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Artigo – Fale mal, mas fale do Cinema Brasileiro

By prof. Hubert
12 de fevereiro de 2026
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por Walter Viscioni

Com prazer e imensa alegria, renovados por mais de uma década, participei das cerimônias anuais de entrega do Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema, e em cada uma delas não demorava muito para sentir que todos nós, participantes e convidados, estávamos em Los Angeles, levados pelo devaneio, pela emoção e pelo ambiente festivo da solenidade, muito embora sem o glamour do tapete vermelho. Não, não estávamos em Los Angeles. Uma pena, mas por algumas horas estivemos num mundo paralelo, num mundo fascinante, que apenas as grandes artes podem criar.

Neste espaço, no Teatro Popular do SESI, onde todas as formas de arte – dança, pintura, escultura, teatro, música e literatura – já foram celebradas, prestávamos na noite do evento, nossas homenagens ao cinema, também conhecido como a Sétima Arte, pois integra elementos de todas as anteriores. Sétima arte foi o termo usado pelo italiano Ricciotto Canudo para designar o cinema, no “Manifesto das Sete Artes”, em 1912, publicado depois, em 1923.

O sete, uma fórmula sagrada dos povos antigos, presente nos sete dias da criação do mundo, nos sete planetas, nas sete notas musicais, nos sete dias da semana, nas sete cores do arco-íris – assim como o cinema – tem a virtude de nos transportar a uma nova dimensão, diferente daquela onde, de fato, vivemos.

         Ficção ou realidade? Deixo a reflexão para cada um de nós. Mas adianto que uma seria insuportável sem a outra. O Abre-te Sésamo para entrar nesse mundo mágico é o breve instante quando as luzes se apagam e tudo, quase tudo mesmo, torna-se possível.

         É assim que a sonhadora Cecília, personagem principal de “A Rosa Púrpura do Cairo” – filme de Woody Allen, produzido em 1985 – para escapar de uma vida infeliz, previsível e sem nenhum glamour, em plena depressão econômica, refugia-se no cinema local todas as noites. Numa delas, quando está assistindo ao filme “A Rosa Púrpura do Cairo” pela quinta vez, Tom Baxter, o personagem principal, abandona a tela e convida Cecília a viver uma vida diversa, num mundo sensível e perfeito, porém tão real quanto sua vidinha miserável em New Jersey. E com ela, lá vamos nós, juntos, fazer parte da mesma trama, da mesma película, da mesma vida sonhada.

         Será mesmo? Rimos e choramos junto com Cecília e torcemos por um final feliz, que, aliás, não acontece. Isso é real? Isso é a magia cinematográfica.

         A realidade pode ser dura, mas no cinema, e por meio dele, podemos sonhar. Graças ao Cinematógrafo, apresentado pelos Irmãos Lumière em 1895, no Salão Grand Café, em Paris, estávamos reunidos naquela cerimônia para falar e celebrar o cinema brasileiro.

E, a simples presença, não por obrigação, mas por gosto avivava uma lembrança da minha infância, a caminho da adolescência e sempre ao lado de minha querida mãe. Um programa da Rádio Nacional, entre as décadas de 1940 e 1950, bastante singular, chamado “Cinelândia Matinal”, apresentado pelo crítico cinematográfico Adolpho Cruz, que incentivava, recorrentemente: “Falem mal, mas falem do cinema nacional”.

Adolpho Cruz nos ensinava que, mesmo que uma crítica ou uma opinião não seja positiva, é importante discutir e trazer à tona o cinema do Brasil. E, lá estávamos nós, num debate saudável, celebrando as obras cinematográficas concorrente, a ficar mais uma vez o sonho, a fantasia, o encantamento, para logo depois voltar à realidade, mais felizes, mais fortes e melhor preparados para construir o mundo que desejamos para todos.

E, agora, aqui estamos nós, ainda a falar do cinema nacional, celebrando, o sucesso e o crescimento da produção brasileira, criando obras como: “Cidade de Deus”, “Central do Brasil”, “Ainda Estou Aqui”, “Agente Secreto”, “O Filho de Mil Homens”, “Apocalipse no Trópicos”, dentre outros.  Notável por sua diversidade e capacidade de abordar questões políticas, sociais e culturais com sensibilidade. Palco vibrante para novos talentos, promovendo atores, diretores e roteiristas. Ao mesclar o entretenimento com mensagens profundas, o cinema brasileiro se transforma numa força vital na indústria cinematográfica global, destacando-se por sua qualidade artística e por seu compromisso com a verdade social e cultural.

___________________

Walter Vicioni Gonçalves, Titular da Cadeira 36 da Academia Paulista de Educação, Ex-Diretor Estadual do SENAI e Superintendente do SESI do Estado de São Paulo.

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