{"id":6408,"date":"2026-06-03T15:06:00","date_gmt":"2026-06-03T18:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=6408"},"modified":"2026-06-04T00:17:50","modified_gmt":"2026-06-04T03:17:50","slug":"guiomar-namo-de-mello-apresenta-documento-do-mec-sobre-inteligencia-artificial-na-educacao-basica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/guiomar-namo-de-mello-apresenta-documento-do-mec-sobre-inteligencia-artificial-na-educacao-basica\/","title":{"rendered":"Guiomar Namo de Mello apresenta documento do MEC sobre Intelig\u00eancia Artificial na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"858\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-1024x858.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5695\" style=\"width:342px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-1024x858.jpg 1024w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-300x251.jpg 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-768x644.jpg 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-1536x1287.jpg 1536w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-2048x1717.jpg 2048w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-400x335.jpg 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/2885_Sessao_Conselho_080-_-02-716x600.jpg 716w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o promoveu, em sua reuni\u00e3o mensal, uma reflex\u00e3o sobre os desafios e as oportunidades trazidos pela intelig\u00eancia artificial para a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica brasileira. A exposi\u00e7\u00e3o foi conduzida por alguns acad\u00eamicos como a professora Guiomar Namo de Mello, que apresentou e analisou o documento <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1NEiGtwbhIvPpal1952yOkczyRnz90TTo\/view?usp=sharing\"><em>Intelig\u00eancia Artificial na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica: documento orientador sobre caminhos curriculares e pr\u00e1ticas \u00e9ticas de uso de IA nas escolas<\/em> (leia aqui),<\/a> recentemente publicado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento representa uma das primeiras tentativas sistem\u00e1ticas do governo federal de orientar redes de ensino e escolas sobre como incorporar a intelig\u00eancia artificial \u00e0s pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e aos curr\u00edculos, sem perder de vista os princ\u00edpios \u00e9ticos, a prote\u00e7\u00e3o de dados e o protagonismo dos professores. Segundo destacou Guiomar, a proposta parte de uma distin\u00e7\u00e3o fundamental: \u00e9 preciso tanto <strong>ensinar sobre intelig\u00eancia artificial<\/strong> quanto <strong>ensinar com intelig\u00eancia artificial<\/strong>. Ou seja, a IA deve ser compreendida simultaneamente como objeto de conhecimento e como ferramenta educacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos aspectos mais relevantes do documento \u00e9 a defesa de uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos estudantes. Em vez de tratar a intelig\u00eancia artificial apenas como uma inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ou uma ferramenta de produtividade, o MEC prop\u00f5e que ela seja incorporada \u00e0 agenda da educa\u00e7\u00e3o digital e midi\u00e1tica, permitindo que crian\u00e7as e jovens compreendam seu funcionamento, seus limites, seus impactos sociais e suas implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas. A preocupa\u00e7\u00e3o central \u00e9 formar cidad\u00e3os capazes de interagir com sistemas inteligentes de maneira consciente, cr\u00edtica e respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante sua apresenta\u00e7\u00e3o, Guiomar chamou aten\u00e7\u00e3o para dados que demonstram a rapidez com que a tecnologia j\u00e1 se incorporou ao cotidiano escolar. O pr\u00f3prio documento registra que mais de um ter\u00e7o dos estudantes brasileiros usu\u00e1rios de internet utiliza ferramentas de IA generativa em pesquisas e atividades escolares, percentual que chega a 70% entre alunos do Ensino M\u00e9dio. Entre os professores, o uso dessas ferramentas para prepara\u00e7\u00e3o de aulas e materiais did\u00e1ticos tamb\u00e9m cresce rapidamente. Apesar disso, a orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica ainda \u00e9 limitada, revelando um descompasso entre ado\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto destacado foi a recusa do documento em adotar posi\u00e7\u00f5es extremadas. A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o aparece como amea\u00e7a a ser proibida nem como solu\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica para os problemas da educa\u00e7\u00e3o. O texto enfatiza a necessidade de equilibrar oportunidades e riscos, reconhecendo o potencial da IA para personalizar aprendizagens, apoiar professores, ampliar acessibilidade e aperfei\u00e7oar a gest\u00e3o escolar, ao mesmo tempo em que alerta para quest\u00f5es como vieses algor\u00edtmicos, depend\u00eancia tecnol\u00f3gica, privacidade de dados e confiabilidade das informa\u00e7\u00f5es produzidas por sistemas generativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m recebeu aten\u00e7\u00e3o especial a defesa do papel central do professor. O documento do MEC afirma que ferramentas inteligentes devem apoiar, e n\u00e3o substituir, o julgamento pedag\u00f3gico dos educadores. Para isso, prop\u00f5e uma pol\u00edtica estruturada de forma\u00e7\u00e3o docente baseada em quatro grandes dom\u00ednios: compreens\u00e3o cr\u00edtica da IA, uso pedag\u00f3gico intencional, prote\u00e7\u00e3o de direitos e bem-estar digital, e desenvolvimento profissional dos professores.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o de Guiomar refor\u00e7ou ainda a import\u00e2ncia de que as decis\u00f5es sobre ado\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial sejam tomadas a partir de crit\u00e9rios educacionais e n\u00e3o apenas tecnol\u00f3gicos. Nesse sentido, o documento destaca a necessidade de alinhamento com a BNCC, observ\u00e2ncia da Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD) e respeito \u00e0s diretrizes do ECA Digital, buscando assegurar que a inova\u00e7\u00e3o esteja subordinada aos objetivos formativos da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate promovido pela Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o dos Acad\u00eamicos Nilson Jos\u00e9 Machado e Sonia Penin, e evidenciou que a intelig\u00eancia artificial j\u00e1 deixou de ser um tema do futuro para se tornar uma quest\u00e3o presente e estrat\u00e9gica para os sistemas educacionais. Para o presidente da Academia, &#8220;mais do que discutir ferramentas espec\u00edficas, a reuni\u00e3o permitiu refletir sobre os novos desafios da forma\u00e7\u00e3o humana em uma sociedade cada vez mais mediada por dados, algoritmos e sistemas inteligentes, reafirmando o compromisso da Academia com a an\u00e1lise cr\u00edtica das transforma\u00e7\u00f5es que impactam a educa\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o promoveu, em sua reuni\u00e3o mensal, uma reflex\u00e3o sobre os desafios e as oportunidades trazidos pela intelig\u00eancia artificial para a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica brasileira. 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