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Artigo – USP 92 anos: a missão permanente de formar líderes

By prof. Hubert
25 de janeiro de 2026
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Por Hubert Alquéres

Noventa e dois anos depois de sua fundação, em 25 de janeiro de 1934, a Universidade de São Paulo tem diante de si o desafio de formar uma nova safra de lideranças para um Brasil em intensa transformação, em decorrência das grandes mudanças que o planeta atravessa. Essa sempre foi a sua vocação. Foi para isso que ela foi fundada em um país que vivia um processo de intensa industrialização e urbanização. Em poucas décadas ela levaria o Brasil, essencialmente agrário e atrasado, a se transformar em uma sociedade industrializada e moderna.

O núcleo central para sua fundação foi a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, recém-criada, à qual se juntaram as tradicionais Escola Politécnica, Faculdade de Medicina e Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, além da Faculdade de Medicina Veterinária, a Escola Superior de Agricultura de Piracicaba, o Instituto Biológico e o Instituto Butantã. A Cidade Universitária, situada na antiga fazenda Butantã foi, mais tarde, batizada Armando de Salles Oliveira.

Nessas nove décadas de história, a USP projetou líderes em todas as esferas da sociedade, tanto para a iniciativa privada como para o poder público. Em todas as áreas do conhecimento e da ciência destacaram-se em seu corpo docente quadros de primeiríssima qualidade. Basta citar Florestan Fernandes, considerado o pai da sociologia brasileira; Fernando Henrique Cardoso, Luiz Hildebrando e Samuel Pessoa; Mário Schenberg e José Goldemberg no campo da Física.  A obsessão pela excelência na constituição do seu corpo docente está no seu DNA, desde a fundação. Para viabilizar o ensino de alta qualidade na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, trouxe talentos do exterior como Georges Dumas, Claude Lévi-Strauss, Fernand Paul Braudel, Roger Bastide e Pierre Monbeig.

Na medicina, a universidade também foi protagonista na formação de gerações de profissionais de excelência e na produção científica. A Faculdade de Medicina da USP é um polo de referência internacional, associada ao Hospital das Clínicas, o maior complexo hospitalar da América Latina. Ao lado dela, o Instituto Butantan, vinculado à USP, tornou-se símbolo da ciência brasileira, especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando liderou a produção de vacinas e reafirmou sua histórica missão de pesquisa biomédica e compromisso com a saúde pública.

Hoje, a USP é responsável por 20% de toda produção científica do país e, juntamente com suas coirmãs Unicamp e Unesp, é um elo do moderno sistema do ensino superior do Estado de São Paulo, que inclui, além do Centro Paula Souza e a UNIVESP, respeitadas instituições municipais e privadas.

Nesse mesmo percurso, enfrentou momentos de tormentas. O maior deles nos anos de chumbo pós 1964, especialmente após o AI-5, quando catedráticos, professores e cientistas foram aposentados compulsoriamente e instalou-se na universidade um clima de caça às bruxas. Um deles foi Fernando Henrique Cardoso, posteriormente eleito presidente da República, quando o Brasil voltou à normalidade democrática.

Temos hoje a gigantesca revolução tecnológica acontecendo, as questões climáticas, a transição energética, os novos desafios da geopolítica, com a China assumindo papel cada vez mais determinante, no movimento das cadeias produtivas globais e o debate sobre os rumos da democracia nos próximos tempos.

No contexto de sua celebração mais recente, a instituição marcou um episódio importante de renovação e continuidade institucional com a posse do novo reitor, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, e da vice reitora Liedi Légi Bariani Bernucci, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes. O evento reuniu autoridades públicas, dirigentes acadêmicos, professores, estudantes e representantes da sociedade civil, reafirmando, mais uma vez, o compromisso da USP com a excelência, a autonomia universitária e a responsabilidade social.

Em seu discurso de posse, o reitor destacou a necessidade de fortalecer os indicadores de desempenho institucional e aprofundar parcerias que promovam inovação, qualidade pedagógica e relevância social, pilares que historicamente consolidaram a presença da USP no cenário nacional e internacional.

Hoje, a universidade mantém sua posição de liderança entre as principais instituições de ensino superior da América Latina, com impacto significativo na produção científica, tecnológica e cultural, e exerce influência decisiva em temas que atravessam o cotidiano da sociedade, da educação básica à política pública, da ética à economia.

Completar 92 anos é, ao mesmo tempo, reconhecer um percurso de excelência e renovar o compromisso com os desafios do futuro. A USP permanece como um espaço plural de formação de lideranças, cientistas, educadores, pensadores e profissionais de múltiplas áreas, reafirmando sua missão de contribuir para a transformação democrática do conhecimento e para a construção de uma sociedade mais justa, crítica e solidária.

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Hubert Alquéres é Presidente da Academia Paulista de Educação. Foi professor na Escola Politécnica da USP e Secretário Estadual de Educação.

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