Unicamp e instituições francesas avançam na criação de centro internacional de pesquisa sobre migrações com participação do prof. Carlos Vogt

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deu um passo significativo em direção à criação de um centro internacional de pesquisa dedicado aos estudos sobre migrações durante reunião realizada no dia 27 de janeiro de 2026. A iniciativa, que reúne a Unicamp com três renomadas instituições francesas — a Université Paris 1 Panthéon‑Sorbonne, a École des hautes études en sciences sociales (EHESS) e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD) — foi apresentada à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e deve receber financiamento da ordem de R$ 30 milhões por meio do programa Centro Internacional de Pesquisa (CIP).
O novo centro, que será o primeiro dessa magnitude na América Latina, tem como objetivo fomentar a pesquisa acadêmica e o diálogo internacional sobre migrações, integrando diferentes disciplinas e perspectivas científicas. A proposta foi destacada pela presidente da Cátedra Sérgio Vieira de Mello, Ana Carolina Maciel, que sublinhou a importância de um espaço dedicado a diálogos que incluam países historicamente colonizados, ampliando a compreensão acadêmica e social do fenômeno migratório.
O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, ressaltou a força da universidade na área de humanidades e a importância da temática migratória para a sociedade contemporânea, apontando que o centro deverá integrar pesquisadores de múltiplos campos do conhecimento.
Entre os presentes e diretamente envolvidos nas tratativas esteve o Acadêmico Carlos Vogt, coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp. Vogt destacou a transversalidade do tema das migrações, que perpassa dimensões sociais, ambientais, de saúde e políticas públicas, lembrando que a criação do centro representa uma oportunidade de fortalecer uma agenda de pesquisa integrada e internacionalizada. “O centro nasce com uma inserção muito grande, do ponto de vista da política institucional e da organização acadêmica, porque ele tem uma transversalidade muito grande”, afirmou o professor.
A parceria entre a Unicamp e as instituições francesas também foi saudada pela adida de cooperação para ciência e tecnologia no Consulado Geral da França em São Paulo, Marion Magnan, que ressaltou o interesse mútuo em consolidar uma cooperação científica de longo prazo.
Com a formalização do centro, prevista para avançar ao longo de 2026, a Unicamp poderá se consolidar como um hub regional e global de referência em estudos migratórios, reunindo pesquisadores brasileiros e internacionais e contribuindo para um campo de pesquisa que ganha cada vez mais relevância diante dos desafios contemporâneos de mobilidade humana, desigualdades e direitos humanos.
