{"id":7007,"date":"2026-10-30T13:06:27","date_gmt":"2026-10-30T16:06:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/?p=7007"},"modified":"2026-11-01T18:05:55","modified_gmt":"2026-11-01T21:05:55","slug":"jabuti-2026-consagra-ruy-castro-e-reafirma-diversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/jabuti-2026-consagra-ruy-castro-e-reafirma-diversidade\/","title":{"rendered":"Jabuti 2026 consagra Ruy Castro e reafirma diversidade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"599\" src=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-1024x599.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7008\" srcset=\"https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-1024x599.png 1024w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-300x175.png 300w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-768x449.png 768w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-1536x898.png 1536w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-2048x1198.png 2048w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-400x234.png 400w, https:\/\/www.apedu.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/image-1026x600.png 1026w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A 68\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Jabuti consagrou <em>Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio<\/em>, de Ruy Castro, como Livro do Ano de 2026. <\/p>\n\n\n\n<p>Promovido pela C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti tem como curador, pelo terceiro ano consecutivo, Hubert Alqu\u00e9res, presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o. A edi\u00e7\u00e3o de 2026 recebeu 4.675 inscri\u00e7\u00f5es de obras e projetos nas 22 categorias regulares.<\/p>\n\n\n\n<p>A cerim\u00f4nia, realizada em 27 de outubro, na Sala S\u00e3o Paulo, reuniu autores, editores e profissionais do livro e premiou obras em 23 categorias distribu\u00eddas pelos eixos Literatura, N\u00e3o Fic\u00e7\u00e3o, Produ\u00e7\u00e3o Editorial e Inova\u00e7\u00e3o. Da APE estiveram presentes Nina Ranieri, Eliana Amaral, Rose Neubauer, Jos\u00e9 Vicente e Mauro Aguiar, al\u00e9m do curador do pr\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ruy Castro conquistou tamb\u00e9m o pr\u00eamio de Biografia e Reportagem com <em>Trincheira tropical<\/em>, publicado pela Companhia das Letras. Com a vit\u00f3ria no Livro do Ano, tornou-se o primeiro autor a conquistar o principal reconhecimento do Jabuti em dois anos consecutivos \u2014 em 2025, havia vencido com <em>O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim<\/em>. O feito foi um dos principais destaques da cobertura da imprensa sobre a premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os demais resultados de maior repercuss\u00e3o, Eliana Alves Cruz venceu Romance Liter\u00e1rio com <em>Meridiana<\/em>, tornando-se a primeira mulher negra a conquistar a categoria. A premia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m revelou novos nomes: o estreante baiano Ab\u00e1z, publicado pelo Senac Rio, venceu Contos com <em>Massaranduba<\/em>, superando autores j\u00e1 consagrados. Os resultados ilustraram uma caracter\u00edstica do Jabuti: a conviv\u00eancia entre autores de longa trajet\u00f3ria, novas vozes, grandes grupos editoriais e editoras independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra novidade foi a estreia da categoria Incentivo \u00e0 Leitura \u2013 Cultura Digital, criada para reconhecer quem utiliza os ambientes digitais para formar leitores e construir comunidades em torno dos livros. O vencedor foi Pedro Pac\u00edfico, criador do Bookster. A categoria recebeu 402 indica\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas: um colegiado de 12 jurados selecionou dez semifinalistas, que seguiram para vota\u00e7\u00e3o popular at\u00e9 a defini\u00e7\u00e3o dos cinco finalistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da categoria integra uma orienta\u00e7\u00e3o da curadoria de ampliar o alcance do Jabuti sem descaracterizar sua tradi\u00e7\u00e3o. Em 2026, outra mudan\u00e7a incorporou os vencedores das categorias Escritor Estreante \u2013 Poesia e Escritor Estreante \u2013 Romance \u00e0 disputa pelo Livro do Ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA estreia de Cultura Digital reconhece o trabalho de quem conquista leitores e cria comunidades em torno dos livros. Tamb\u00e9m ampliamos a disputa pelo Livro do Ano para incluir os vencedores das categorias de escritores estreantes em Poesia e Romance. S\u00e3o mudan\u00e7as que abrem espa\u00e7o a novas trajet\u00f3rias e ampliam o alcance do pr\u00eamio\u201d, afirmou Hubert Alqu\u00e9res.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Independ\u00eancia e diversidade no julgamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O modelo de julgamento ajuda a explicar a diversidade dos resultados. Cada categoria conta com tr\u00eas jurados, que avaliam individualmente as obras a partir de crit\u00e9rios previamente estabelecidos. N\u00e3o h\u00e1 delibera\u00e7\u00e3o coletiva posterior destinada a produzir consenso entre os julgadores. O resultado decorre das avalia\u00e7\u00f5es independentes e das notas atribu\u00eddas \u00e0s obras. A m\u00eddia, ao analisar a premia\u00e7\u00e3o, chamou aten\u00e7\u00e3o justamente para como esse sistema, associado \u00e0 diversidade de perfis dos jurados, pode produzir escolhas menos previs\u00edveis e favorecer a pluralidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse princ\u00edpio est\u00e1 no centro da curadoria: regras conhecidas, crit\u00e9rios definidos, independ\u00eancia dos jurados e diversidade na composi\u00e7\u00e3o dos j\u00faris. Cabe \u00e0 curadoria estruturar e acompanhar o processo, preservar a coer\u00eancia e a credibilidade do pr\u00eamio e atualizar seus mecanismos, sem interferir na avalia\u00e7\u00e3o das obras ou buscar direcionar os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de 2026 reafirmou ainda outro princ\u00edpio: <strong>o reconhecimento da cria\u00e7\u00e3o humana diante do avan\u00e7o da intelig\u00eancia artificial generativa<\/strong>. O regulamento vedou seu emprego em tarefas autorais das obras inscritas, preservando autoria e responsabilidade intelectual como fundamentos da premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A cerim\u00f4nia prestou tamb\u00e9m homenagem a <strong>Lygia Bojunga<\/strong>, Personalidade Liter\u00e1ria de 2026, no ano em que <em>A Bolsa Amarela<\/em> completa 50 anos. A escritora enviou uma mensagem e uma carta manuscrita e foi representada na Sala S\u00e3o Paulo por Ninfa Parreiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 1958, o Jabuti chega assim aos 68 anos procurando combinar <strong>tradi\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o<\/strong>: preservar o rigor e a independ\u00eancia de seu julgamento, reconhecer a diversidade da produ\u00e7\u00e3o editorial brasileira, abrir espa\u00e7o para novos autores e novas formas de forma\u00e7\u00e3o de leitores e responder \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas do livro e da leitura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 68\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Jabuti consagrou Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio, de Ruy Castro, como Livro do Ano de 2026. Promovido pela C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL), o Jabuti tem como curador, pelo terceiro ano consecutivo, Hubert Alqu\u00e9res, presidente da Academia Paulista de Educa\u00e7\u00e3o. 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