembro-me de uma conversa que tive com o saudoso amigo Fl\u00e1vio Gikovate, um dos mais importantes psiquiatras da hist\u00f3ria brasileira. Convers\u00e1vamos sobre um tema em que se especializou, a felicidade. Nunca mais me esqueci do que ele disse sobre como ser feliz a partir da voca\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, entre outros motivos, \u00e9 feliz a pessoa que consegue descobrir sua voca\u00e7\u00e3o profissional e tem condi\u00e7\u00f5es de se dedicar a essa atividade. Concordo com ele. Trabalhar com prazer \u00e9 sin\u00f4nimo quase perfeito de felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preparo, voca\u00e7\u00e3o, oportunidade e sorte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, ainda que seja um grande desafio, cada um deve perseguir o sonho de encontrar uma profiss\u00e3o pela qual se apaixone e sinta prazer em se dedicar a ela. A realiza\u00e7\u00e3o desse sonho depende de voca\u00e7\u00e3o, preparo, oportunidade, sorte e muita dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De nada adianta se preparar se n\u00e3o existir voca\u00e7\u00e3o. A oportunidade talvez nem seja percebida se n\u00e3o houver preparo. A sorte s\u00f3 mostrar\u00e1 sua face diante da oportunidade. A dedica\u00e7\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 produtiva se a sorte indicar o caminho certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, cada um deve fazer o que puder para ser feliz. E essa conquista n\u00e3o est\u00e1 relacionada necessariamente a dinheiro, mas sim ao prazer de realizar o que gosta e fazer com compet\u00eancia o que se dispuser a fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>Reinaldo Polito \u00e9 Mestre em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o e professor de orat\u00f3ria nos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Marketing Pol\u00edtico, Gest\u00e3o Corporativa e Gest\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing na ECA-USP. Presidente Em\u00e9rito da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o. Escreveu 36 livros com mais de 1,5 milh\u00e3o de exemplares vendidos em 39 pa\u00edses. Siga no Instagram @polito, pelo facebook.com\/reinaldopolito ou pergunte no contatos@polito.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Polito Houve \u00e9poca, e n\u00e3o faz tanto tempo assim, em que as profiss\u00f5es eram exercidas at\u00e9 com relativa facilidade. 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