{"id":5994,"date":"2026-02-12T18:20:15","date_gmt":"2026-02-12T21:20:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=5994"},"modified":"2026-02-12T19:34:20","modified_gmt":"2026-02-12T22:34:20","slug":"artigo-fale-mal-mas-fale-do-cinema-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/artigo-fale-mal-mas-fale-do-cinema-brasileiro\/","title":{"rendered":"Artigo &#8211; Fale mal, mas fale do Cinema Brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"603\" height=\"291\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/senai-vicioni-1.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-5999\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/senai-vicioni-1.webp 603w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/senai-vicioni-1-300x145.webp 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/senai-vicioni-1-600x291.webp 600w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/senai-vicioni-1-400x193.webp 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 603px) 100vw, 603px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>por Walter Viscioni<\/p>\n\n\n\n<p>Com prazer e imensa alegria, renovados por mais de uma d\u00e9cada, participei das cerim\u00f4nias anuais de entrega do Pr\u00eamio FIESP\/SESI-SP de Cinema, e em cada uma delas n\u00e3o demorava muito para sentir que todos n\u00f3s, participantes e convidados, est\u00e1vamos em Los Angeles, levados pelo devaneio, pela emo\u00e7\u00e3o e pelo ambiente festivo da solenidade, muito embora sem o glamour do tapete vermelho. N\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1vamos em Los Angeles. Uma pena, mas por algumas horas estivemos num mundo paralelo, num mundo fascinante, que apenas as grandes artes podem criar.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste espa\u00e7o, no Teatro Popular do SESI, onde todas as formas de arte \u2013 dan\u00e7a, pintura, escultura, teatro, m\u00fasica e literatura \u2013 j\u00e1 foram celebradas, prest\u00e1vamos na noite do evento, nossas homenagens ao cinema, tamb\u00e9m conhecido como a S\u00e9tima Arte, pois integra elementos de todas as anteriores. S\u00e9tima arte foi o termo usado pelo italiano Ricciotto Canudo para designar o cinema, no \u201cManifesto das Sete Artes\u201d, em 1912, publicado depois, em 1923.<\/p>\n\n\n\n<p>O sete, uma f\u00f3rmula sagrada dos povos antigos, presente nos sete dias da cria\u00e7\u00e3o do mundo, nos sete planetas, nas sete notas musicais, nos sete dias da semana, nas sete cores do arco-\u00edris &#8211; assim como o cinema \u2013 tem a virtude de nos transportar a uma nova dimens\u00e3o, diferente daquela onde, de fato, vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fic\u00e7\u00e3o ou realidade? Deixo a reflex\u00e3o para cada um de n\u00f3s. Mas adianto que uma seria insuport\u00e1vel sem a outra. O Abre-te S\u00e9samo para entrar nesse mundo m\u00e1gico \u00e9 o breve instante quando as luzes se apagam e tudo, quase tudo mesmo, torna-se poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 assim que a sonhadora Cec\u00edlia, personagem principal de \u201cA Rosa P\u00farpura do Cairo\u201d \u2013 filme de Woody Allen, produzido em 1985 \u2013 para escapar de uma vida infeliz, previs\u00edvel e sem nenhum <em>glamour<\/em>, em plena depress\u00e3o econ\u00f4mica, refugia-se no cinema local todas as noites. Numa delas, quando est\u00e1 assistindo ao filme \u201cA Rosa P\u00farpura do Cairo\u201d pela quinta vez, Tom Baxter, o personagem principal, abandona a tela e convida Cec\u00edlia a viver uma vida diversa, num mundo sens\u00edvel e perfeito, por\u00e9m t\u00e3o real quanto sua vidinha miser\u00e1vel em New Jersey. E com ela, l\u00e1 vamos n\u00f3s, juntos, fazer parte da mesma trama, da mesma pel\u00edcula, da mesma vida sonhada.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ser\u00e1 mesmo? Rimos e choramos junto com Cec\u00edlia e torcemos por um final feliz, que, ali\u00e1s, n\u00e3o acontece. Isso \u00e9 real? Isso \u00e9 a magia cinematogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A realidade pode ser dura, mas no cinema, e por meio dele, podemos sonhar. Gra\u00e7as ao Cinemat\u00f3grafo, apresentado pelos Irm\u00e3os Lumi\u00e8re em 1895, no Sal\u00e3o Grand Caf\u00e9, em Paris, est\u00e1vamos reunidos naquela cerim\u00f4nia para falar e celebrar o cinema brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>E, a simples presen\u00e7a, n\u00e3o por obriga\u00e7\u00e3o, mas por gosto avivava uma lembran\u00e7a da minha inf\u00e2ncia, a caminho da adolesc\u00eancia e sempre ao lado de minha querida m\u00e3e. Um programa da R\u00e1dio Nacional, entre as d\u00e9cadas de 1940 e 1950, bastante singular, chamado \u201cCinel\u00e2ndia Matinal\u201d, apresentado pelo cr\u00edtico cinematogr\u00e1fico Adolpho Cruz, que incentivava, recorrentemente: \u201cFalem mal, mas falem do cinema nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Adolpho Cruz nos ensinava que, mesmo que uma cr\u00edtica ou uma opini\u00e3o n\u00e3o seja positiva, \u00e9 importante discutir e trazer \u00e0 tona o cinema do Brasil. E, l\u00e1 est\u00e1vamos n\u00f3s, num debate saud\u00e1vel, celebrando as obras cinematogr\u00e1ficas concorrente, a ficar mais uma vez o sonho, a fantasia, o encantamento, para logo depois voltar \u00e0 realidade, mais felizes, mais fortes e melhor preparados para construir o mundo que desejamos para todos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"341\" height=\"500\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6004\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-6.png 341w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/image-6-205x300.png 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>E, agora, aqui estamos n\u00f3s, ainda a falar do cinema nacional, celebrando, o sucesso e o crescimento da produ\u00e7\u00e3o brasileira, criando obras como: \u201cCidade de Deus\u201d, \u201cCentral do Brasil\u201d, \u201cAinda Estou Aqui\u201d, \u201cAgente Secreto\u201d, \u201cO Filho de Mil Homens\u201d, \u201cApocalipse no Tr\u00f3picos\u201d, dentre outros.&nbsp; Not\u00e1vel por sua diversidade e capacidade de abordar quest\u00f5es pol\u00edticas, sociais e culturais com sensibilidade. Palco vibrante para novos talentos, promovendo atores, diretores e roteiristas. Ao mesclar o entretenimento com mensagens profundas, o cinema brasileiro se transforma numa for\u00e7a vital na ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica global, destacando-se por sua qualidade art\u00edstica e por seu compromisso com a verdade social e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>___________________  <\/p>\n\n\n\n<p>Walter Vicioni Gon\u00e7alves, Titular da Cadeira 36 da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o, Ex-Diretor Estadual do SENAI e Superintendente do SESI do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Walter Viscioni Com prazer e imensa alegria, renovados por mais de uma d\u00e9cada, participei das cerim\u00f4nias anuais de entrega do Pr\u00eamio FIESP\/SESI-SP de Cinema, e em cada uma delas n\u00e3o demorava muito para sentir que todos n\u00f3s, participantes e convidados, est\u00e1vamos em Los Angeles, levados pelo devaneio, pela emo\u00e7\u00e3o e pelo ambiente festivo da solenidade, muito embora sem o glamour do tapete vermelho. 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